<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431</id><updated>2012-02-09T10:58:21.865Z</updated><title type='text'>Roma Antiga</title><subtitle type='html'>Blog sobre a Roma Antiga: história, cultura, usos e costumes.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>206</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5839013463943136367</id><published>2012-01-04T13:27:00.002Z</published><updated>2012-01-04T13:40:03.747Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os vasos gregos em Portugal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o tema não seja sobre Roma, é sobre o período clássico e decidi incluí-lo.&lt;br /&gt;Encontrei este livro sobre uma exposição organizada pela Professora Maria Helena Rocha Pereira em 2007 e comprei-o. &lt;br /&gt;Em diferentes capítulos (escritos por diferentes autores, e isso nota-se nos estilos de escrita), é apresentada uma história sucinta da Grécia arcaica e clássica, a evolução dos vasos (sendo incluído um glossário dos tipos de vasos, funções e respectivo desenho, o que é bastante útil), e as principais colecções existentes em Portugal (e o modo como vieram cá ter).&lt;br /&gt;Temos depois diversos catálogos dessas colecções. Basicamente, dividem-se entre as colecções particulares (vasos comprados no estrangeiro em leilões ou mesmo nas escavações onde eram descobertos), sendo normalmente de grande qualidade e espólios de escavações em Portugal; estes normalmente são fragmentos (a maioria descobertos no sul) de pior qualidade, pois eram provavelmente produtos criados para os mercados periféricos, havendo assim menos preocupação na sua produção.&lt;br /&gt;Quanto às peças, há de tudo, desde o período micénico até helenístico. Vasos com motivos geométricos, figuras negras, figuras vermelhas. Os temas são os mais variados: mitologia, teatro, cenas do quotidiano.&lt;br /&gt;O único reparo foi a bibliografia que me pareceu algo desactualizada: com raras excepções, os livros eram maioritariamente anteriores a 1980.&lt;br /&gt;O livro foi assim uma boa aquisição. Para o leitor interessado no assunto, dá uma boa introdução ao tema, podendo recorrer a outros livros se quiser aprofundar os seus conhecimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5839013463943136367?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5839013463943136367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5839013463943136367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5839013463943136367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5839013463943136367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2012/01/os-vasos-gregos-em-portugal-embora-o.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5266994828290095046</id><published>2011-11-22T12:04:00.002Z</published><updated>2011-11-22T12:21:13.182Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vacas e dividas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi-me enviado por um docente no estrangeiro, um artigo feito por arqueólogos no Reino Unido. Basicamente, eles decidiram re-analisar uma tabuinha descoberta na Holanda nos principios do século XX; na época, estando ela bastante apagada, utilizando as técnicas possíveis concluíram que se tratava da venda de gado no principio do Império (meados do século I); por razões nacionalistas, o documento foi sempre considerado importante (pois concluía-se que se referia ao gado bovino da Frísia ainda hoje afamado). &lt;br /&gt;A equipa que decidiu analisar a tabuínha, utilizou novas técnicas e concluíu que se tratava de um documento em que se referia à divida que uma pessoa tinha para com um escravo sendo este propriedade de uma mulher provavelmente esposa de um oficial. Diversos dados permitiram identificar o documento como sendo anterior à revolta Batava (cerca de 28 AD), com referências a tropas irregulares e legionárias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5266994828290095046?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5266994828290095046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5266994828290095046&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5266994828290095046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5266994828290095046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/11/vacas-e-dividas-foi-me-enviado-por-um.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3445986012535010881</id><published>2011-09-23T16:40:00.002+01:00</published><updated>2011-09-23T16:55:31.600+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Comprei o número de Agosto da revista francesa "Arqueologie". O número era dedicado a mosaicos (grécia, sobretudo Roma e um pouco de Bizâncio, no século VI). Saíram artigos sobre descobertas em França e Itália; equipas de artistas fariam os mosaicos por encomenda num atelier e depois deslocavam-se à villa/domus do proprietário e aí montavam-no. Num artigo sobre Esparta, fiquei a saber que no período romano, a cidade era um importante centro de fabricação de mosaicos. No norte de africa, essa arte desenvolveu-se particularmente dos séculos IVa VI, entrando em decadência no século VII antes ainda da conquista árabe. Mas os melhores exemplares continuam a vir das costas da Turquia e da Síria.&lt;br /&gt;Apesar da unidade de civilização, formavam-se verdadeiras escolas regionais que tinham preferência de temas ou na maneira de os abordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3445986012535010881?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3445986012535010881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3445986012535010881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3445986012535010881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3445986012535010881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/09/comprei-o-numero-de-agosto-da-revista.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3675580020347638893</id><published>2011-07-27T14:25:00.001+01:00</published><updated>2011-07-27T14:25:33.325+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Oxford Handbook of Roman Studies&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio-me parar este livro às mãos e por curiosidade li-o. Como o título indica, é um compêndio de artigos sobre Roma (55 artigos). Os organizadores queriam evitar a hegemonia de correntes historiográficas ou nacionalidades abraçando o multiculturalismo, daí terem convidado pessoas de diversos países: temos norte-americanos e britânicos, mas também italianos e alemães.&lt;br /&gt;Os temas são diversos: iconografia, arqueologia, género (mulheres e homossexuais), sexualidade, discursos de poder, etc. São bastante desiguais (alguns limitam-se a fazer revisão de bibliografia, outros fazem uma historiografia do assunto, outros apresentam as suas próprias investigações), mas de forma geral é tudo demasiado especializado: não é um livro para amadores ou simples curiosos da história de Roma como eu, mas sim para historiadores profissionais terem uma ideia do que se faz em termos de investigação sobre esses diversos assuntos. Muitos deles destacam-se sobretudo pelas abordagens inovadoras que fazem de assuntos que já foram estudados por outros prismas (apreciei diversos estudos de semiótica), mas de forma geral sem se ter efectuado uma série de leituras indicadas pelos autores, grande parte do conteúdo (ou interesse) escapa-nos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3675580020347638893?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3675580020347638893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3675580020347638893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3675580020347638893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3675580020347638893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/07/oxford-handbook-of-roman-studies-veio.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5721965442882023498</id><published>2011-06-30T16:34:00.004+01:00</published><updated>2011-06-30T16:49:51.869+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Spartacus-Blood and Sand&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu viu um episódio. Eu já tinha visto a série toda há uns meses, portanto vou dar o meu veredicto.&lt;br /&gt;Acho a série muito fraca. Parece um cruzamento entre a série "Roma" e o filme "300", mas muito pior que ambos. O argumento não é grande coisa (decidir que 12 episódios vão ser sobre o treino de um gladiador, reduz as hipóteses de acção e intriga ao mínimo), diálogos pobres. Excepto dois actores (Batiatus e Lucretia), os actores são mediocres (e mesmo estes dois estão muito limitados pelos textos que tem disponível, embora façam o que podem). Os combates em slow-motion aborrecem-me. &lt;br /&gt;Pontos positivos: achei interessante o desprezo demonstrado por toda a gente pelo lanista Batiatus (que era real: os lanistas estavam no fundo da escala social, mesmo que fossem riquissimos). Os cenários são razoáveis. No final, a série melhora um bocado, mas nada de extraordinário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5721965442882023498?