Roma Antiga

Blog sobre a Roma Antiga: história, cultura, usos e costumes.

quinta-feira, outubro 23, 2008

The Roman Army at war por Adrian Goldsworthy

O livro no inicio descreve as principais campanhas em que Roma esteve envolvida do século I AC a II dC. Infelizmente são bastante sumárias as descrições.
Depois são apresentado os principais adversários de Roma nesse período: os gauleses, os germanos, os partos, os dácios. Estrutura social, organização militar. As escolhas militares desses povos tornam-se muito mais compreensíveis à luz das explicações que eram apresentadas.
Os povos na Europa dada a sua organização económica primitiva, não podiam fazer guerras de guerrilha, pois não tinham forma de sustentar bandos armados por muito tempo (a península ibérica é uma excepção) e quando juntavam um exército tinham de o usar rapidamente; os romanos tinham devido à sua organização, capacidade de prolongar os combates por longo tempo, o que lhes garantia a vitória, sendo uma batalha decisiva normalmente o último recurso (excepto se houvesse outros factores em jogo como com César na Gália). Os Partos tinham outro tipo de estratégia: como estavam sujeitos a invasões de povos nómadas (sendo eles próprios um povo nómada), mantinham pequenos exércitos muito móveis para enfrentar esses povos, além de que sendo uma monarquia feudal (mais semelhante a uma confederação), demoravam imenso tempo a reunir exércitos. A táctica mais lógica deveria consistir em tentar enfraquecer as legiões romanas (como deu excelente resultado em Carrae). Simplesmente os reis mandavam generais comandar as suas tropas e nunca podiam estar muito certos de que estes não se revoltariam (ou outro canto qualquer do império), logo acabavam por pressionar aqueles a enfrentar numa batalha rápida. Deste modo sofreram diversas derrotas, mas a enorme extensão do império conseguia pô-los a salvo: só um conquistador romano que se dedicasse a tempo inteiro a essa frente poderia como Alexandre conquistar o império, e nenhum Imperador Romano o fez: Trajano estava velho e morreu, Septimo Severo não quis arriscar demasiado, os outros imperadores não se queriam meter nesse vespeiro depois de um par de vitórias (ou derrotas) fáceis.
O livro segue então com a descrição da organização da legião de forma funcional, treino, recrutamento, espírito de corpo, etc. O autor salienta que ao contrário do que se vê nos filmes ou muitas vezes em manuais escolares, o exército não era constituído por autómatos: se até entrarem em combate a sua ordem poderia dar essa ideia, os numerosos casos de bravura, iniciativa e insubordinação mostram um mundo completamente diferente.
O mesmo se passava com os oficiais. Os relatos das campanhas, mostram que não existia um exército “standard”: conforme o inimigo, o general utilizava infantaria pesada, ou mandava livrarem-se de parte do equipamento, usavam mais ou menos cavalaria, mais ou menos arqueiros, tudo conforme as circunstâncias. Eles próprios poderiam participar na batalha para moralizar as tropas (sobretudo em situações difíceis), ou pelo contrário ficariam resguardados seguindo a batalha para ter um maior controlo da situação.
Utilizando dados de combates recentes, são explicados os baixíssimos números de mortos em combate por parte dos vencedores (quem quer que ele fosse). Numa batalha, só cerca de 10 % dos soldados combatem activamente e procuram lutar por gostarem da guerra em si, a maioria tem uma atitude bastante defensiva (mais uns quantos que ficam efectivamente para trás e fugirão na primeira oportunidade), logo só esses 10% irão efectivamente matar gente (arriscando-se eles a ser mortos também), de modo que o número de baixas em ambos os lados é mínimo. Quando um exército finalmente foge (existem diversas razões que podem levar a isso), todo o exército vencedor se enche de coragem, e ajudado pela sua cavalaria, provoca uma massacre nos fugitivos (porque uma massa de homens não consegue de repente dar meia volta e fugir rapidamente, havendo muitos a atrapalhar-se, tornando-os mais vulneráveis).
O autor apresenta diversos argumentos que me parecem de senso comum sobre as legiões romanas e a sua psicologia (creio que são transversais a todos os exércitos profissionais), simplesmente não apresenta provas históricas a validar esses argumentos. Tenho pena que não fossem exploradas melhor as campanhas romanas, mas não se pode pedir tudo.
De qualquer modo, apesar de algumas falhas menores, juntamente com o seu livro “The Complete Roman Army Book”, é uma obra fundamental sobre o exército romano.

3 Comments:

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