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5721965442882023498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5721965442882023498&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5721965442882023498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5721965442882023498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/06/spartacus-blood-and-sand-um-amigo-meu.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7164321074598141651</id><published>2011-06-15T15:59:00.001+01:00</published><updated>2011-06-15T15:59:44.635+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Jewish Military Forces in the Roman Service&lt;/strong&gt; por Jonathan P. Roth&lt;br /&gt;É um artigo de um historiador norte-americano. O tema é interessante e levanta boas questões, mas tem defeitos fatais.&lt;br /&gt;Começa pela questão de saber a identidade das pessoas. Os historiadores antigos tinham a tendência para fazer generalizações (o que é compreensível em zonas pequenas com enormes diversidades étnicas). Assim, na síria, um habitante poderia ser chamado de sírio, independentemente de ser sírio, judeu, ou outra etnia diferente. Depois existe a questão da identidade da pessoa. São Paulo era romano ou judeu? Ambos obviamente, mas em contextos diferentes ele seria considerado judeu (para os seus correligionários em questões religiosas) ou romano (do ponto de vista jurídico).&lt;br /&gt;É apresentado de seguida um panorama da organização militar dos Herodíades (na maior parte das vezes recorrendo a Josefo que utilizava vocabulário grego tirado dos exércitos helenísticos para descrever o armamento, patentes e estruturas dos exércitos judeus, o que confunde as coisas dado que se ignora o que ele quer dizer com esses nomes). &lt;br /&gt;Os diversos reinos da dinastia de Herodes foram recrutando diversas unidades de outras populações: samaritanos, idumeneus (basicamente minorias que eram detestados pelos judeus). Mas o autor considera que estas populações eram judias também (mesmo que não fossem assim considerados pelos judeus seguidores do Templo de Jerusalém), portanto, quando o autor fala de tropas judias ao serviço de Roma, será necessário fazer essa ressalva, pois ele está a considerar populações que normalmente não são vistas desse modo (dado que o termo “judeus” é habitualmente reservado aos seguidores do Templo).&lt;br /&gt;A esta luz, faz algum sentido o comportamento de boa parte das tropas “judias” que ficaram do lado de Roma (embora algumas se tivessem juntado aos revoltosos, o que mostra que as coisas deviam ser longe de ser lineares).&lt;br /&gt;São apresentados diversos casos de legionários e oficiais subalternos com nomes romanos que são considerados como judeus dado que serviam em unidades estacionadas na Judeia. Ora, isso parece-me um argumento um pouco forçado. É certo, que se no ocidente as legiões eram recrutadas em Itália (ou descendentes de italianos em colónias), e no oriente desde cedo se recorreu ao recrutamento no oriente, isso não quer dizer que as tropas fossem de origem local. Sem outro tipo de evidência (diplomas ou inscrições em túmulos), acho arriscado considerar que alguém com um nome romano é forçosamente judeu…&lt;br /&gt;O autor considera que a famosa guarda do templo que teria prendido Jesus, não era constituída efectivamente por guardas, mas sim que os evangelistas confundiram por ignorância da realidade, guardas com sacerdotes que seriam guardiões do templo (sem grandes provas na minha opinião). Também considera que a coorte romana que é referida no evangelho, não existiu, ou quanto muito seria constituída por samaritanos. &lt;br /&gt;Termina com “que fizeram os romanos por nós”, descrevendo os zelotas como um bando de fanáticos, perseguidor de outras populações, verdadeiro obstáculo ao progresso civilizacional, paz e prosperidade que os romanos trouxeram, sendo para o autor, os judeus que colaboraram com Roma os verdadeiros patriotas. Confesso que tive de me conter para não me rir com esta última parte. Percebo que se admire muito uma civilização, mas um bocadinho de objectividade e sobriedade é o mínimo que se pede a um historiador profissional.&lt;br /&gt;A bibliografia aliás ajuda a explicar: alguns sólidos livros de historiadores, mas nada ligado à arqueologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7164321074598141651?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7164321074598141651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7164321074598141651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7164321074598141651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7164321074598141651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/06/jewish-military-forces-in-roman-service.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2521917347264859058</id><published>2011-03-30T15:06:00.000+01:00</published><updated>2011-03-30T15:07:55.457+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Roman World, 44 BC-AD 180- The Routledge History of the Ancient World &lt;/strong&gt;de Martin Goodman&lt;br /&gt;Estava para comprar um livro sobre o período helenístico quando reparei neste livro; depois de folhear ambos, acabei por comprar este e não me arrependo.&lt;br /&gt;O livro aborda um tema aparentemente estafado, o alto império romano. No entanto (e embora já tenha mais de uma década) tem uma forma de abordar os temas que o tornam inovador em relação a numerosos outros livros.&lt;br /&gt;Começando por apresentar a situação de Roma no inicio do império, os problemas que a transição implicou (tentativas de solução) e como se mascarou uma monarquia de facto, e discursos de poder.&lt;br /&gt;Segue-se por apresentar os diferentes imperadores e seus reinados; é sucinto e não é excessivamente revisionista (embora apresentando que provavelmente havia um método na loucura de Calígula e uma tendência progressivamente despótica, não justifica os actos tresloucados dos imperadores). É depois apresentada a sobrevivência e transformação das instituições republicanas (senado, pretores, cônsules), assim como o surgimento de novas (guarda pretoriana) e a absorção do império por Roma (e vice-versa). Como não podia deixar de ser, o exército, as suas funções oficiais (defesa contra inimigos externos) e oficiosas (protecção do príncipe contra rivais) e numerosas não previstas (criação de mercados de consumo, romanização de populações e sua exploração) são também apresentadas.&lt;br /&gt;A cultura oficial (literária e arte), a economia (quer nos elementos privados, quer públicos), a sociedade (esta secção mais fraca), são todas referidas.&lt;br /&gt;Os capítulos mais interessantes para mim são da descrição das várias províncias. Lusitânia (a bibliografia sobre o território português está reduzido a um livro com umas décadas aliás, dado que nada é traduzido para inglês), Egipto, Sardenha, cada uma tem direito a uma página. Assim se fica a saber que no final do século II, na Sicília falavam-se 3 línguas: púnico, grego e latim, a Córsega excepto meia dúzia de cidades costeiras era território completamente abandonado aos indígenas, Beirute e arredores foi um território de povoamento latino por muito tempo e o Egipto foi tão mal explorado economicamente que o território empobreceu só recuperando com o domínio árabe.&lt;br /&gt;De seguida temos 3 capítulos sobre religião. O primeiro é sobre o paganismo. Tudo é colocado: religião oficial, cultos privados, as religiões do império, o sincretismo. Ora pareceu-me tudo muito resumido. Em compensação, há um capítulo inteiro sobre o Judaísmo, que só se compreende dado o autor ser um especialista sobre o estado da Judeia entre I aC e I dC. &lt;br /&gt;Finalmente, o livro termina com um capítulo sobre o Cristianismo (mesma justificação que dei acima, acrescida da influencia da sociedade Cristã no mundo ocidental).&lt;br /&gt;O livro embora esteja em inglês, arranja-se em livrarias em Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2521917347264859058?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2521917347264859058/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2521917347264859058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2521917347264859058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2521917347264859058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/03/roman-world-44-bc-ad-180-routledge.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4202880443293849683</id><published>2011-03-09T16:32:00.001Z</published><updated>2011-03-09T16:33:48.222Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;7 Anos de Roma antiga&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este projecto começou em 2004. Os meus dois companheiros há muito que abandonaram este blog e eu raramente arranjo tempo para escrever, mas com os seus altos e baixos, lá o vou mantendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4202880443293849683?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4202880443293849683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4202880443293849683&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4202880443293849683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4202880443293849683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2011/03/7-anos-de-roma-antiga-este-projecto.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3073586787526789202</id><published>2010-12-21T09:51:00.002Z</published><updated>2010-12-21T09:58:08.356Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Entrevista a Adrian Goldsworthy&lt;br /&gt;Ontem depois das 19h30, passou na RTP2 uma entrevista da jornalista Márcia Rodrigues ao historiador Adrian Goldsworthy. O tema era claro, Roma. A entrevista foi bem conduzida (ela leu os livros dele, ou pelo menos alguêm o fez por ela e preparou perguntas relevantes). Claro que a tendência foi de tentar aproximar um pouco à situação actual. Roma possuia uma máquina militar extremamente eficientee era a única superpotência mas mesmo assim caiu. Segundo o historiador, caiu por razões internas: foi perdendo eficiência porque como tinha sempre a vitória assegurada, demorasse o tempo que demorasse, podia-se dar ao luxo de cometer erros que se foram acumulando por séculos (guerras cvis, incompetência geral da máquina administrativa, etc). Nada de novo para quem leu os livros dele, mas sempre interessante ouvir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3073586787526789202?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3073586787526789202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3073586787526789202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3073586787526789202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3073586787526789202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/12/entrevista-adrian-goldsworthy-ontem.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4303420141133022049</id><published>2010-10-14T16:56:00.000+01:00</published><updated>2010-10-14T16:57:23.338+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Hispania Bizantina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um livro (publicado pela Universidade de Múrcia), sobre a presença bizantina na península ibérica (meados do século VI e VII). O autor recorreu a fontes escritas muito parcas) e sobretudo à arqueologia.&lt;br /&gt;Começa por fazer um resumo da história do império romano do oriente depois da separação com o Ocidente. Demora-se mais com Justiniano e descreve (o pouco) que se sabe da história das relações entre os bizantinos e os Visigodos até à conquista das suas possessões no sul. &lt;br /&gt;Em seguida é apresentada a organização política, administrativa e militar (de que pouco se sabe inferindo-se da de outras províncias). São apresentados os limites do que era a província da Hispania: o sul da mesma, não chegando até ao estreito de Gibraltar (e muito menos ao Algarve como era dito normalmente), nem a Córdova a norte (devendo esta cidade como o grande parte do centro nas mãos dos grandes proprietários Hispano-Romanos aliados à nobreza goda local). O comércio era bastante anémico, limitando-se ao norte de África e resto da península (embora se mantivesse sempre um comércio residual com leste do mediterrâneo para produtos de luxo).  &lt;br /&gt;São apresentados em seguida os resultados das escavações de várias cidades do período bizantino (começando de forma breve, pelo baixo-império). Os resultados são curiosamente coincidentes. Com o final do século II a crise atinge o sul da península em cheio: teatros e outros edifícios deixam de funcionar, ficando apenas os serviços mínimos (os Anfiteatros continuam a ser usados para espectáculos de gladiadores e animais mas estendem-se a outras actividades), o número de banhos públicos reduz-se. Os fóruns são ocupados por privados, que não só constroem as suas lojas fora dos espaços reservados, como também habitações. Muitas das ruas largas clássicas, são ocupadas por novas casas, ou vem as antigas a estender-se por aí. Tudo isso revelava um enfraquecimento da autoridade pública (ou uma indiferença). No século III são construídas muralhas, usando a pedra dos antigos edifícios públicos. Na época da conquista bizantina, estes estão normalmente reutilizados para outras funções (habitação ou pedreira). As antigas domus de ricos proprietários continuam a ser ocupadas, embora progressivamente percam os seus aspectos técnicos mais elaborados. Se perderam muitos dos edifícios monumentais, vêm acrescidas Igrejas (a bem dizer, normalmente antigos templos pagãos reconvertidos). A ocupação bizantina pouco vai mudar esse panorama: reconstrução de muralhas, um ligeiro incremento do comércio, devido à aquisição de produtos do império por parte das guarnições que eram de fora e queriam continuar a adquirir alimentos, vinhos e cerâmicas que estavam habituadas (mas o seu escasso número de alguns milhares não chegava para muito).  &lt;br /&gt;Resumindo, a situação aflitiva do império, com guerras em frentes muito importantes (em Itália contra ostrogodos primeiro depois lombardos, eslavos a norte da Ilíria, contra os persas), impedia quaisquer hipóteses de um renovamento dos domínios imperiais na península; apenas podiam tentar aguentar, jogando com a notável instabilidade do reino visigodo, mas não tendo forças para aguentar uma ofensiva goda assim que surgisse um soberano forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4303420141133022049?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4303420141133022049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4303420141133022049&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4303420141133022049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4303420141133022049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/10/hispania-bizantina-li-um-livro.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2805639848928300980</id><published>2010-08-25T12:18:00.001+01:00</published><updated>2010-08-25T12:20:10.336+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Marco Aurélio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Li uma biografia do Imperador Marco Aurélio. Feita por um jornalista, tinha um estilo agradável e abordava diferentes temas, mas tinha alguns defeitos que para mim são fatais.&lt;br /&gt;O livro começa por apresentar uma breve história de Roma desde Augusto, assim como as suas instituições e economia (sempre útil). Segue depois com a contextualização da família de Marco Aurélio e o que levou à sua ascensão. Imaginem a minha surpresa ao ver Trajano tratado por “esse homossexual bêbado”. Perdão? Adriano é ainda pior tratado: é descrito como um verdadeiro tirano, paranóico, vaidoso, medíocre, psicopata. Mas acho que o que irrita mais o autor é a sua homossexualidade assumida (é verdade que isso foi ridicularizado pelos romanos, mas por outros motivos). Quando passamos a Antonino, o autor não se cansa de cobri-lo de elogios: expulsou os homossexuais da corte, levava uma vida modesta, respeitava o direito de opinião (alguns dos insultos que ele aguentou, são dignos de um político em campanha eleitoral). Únicas falhas reais, foi não dar formação militar a Marco Aurélio, tolerar o incapaz Lucius Verus (apesar de admitir que nunca foi um monstro do calibre de Nero ou mesmo Cómodo), e ter evitado ao máximo as campanhas no exterior (na realidade, não foi bem assim, e o que sucedeu com os Marcomanos dificilmente se lhe pode atribuir).&lt;br /&gt;Temos depois um grande capítulo sobre as diferentes correntes filosóficas, o estoicismo e “Os Pensamentos”. O autor da biografia é cristão, e obviamente o estoicismo perde em comparação com o cristianismo; mas Marco Aurélio é apresentado como alguém bem mais humano do que a filosofia que seguia.&lt;br /&gt;Noutros capítulos são apresentadas as principais campanhas (os persas e os germanos) e todas as dificuldades que elas apresentaram, assim como a grande questão de apesar de Marco Aurélio ser uma excelente pessoa e extremamente competente, como não conseguiu resolver os problemas (o próprio autor responde, pois Marco Aurélio não tinha formação económica, nem meios humanos e técnicos para o fazer, portanto, usou o que pode para resolver a curto prazo).&lt;br /&gt;Interessante é a questão de Cómodo e porque colocar esse filho no trono. Apesar da excelente educação que recebeu, ele mostrou que tinha no mínimo mau carácter (embora sem poder revelar-se completamente até ascender ao trono), e Marco Aurélio não o podia ignorar. Simplesmente, parece que este tentou ver alternativas. Colocou os seus dois genros como cônsules (uma espécie de teste como tinha sucedido com ele e Lúcio Vero) e eles embora fossem bastante competentes, falharam redondamente, pois deram-se muito mal e passaram o tempo todo a competir. Para considerar a sucessão de um deles, Marco Aurélio teria de ser obrigado a executar o seu próprio filho, executar o genro não escolhido e provavelmente a respectiva família. Perante medidas tão drásticas e incertas, acabou por optar pelo que parecia o mal menor e deixar o filho como sucessor.&lt;br /&gt;Acompanhamos depois o reinado de Cómodo e as suas loucuras e depois o caos até Septimo Severo (e as carreiras de vários dignitários).&lt;br /&gt;Para finalizar, é apresentada a influência do pensamento filosófico de Marco Aurélio na história: mínima na Idade Média, bastante importante no século das luzes e XIX, deliberadamente esquecida na actualidade (dado ter sido efectuada por um imperador de um estado imperialista, numa época que valoriza a multiculturalidade, não compensado assim o facto de ter sido escrita por um anticristão).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2805639848928300980?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2805639848928300980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2805639848928300980&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2805639848928300980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2805639848928300980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/08/marco-aurelio-li-uma-biografia-do.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3112401352074637380</id><published>2010-06-21T11:42:00.002+01:00</published><updated>2010-06-21T11:54:25.862+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pompeia.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Li um livro que comprei sobre a cidade de Pompeia; está traduzido para português.&lt;br /&gt;Quando comecei a lê-lo, fiquei com uma estranha sensação: dado o tema, esperava um livro de arqueologia (ou pelo menos de museologia). Ora os arqueólogos tem uma forma muito particular de escrever (como cada especialista numa ciência aliás), não revelando o domínio de vocabulário e precisão que eu esperava; fiz uma breve pesquisa e descobri que a autora era uma classicista de Cambridge, que escrevera livros sobre assuntos tão diferente como sobre o Parthenon, embora não fossem os seus objectos de investigação. A autora lera assim uma série de livros sobre o assunto e decidira escrever uma monografia sobre o estado de conhecimento actual da cidade de Pompeia. Ora rapidamente encontrei diversas coisas que me desagradaram no livro. Ela faz diversos comentários jocosos sobre os arqueólogos, o que acho de mau tom, dado que ela está completamente dependente deles para escrever o seu livro, tem um conhecimento essencialmente literário (embora ela tenha viajado, deve-se ter limitado a estar em frente aos monumentos sem ver nada mais, ou então nada percebeu do que viu). Ela compara sempre que pode, a sociedade romana à sociedade Vitoriana, o que para mim é um bocado forçado (mesmo que imagino que a ideia seja dar uma referência compreensível ao leitor britânico, a maior parte das comparações são muito delicadas). Ela não consegue compreender o fenómeno das procissões nem tem uma ideia de como decorriam (apenas que as pessoas saíam à rua): se ela tivesse alguma vez estado numa país católico (Itália, Portugal Espanha para referir só alguns) ou visto um programa da National Geographic (que mostram procissões budistas, hindus e xintoístas) poderia ter uma vaga ideia. Os ex-votos também lhe fazem confusão; tem no entanto um bom conhecimento dos autores clássicos (Plínio, Juvenal). &lt;br /&gt;Ela começa a apresentar uma breve história da cidade, desde uma fundação incerta (provavelmente Etrusca, passando pelo domínio Osco, até se tornar lentamente romana, esta é uma das partes melhores conseguidas na minha opinião), até à sua destruição. E ela faz-nos uma ressalva importante: Pompeia quando foi destruída, não ficou como uma fotografia do que era uma cidade normal romana. Desde há uma década que os abalos sísmicos iam-se sucedendo, o que levara à destruição (e reconstrução não finalizada) de parte dos edifícios, e ao abandono da cidade por parte das famílias mais ricas; pouco tempo antes, um grande terramoto afectara a cidade, levando uma parte dos habitantes a fugir e a aguardar que as coisas estabilizassem (o que lhes permitiu provavelmente salvar a vida, e levando parte dos seus pertences). Finalmente, meses depois veio a famosa erupção do Vesúvio. Vieram saqueadores que tentaram abrir buracos na lava na rocha endurecida e roubar o que puderam (nem todos foram bem sucedidos, mas alguns conseguiram). &lt;br /&gt;De seguida temos a componente urbanística e arquitectónica da cidade: as principais ruas, os palácios, as casas dos pobres (estas muitas vezes apenas um simples quarto sem iluminação), o seu mobiliário e objectos pessoais. As casas dos ricos tinham pinturas, algumas facilmente identificáveis (episódios da mitologia clássica ou da história), outros mais estranhos (pelo menos para nós), outros de cariz sexual acentuada (casais a praticar sexo em diversas posições). Mesmo assim, as casas dos ricos tinham relativamente pouco mobiliário.&lt;br /&gt;Noutro capítulo, é-nos apresentada a alimentação, a sexualidade e divertimentos: os pobres comiam fora de casa em botequins, os ricos comiam em casa dado que tinham cozinheiros em casa. Uma dieta à base de queijo, pão, azeitonas, azeite, vinho para os pobres, pratos bastante sofisticados para os ricos (leia-se o satiricon para se ter uma ideia). Dos diversos lugares onde se comia, as empregadas podiam prestar serviços de cariz sexual, sem serem considerados bordeis. Pouco se consegue deduzir dos edifícios (quartos pequenos, mas arranjados de modo a que os clientes pudessem entrar sem se verem, e todos rabiscados com desenhos e comentários).&lt;br /&gt;Para os espectáculos de circo, podemos ver que existiam frequentemente combates de gladiadores profissionais (o que significa que não eram combates até à morte, embora os acidentes por vezes sucedessem), menos frequentemente combates contra animais (importar animais exóticos como leões seria demasiado caro, portanto só restariam animais como lobos e javalis), tudo pago pelos benfeitores da cidade ou candidatos a cargos públicos. A cidade tinha diversos locais para representações teatrais (onde provavelmente seriam apresentados mimos e afins, e não propriamente peças do reportório grego). As termas eram outro local onde se passava o tempo: existiam banhos públicos (gratuitos) e privados. Todo o trabalho de limpeza e massagem não estava incluído nos serviços das termas, de modo que os pobres não lhe tinham acesso (os ricos levavam os seus próprios escravos para fazer esse trabalho). Dado que as águas não eram tratadas com cloro e nem podiam ser mudadas facilmente, ou as piscinas desinfectadas, o resultado é que seriam uma fonte de contágio de doenças. &lt;br /&gt;Sobre os grafites na cidade: são uma mina de informação sobre a cidade. Insultos, elogios, declarações de amor, poemas, simples assinaturas, tudo lá está. Embora não se consiga ter uma ideia da percentagem da população alfabetizada, pelo menos percebe-se que desde os escravos até os aristocratas (passando por mulheres), um elevado número de pessoas sabia ler e escrever. Muitas frases são citações de poemas, mas como se repetem sempre as mesmas frases, isso não significa que as pessoas conhecessem o poema, mas apenas partes mais famosas. Além do latim, existem inscrições em osco (a língua original da cidade), grego, hebraico; isso dá um carácter de diversidade, que normalmente nos escapa (embora afinal isso seja normal numa cidade de um império com diversas populações).&lt;br /&gt;Da composição social da população, na elite além de uma aristocracia tradicional de origem Osca (reconhecível pelos nomes, embora já latinizada), temos os descendentes de colonos italianos instalados por Sila, e escravos libertos que tinham enriquecido. A seguir temos uma população composta por pequenos logistas e proprietários de terras. Finalmente os pobres (simples trabalhadores) e escravos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3112401352074637380?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3112401352074637380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3112401352074637380&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3112401352074637380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3112401352074637380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/06/pompeia.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-1366654507321585315</id><published>2010-06-01T09:11:00.002+01:00</published><updated>2010-06-01T09:21:27.686+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Muenster&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fui a Muenster numa viagem. A cidade não tem passado romano propriamente dito, mas tem um museu arqueológico da Universidade que tem inúmeras peças gregas e romanas de expedições alemãs. Diversas estátuas, um vaso magnifico pintado, moedas, objectos do quotidiano. O espaço é pequeno tal como a colecção, mas é mesmo assim bastante boa. No entanto não existe um catálogo da colecção disponível, e os diversos livros à venda estão todos em alemão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-1366654507321585315?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/1366654507321585315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=1366654507321585315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1366654507321585315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1366654507321585315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/06/muenster-fui-muenster-numa-viagem.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-345003181621069609</id><published>2010-03-31T15:11:00.002+01:00</published><updated>2010-03-31T15:15:08.904+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rome’s Cultural Revolution-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a ler o livro encontrei algumas ideias interessantes. Uma delas, foi a de que até ao século I ACas tradições religiosas (excepto o colégio dos áugures que tinha regras codificadas pelos etruscos) eram consideradas como apanágio da aristocracia romana. Ora nesse século, surgiram diversos estudiosos que estudando as tradições a partir de registos, consideraram que as virtudes e tradições tinham caído em decadência devido à incúria dessa mesma nobreza romana, que as ignorava ou deturpava cinicamente para seu próprio proveito (não lhes ocorria que as coisas podem mudar com o tempo sem ser por decadência). Isso foi um golpe fatal ao prestígio dos nobres: se não se podia confiar na nobreza, a classe conservadora por natureza nem sequer para guardar as tradições, para que servia ela? Com Augusto, iriam ser implementadas uma série de medidas novas que supostamente iam beber ao passado para o restabelecer, inovando no entanto o regime.&lt;br /&gt;Também li um livro chamado "The History of warfare". Excelente capítulo sobre os conflitos de tribais e nómadas, razoável sobre a Grécia (copiado das obras de Hanson), nada de especial sobre Roma (uma análise interessante sobre a brutalidade das tropas romanas em conflito e do seu papel civilizador).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-345003181621069609?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/345003181621069609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=345003181621069609&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/345003181621069609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/345003181621069609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/03/romes-cultural-revolution-ii.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5169174141311148217</id><published>2010-02-08T17:07:00.002Z</published><updated>2010-02-08T17:12:31.235Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vi dois episódios de uma série chamada "Spartacus". Tenta superficialmente seguir o modelo de "Roma": muito sexo e violência. Simplesmente, enquanto que na série Roma, isso eram os elementos que serviam para reforçar a credibilidade do ambiente que se pretendia retratar, na série Spartacus, eles estão lá como "prato principal". Os actores até se esforçam, mas os argumentistas não se preocuparam em desenvolver muito os personagens, de modo que não há nada que os actores possam fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma efeméride: este blog faz 6 anos. Na blogosfera isso é muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5169174141311148217?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5169174141311148217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5169174141311148217&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5169174141311148217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5169174141311148217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/02/vi-dois-episodios-de-uma-serie-chamada.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-8441384415264390183</id><published>2010-01-22T09:09:00.001Z</published><updated>2010-01-22T09:17:09.056Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Fall of the West-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;São apresentadas as carreiras de Diocleciano e de Constantino. Ele aponta que apesar de todas as especificidades que são habitualmente indicadas, ambos tinham uma característica comum: eram generais que tinham passado por guerras civis, tinham sido bem sucedidos e tinham acumulado poder militar suficiente para não serem desafiados seriamente por ninguém. Ambos eram cruéis, mas dadas as condições mentais do tempo, dificilmente eles poderiam ter agido de outro modo. Em compensação o aumento da burocratização é claramente apontado como uma medida desastrosa. Os imperadores passaram a receber as informações sobre o que se passava de forma muito filtrada, sendo apontado um caso em que um imperador (Valentiano) foi apesar da sua boa vontade completamente enganado por uma década sobre uma guerra (de que recebia informações de que não tinha existido) no norte de Africa. &lt;br /&gt;A sua visão sobre Juliano é muito mais mitigada. Juliano foi bem sucedido no Ocidente, mas combateu unicamente com pequenos exércitos (por vezes de algumas centenas de homens contra outro tanto). Quando chegou ao oriente, a empresa ultrapassava-o (apesar das dimensões do exército romano não ultrapassarem os 30.000 soldados). Deixou-se matar como um simples soldado, deixou o exército numa situação aflitiva, e o seu sucessor (Joviano) dispôs-se assinar com os persas o que fosse preciso para preservar o seu exército morrendo pouco depois (de morte natural). &lt;br /&gt;Sobre Adrianopolis, ele não dá valor à batalha em si mesmo, mas ao facto de Roma ter demorado anos a reagir e juntar um exercito contra os bárbaros, e depois da destruição do seu exercito, demorar tanto tempo a livrar-se deles. Isso significava uma enorme inércia por parte das autoridades romanas. &lt;br /&gt;Outra questão é colocada: quais os efectivos do exercito romano? De acordo com a notitia dignitatum, deveria rondar os 700000. Simplesmente, entre a atrição de batalhas e escaramuças, dificuldade de recrutar homens para uma profissão de grande risco e que era mal paga, a corrupção dos oficiais que não declaravam os homens mortos e continuavam a receber o soldo, a redução de unidades em zonas calmas a simples destacamentos (embora mantendo o nome de legião), e a nomeação de oficiais para unidades não existentes ou desaparecidas de forma a garantir uma reserva de oficiais (ou forma de os recompensar), significava que os efectivos poderiam ser bem menos de metade do que seria de supor. Determinadas unidades destruídas em combate ou por falta de verbas, poderiam ser mantidas no papel à espera de serem um dia recrutadas.&lt;br /&gt;A partir do século V, vemos os governantes no ocidente do império com cada vez menos tropas a tentar fazer frente a cada vez mais ameaças; os seus recursos não lhes permitem fazer frente a tudo e o perigo de usurpadores, levava-os a não confiar noutras pessoas. O homem forte do momento (Estilicão, Aécio), pura e simplesmente comandam eles próprios as tropas mas evitam as batalhas decisivas: tem apenas um exército, não o podem perder pois ficariam a mercê de usurpadores ou das suas próprias tropas que não estavam para ficar com derrotados; assim acabam por preferir perder pedaços do império a arriscar batalhas indecisas e só arriscam quando são obrigados, perdendo cada vez mais fatias do império, reduzindo ainda mais a sua capacidade de manobra. Os imperadores durante meio século nada fazem, para além de assassinar os seus melhores servidores. Com a morte de Valentiano III, os imperadores são mais dinâmicos e tentam salvar a situação, mas com poucos recursos estão completamente dependentes dos bárbaros que os apoiam, que preferem assassina-los a aguardar o mesmo destino de Aécio; assim impede-se qualquer solução de recuperação, até que finalmente o império desprovido de todo o território, deixa de ter sequer a existência legal, com a deposição de Rómulo Augustulo (embora o imperador legitimo continuasse a viver por mais uns anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, dado que sou eu que mantenho o blog sozinho de há um par de anos para cá, decidi colocar o meu nome verdadeiro (o gmail obrigou-me a fazer umas actualizações, e acabei por decidir mudar isso).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-8441384415264390183?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/8441384415264390183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=8441384415264390183&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/8441384415264390183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/8441384415264390183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2010/01/fall-of-west-ii-sao-apresentadas-as.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3120311979134114289</id><published>2009-12-11T10:46:00.002Z</published><updated>2009-12-11T10:54:33.095Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Exposição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na galeria nave dos Paços do Concelho da Câmara de Matosinhos, uma exposição sobre os achados arqueológicos do Concelho de Matosinhos (O Rio da Memória). Vai desde o Paleolitico Inferior até à Idade Média. Existem alguns objectos do período romano. Não é nada de muito luxuoso, mas esta zona do país não era propriamente o centro do Universo romano. Mesmo assim temos fragmentos de estátuas, de mosaicos o que mostra que até neste cantinho chegavam os elementos da cultura romana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3120311979134114289?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3120311979134114289/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3120311979134114289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3120311979134114289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3120311979134114289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/12/exposicao-esta-na-galeria-nave-dos.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3074613992244472488</id><published>2009-11-20T09:59:00.000Z</published><updated>2009-11-20T10:00:08.544Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;The Fall of the West-I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou recomeçar com os posts no blog, depois de ter estado parado nos últimos meses,&lt;br /&gt;Este é um livro de Adrian Goldsworthy que trata das razões que teriam levado à queda do império romano do ocidente.&lt;br /&gt;Goldsworthy é um autor tradicional: ele considera que a queda do império foi uma coisa negativa, não aceita que a transição do império para os reinos bárbaros fosse uma coisa suave e indolor para as populações ou que o império por ser um império era uma entidade imperialista e opressora tendo sido excelente que tivesse sido derrubado (não que ele não considerasse que o império não oprimisse os seus cidadãos e fosse violento, apenas que as vantagens da sua existência eram claramente superiores às desvantagens, sobretudo quando comparado com o que lhe sucedeu).&lt;br /&gt;O livro começa com uma revisão da literatura sobre a queda do império, as principais teorias (de que existem pelos vistos mais de 200) sobre esse fim, e porque ele não considera muitas delas correctas. Como é óbvio ele elogia sobretudo os autores com que ele mais se identifica. Ele segue depois o modelo da História de Gibson, começando com o reinado de Marco Aurélio. De uma forma agradável, os reinados vão-se sucedendo. Apesar de ser convencional (Goldsworthy não tenta defender imperadores tradicionalmente vistos como maus imperadores como começa a ser hábito actualmente), ele coloca questões interessantes. A primeira que me chamou à atenção, foi a dos senadores. Tradicionalmente, a substituição da classe senatorial pela equestre é vista como uma coisa positiva: os senadores sendo mais poderosos seriam mais propensos a revoltar-se e a representar um perigo; alem de que ao seguirem uma carreira inteiramente militar, seriam melhores profissionais do que os amadores senatoriais. Este argumento contém numerosas falhas: Constantino, Aureliano, Diocleciano, melhores comandantes do que os amadores aristocratas Scipião o Africano, Júlio César, Trajano? Dificilmente. O apogeu de guerras e conquistas (assim como todo os sistemas tácticos) foi criado pelos amadores. Outra desvantagem segundo Goldsworthy, é que uma vez que o imperador obtivera o poder, era relativamente fácil controlar a classe senatorial com uma mistura de acordos e como era fácil conhecerem-se a todos, pelo menos de nome (dado o seu reduzido número), era possível contentar todo o grupo. Com a classe equestre composta por dezenas de milhares de pessoas, era completamente impossível. Não existia qualquer grau de fidelidade ao imperador (dado que eles eram anónimos) e qualquer um podia achar que poderia tentar a sorte e ser imperador.&lt;br /&gt;Quanto aos persas, Goldsworthy desvaloriza o seu papel. Estes são habitualmente apresentados como os grandes rivais dos romanos no poderio. Mas os sassânidas apenas conseguiram vencer batalhas sob os 2 primeiros soberanos (Ardashir e Sapur), sendo as suas expedições unicamente raids de pilhagem; os imperadores romanos que foram vencidos estavam em condições desvantajosas (enfrentavam revoltas de usurpadores ou eram eles próprios usurpadores, de modo que lançavam expedições à pressa e eram normalmente assassinados pelas suas tropas ou rivais, dificilmente as condições ideias para travar uma campanha) e eram normalmente medíocres comandantes Assim que um imperador conseguia efectivamente estabelecer o seu poderio, o padrão repetia-se: uma expedição romana que se enfrentada em batalha campal resultava na derrota persa, seguida do saque da capital e conquista de um par de províncias. Pessoalmente tenho uma visão um pouco mais mitigada: os persas tinham uma fronteira gigantesca que chegava às fronteiras da China e Índia passando por hordas de nómadas, portanto não deveriam querer estar a investir tanto numa fronteira ocidental. Se os romanos estavam enfraquecidos aproveitavam para atacar, se não, tinham mais com que se preocupar.&lt;br /&gt;Quanto aos bárbaros Goldsworthy, acha que novamente eles só representavam um perigo devido às incessantes guerras civis romanas que enfraqueciam as fronteiras por serem desguarnecidas de tropas, e assim que a paz voltava, os bárbaros deixavam de ter qualquer possibilidade de atacar com sucesso Roma.&lt;br /&gt;Outras ideias interessantes, foi a de que a fragmentação dos comandos, ao procurar impedir que um general comandasse meia dúzia de legiões mais auxiliares, deixasse de ter poder para se revoltar (na realidade nunca deixou de haver revoltas depois de Constantino, apenas menos bem sucedidas) fez com que os generais deixassem de ter tropas suficientes para enfrentar qualquer ameaça mais séria, obrigando o imperador a intervir constantemente e a levar à criação dos vários imperadores em simultâneo (e mais tarde à divisão do império). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3074613992244472488?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3074613992244472488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3074613992244472488&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3074613992244472488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3074613992244472488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/11/fall-of-west-i-vou-recomecar-com-os.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-8137268716436208083</id><published>2009-07-13T16:55:00.002+01:00</published><updated>2009-07-13T16:59:46.088+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;ROMA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdi o amor ao dinheiro e comprei a primeira temporada da série ROMA. Vem com montes de extras (comentários do pessoal que esteve involvido na realização e produção da série, biografias, etc); a mim pessoalmente pouco me interessa, mas agora é obrigatório vir com esse material todo. É já a segunda edição, o que significa que o público esgotou a primeira, o que é uma boa notícia. A segunda temporada há-de ficar para o Natal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-8137268716436208083?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/8137268716436208083/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=8137268716436208083&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/8137268716436208083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/8137268716436208083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/07/roma-perdi-o-amor-ao-dinheiro-e-comprei.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7749579038658332051</id><published>2009-06-04T09:31:00.001+01:00</published><updated>2009-06-04T09:33:39.779+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Romanização em Itália&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto que considerei interessante foi como se deu o processo de romanização da Itália. O que levou sociedades profundamente hostis a Roma (celtas do norte, samnitas) ou com forte tradição cultural (etruscos), a acabar por prescindir da sua própria cultura, quando Roma nem sequer fez um esforço para os integrar? Roma nunca impôs escolas e o ensino do latim, ou proibiu o uso das línguas autóctones. O processo pode ser parcialmente acompanhado pela evolução dos túmulos. No século IV, quando os celtas e etruscos são conquistados, os seus túmulos revelam os objectos tradicionais das respectivas culturas (claro, que com alguns objectos de fora, coisa que sempre tinha sucedido). No caso dos celtas, aparecem armas e objectos de decoração típicos dos chefes; os etruscos mantêm as suas pinturas e escrita tradicional. Lentamente, as armas vão diminuindo para os celtas e os objectos (como fíbulas) mostram mudanças no vestuário, mas até ao principio do século IAC, ainda mantém o seu carácter celta. Depois da extensão da cidadania a toda a Itália (princípios do século I AC), o processo acelera-se e no período de Augusto, os túmulos são puramente romanos. O mesmo sucede com os túmulos etruscos. Ou seja, no principio existe uma resistência ao que é romano, mas lentamente a cultura romana vai-se infiltrando, deixando de ser inimiga, tornando-se parte do dia-a-dia, coexistindo com a cultura local, mas num período de menos de um século (3 gerações) a população latiniza-se.Pode-se ver isso também com a evolução da língua. O latim com a conquista romana, torna-se a língua oficial das negociações diplomáticas, mas nada mais; são as próprias comunidades locais, que decidem publicar a nível local as suas leis em modo bilingue, para mostrar a sua fidelidade. Com os jovens a serem recrutados para o exercito e a terem de aprender o latim, este rapidamente se espalharia (mesmo que sem substituir as línguas locais). A língua serveria de língua franca então entre todas as populações (sempre que um samnita ou um ósco fosse para outra zona de Itália teria de usar o latim para ser compreendido). Com uma simples questão de moda e de não parecer provinciano, as pessoas rapidamente abandonariam as línguas dos antepassados.Mas um outro argumento que me pareceu interessante para as culturas aderirem à cultura romana, é de que o que apelidamos de cultura romana, era sobretudo uma amálgama que os romanos tinham feito a partir de outras culturas (que eles próprios resistiram a principio a adoptar, sobretudo os mais conservadores). Os restantes povos, ao aperceberem-se que eram elementos de outras culturas (banhos, jogos, aquedutos, etc) não lhes resistiam, dado que não consideravam que estavam a adoptar nada de romano, mas sim elementos culturais e materiais dos gregos, etruscos e outros. Mas o resultado era uma uniformização de norte a sul da Itália (e depois do império), mesmo que nunca tivesse sido esse o objectivo a principio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7749579038658332051?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7749579038658332051/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7749579038658332051&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7749579038658332051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7749579038658332051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/06/romanizacao-em-italia-outro-ponto-que.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4975693020401650819</id><published>2009-04-16T14:14:00.001+01:00</published><updated>2009-04-16T14:17:26.272+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rome’s Cultural Revolution&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente estou a ler um livro chamado Rome’s Cultural Revolution.&lt;br /&gt;O livro começa a tratar do conceito de romanização (extremamente limitativo e politicamente incorrecto no mundo anglo-saxónico dado que implica uma civilização superior tirar os povos inferiores da sua ignorância). Outros termos (aculturação) tem o mesmo problema e o termo crioulização não representa bem o que sucedeu (dado que significa a criação de uma cultura nova a partir de duas outras).&lt;br /&gt;Outro tema estudado é a identidade que os romanos tinham, pegando no exemplo da toga e pallium. A toga começara por ser uma roupa etrusca (influenciada provavelmente pelos gregos), acabando por se tornar no traje romano por excelência e proibido aos estrangeiros. Um romano devia usar toga em momentos oficiais e solenes e não outra roupa; simplesmente sendo uma roupa pouco prática e cara, a esmagadora maioria não o fazia. Um romano era romano porque tinha a cidadania romana e devia mostrar essa cidadania com uma série de elementos externos.&lt;br /&gt;Os romanos viam pelo contrário o pallium como a roupa de identificação dos gregos, e usar o pallium era para um romano uma forma de se identificar com os gregos (o que era aceitável em certas situações, como «viagens à Grécia, mas nunca para ocasiões oficiais). Ora, para os gregos, o  pallium era apenas uma roupa como outra qualquer que de modo nenhum identificava um grego; o que tornava um grego um helénico era a língua e a cultura (independentemente das variantes regionais). Para os romanos, era a pertença ao corpo cívico de cidadãos (ter a cidadania) e uma série de marcas externas (uso da toga). Isto porque os gregos eram efectivamente um povo, enquanto os romanos eram apenas os membros de uma cidade hegemónica (Roma) havendo outras cidades que falavam latim (as cidades latinas), nunca se tendo formado o conceito de povo latino no período pré-império.&lt;br /&gt;Curiosamente, nem os gregos nem os romanos davam importância à raça (embora desprezassem os outros povos), integrando facilmente todos os que adquirissem a sua cultura. Residentes na Grécia descendentes de estrangeiros mas que partilhassem a paideia, eram efectivamente gregos. Quanto aos romanos, bastava adquirir a cidadania (no período do império isso é mais gritante com os auxilia) para se ser considerado romano, embora isso tivesse sucedido também com a república.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4975693020401650819?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4975693020401650819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4975693020401650819&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4975693020401650819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4975693020401650819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/04/romes-cultural-revolution-actualmente.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7812322435411679722</id><published>2009-04-01T09:21:00.001+01:00</published><updated>2009-04-01T09:23:02.395+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Novos filmes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem confirmação, mas disseram-me que iam ser feitos 2 filmes sobre a derrota de Varus contra os germânicos. Melhor ainda: um filme ia ser feito baseado na série ROMA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7812322435411679722?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7812322435411679722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7812322435411679722&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7812322435411679722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7812322435411679722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/04/novos-filmes-ainda-sem-confirmacao-mas.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6336387388682693998</id><published>2009-03-18T14:35:00.002Z</published><updated>2009-03-18T14:39:09.550Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cleópatra africana-outra vez&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um artigo que diz que Cleoptara era africana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/also_in_the_news/7945333.stm"&gt;http://news.bbc.co.uk/2/hi/also_in_the_news/7945333.stm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e outro que desmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://timesonline.typepad.com/dons_life/2009/03/the-skeleton-of.html"&gt;http://timesonline.typepad.com/dons_life/2009/03/the-skeleton-of.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de não haver nomes associados ao tumulo, a idade do esqueleto estar errado, se desconhecer as mães respectivas de Arsinoé  eCleopatra, leva-me a ser bastante céptico e a concordar com o segundo artigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6336387388682693998?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6336387388682693998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6336387388682693998&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6336387388682693998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6336387388682693998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/03/cleopatra-africana-outra-vez-um-artigo.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-1263309127554439801</id><published>2009-03-03T14:07:00.002Z</published><updated>2009-03-03T14:11:59.700Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os outros gregos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler um livro chamado de “Other greeks”. Reporta-se aos camponeses das polis. A tese defendida pelo autor, é que basicamente metade da população era constituída por pequenos camponeses (seria o equivalente a uma "classe média" embora se tenha de utilizar com muitos cuidados esta expressão), que possuíam uma propriedade o que os tornava independentes dos grandes proprietários e foram as suas característica que deram o carácter de individualismo e democracia às cidades gregas (mesmo que no inicio o objectivo fosse apenas o de uma democracia censitária).&lt;br /&gt;O que tem isto haver com Roma?&lt;br /&gt;Bem, embora ele não se estenda muito sobre o fim das democracias, infere-se 2 coisas: a perda de controlo do poder devido à conquista macedónica significou que essa classe de pequenos proprietários deixou de ter o poder de legislar a seu favor (até então evitara a concentração de terras e aplicava o ostracismo de figuras indesejadas), pois quem passava a governar eram os aristocratas amigos dos reis macedónios Por outro lado, as necessidades de dinheiro devido aos permanentes conflitos dos epígonos, levou a que os impostos fossem aumentados para além do limite comportável pelos pequenos proprietários que perderam as terras (devido ao seu endividamento).&lt;br /&gt;Um processo de algum modo semelhante ao que sucedeu com a tetrarquia. Os grandes proprietários não estavam para perder tempo com policultura e colocavam as suas terras em monocultura ou criação de gado, o que significa que a rentabilidade cai drasticamente (e levando ao abandono de terras marginais que só são rentáveis com um proprietário que lhe dedica muito tempo e investimento financeiro) reduzindo a população. Um estado que só lida com grandes proprietários acaba sempre por ter dificuldades em conseguir recrutar homens e cobrar impostos (como de facto sucedeu no século V d.C), além da diminuição real de homens disponíveis para combater e pagar impostos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-1263309127554439801?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/1263309127554439801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=1263309127554439801&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1263309127554439801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1263309127554439801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/03/os-outros-gregos-acabei-de-ler-um-livro.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4986371472464882383</id><published>2009-01-21T14:47:00.002Z</published><updated>2009-01-21T14:49:15.368Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Entre o Côa e águeda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Li recentemente uma tese de mestrado sobre o povoamento romano entre o Côa e Águeda. Além de ser uma zona muito marginal (de facto não esperava encontrar referências a villae ricas ou cidade como no sul), existe o problema de terem sido feitas relativamente poucas escavações. Moedas, cerâmica e restos de edifícios normalmente agrícolas, são o espólio normal. Os resultados são ainda muito parcos para se ter uma visão do povoamento desse espaço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;PS: Tenho tido pouco tempo para escrever, mas vou ver se consigo uma periodização mínima de 1 post por mês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4986371472464882383?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4986371472464882383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4986371472464882383&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4986371472464882383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4986371472464882383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2009/01/entre-o-ca-e-gueda-li-recentemente-uma.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7741063699138195227</id><published>2008-11-28T09:52:00.006Z</published><updated>2008-11-28T10:08:12.428Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Visita a Bragança.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui visitar Bragança. No museu militar (que fica no castelo medieval) descobri 2 peças romanas: uma taça e moedas do Imperador Justiniano (séc. VI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273646523448421986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_VHaO1ez-NkU/SS_BknUd7mI/AAAAAAAAAAc/nxXaX7vm8hc/s320/Img002.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273646244611434738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_VHaO1ez-NkU/SS_BUYkjKPI/AAAAAAAAAAU/fW5ABDXHYEI/s320/Img011.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7741063699138195227?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7741063699138195227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7741063699138195227&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7741063699138195227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7741063699138195227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/11/visita-bragana.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VHaO1ez-NkU/SS_BknUd7mI/AAAAAAAAAAc/nxXaX7vm8hc/s72-c/Img002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3840702875713629097</id><published>2008-10-24T11:47:00.004+01:00</published><updated>2008-10-24T11:51:32.509+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vela latina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um artigo que fala sobre a vela triangular usada pelos portugueses nas caravelas dos descobrimentos que segundo o autor teria sido passada pelos italianos (que teriam mantido a tradição greco-romana desde os tempos da antiguidade) e não pelos árabes como era ensinado na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.uhpress.hawaii.edu/journals/jwh/jwh061p001.pdf"&gt;http://www.uhpress.hawaii.edu/journals/jwh/jwh061p001.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3840702875713629097?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3840702875713629097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3840702875713629097&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3840702875713629097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3840702875713629097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/10/vela-latina-um-artigo-que-fala-sobre.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-589215048809970854</id><published>2008-10-23T14:03:00.001+01:00</published><updated>2008-10-23T14:07:00.021+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;The Roman Army at war por Adrian Goldsworthy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro no inicio descreve as principais campanhas em que Roma esteve envolvida do século I AC a II dC. Infelizmente são bastante sumárias as descrições.&lt;br /&gt;Depois são apresentado os principais adversários de Roma nesse período: os gauleses, os germanos, os partos, os dácios. Estrutura social, organização militar. As escolhas militares desses povos tornam-se muito mais compreensíveis à luz das explicações que eram apresentadas.&lt;br /&gt;Os povos na Europa dada a sua organização económica primitiva, não podiam fazer guerras de guerrilha, pois não tinham forma de sustentar bandos armados por muito tempo (a península ibérica é uma excepção) e quando juntavam um exército tinham de o usar rapidamente; os romanos tinham devido à sua organização, capacidade de prolongar os combates por longo tempo, o que lhes garantia a vitória, sendo uma batalha decisiva normalmente o último recurso (excepto se houvesse outros factores em jogo como com César na Gália). Os Partos tinham outro tipo de estratégia: como estavam sujeitos a invasões de povos nómadas (sendo eles próprios um povo nómada), mantinham pequenos exércitos muito móveis para enfrentar esses povos, além de que sendo uma monarquia feudal (mais semelhante a uma confederação), demoravam imenso tempo a reunir exércitos. A táctica mais lógica deveria consistir em tentar enfraquecer as legiões romanas (como deu excelente resultado em Carrae). Simplesmente os reis mandavam generais comandar as suas tropas e nunca podiam estar muito certos de que estes não se revoltariam (ou outro canto qualquer do império), logo acabavam por pressionar aqueles a enfrentar numa batalha rápida. Deste modo sofreram diversas derrotas, mas a enorme extensão do império conseguia pô-los a salvo: só um conquistador romano que se dedicasse a tempo inteiro a essa frente poderia como Alexandre conquistar o império, e nenhum Imperador Romano o fez: Trajano estava velho e morreu, Septimo Severo não quis arriscar demasiado, os outros imperadores não se queriam meter nesse vespeiro depois de um par de vitórias (ou derrotas) fáceis.&lt;br /&gt;O livro segue então com a descrição da organização da legião de forma funcional, treino, recrutamento, espírito de corpo, etc. O autor salienta que ao contrário do que se vê nos filmes ou muitas vezes em manuais escolares, o exército não era constituído por autómatos: se até entrarem em combate a sua ordem poderia dar essa ideia, os numerosos casos de bravura, iniciativa e insubordinação mostram um mundo completamente diferente.&lt;br /&gt;O mesmo se passava com os oficiais. Os relatos das campanhas, mostram que não existia um exército “standard”: conforme o inimigo, o general utilizava infantaria pesada, ou mandava livrarem-se de parte do equipamento, usavam mais ou menos cavalaria, mais ou menos arqueiros, tudo conforme as circunstâncias. Eles próprios poderiam participar na batalha para moralizar as tropas (sobretudo em situações difíceis), ou pelo contrário ficariam resguardados seguindo a batalha para ter um maior controlo da situação.&lt;br /&gt;Utilizando dados de combates recentes, são explicados os baixíssimos números de mortos em combate por parte dos vencedores (quem quer que ele fosse). Numa batalha, só cerca de 10 % dos soldados combatem activamente e procuram lutar por gostarem da guerra em si, a maioria tem uma atitude bastante defensiva (mais uns quantos que ficam efectivamente para trás e fugirão na primeira oportunidade), logo só esses 10% irão efectivamente matar gente (arriscando-se eles a ser mortos também), de modo que o número de baixas em ambos os lados é mínimo. Quando um exército finalmente foge (existem diversas razões que podem levar a isso), todo o exército vencedor se enche de coragem, e ajudado pela sua cavalaria, provoca uma massacre nos fugitivos (porque uma massa de homens não consegue de repente dar meia volta e fugir rapidamente, havendo muitos a atrapalhar-se, tornando-os mais vulneráveis).&lt;br /&gt;O autor apresenta diversos argumentos que me parecem de senso comum sobre as legiões romanas e a sua psicologia (creio que são transversais a todos os exércitos profissionais), simplesmente não apresenta provas históricas a validar esses argumentos. Tenho pena que não fossem exploradas melhor as campanhas romanas, mas não se pode pedir tudo.&lt;br /&gt;De qualquer modo, apesar de algumas falhas menores, juntamente com o seu livro “The Complete Roman Army Book”, é uma obra fundamental sobre o exército romano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-589215048809970854?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/589215048809970854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=589215048809970854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/589215048809970854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/589215048809970854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/10/roman-army-at-war-por-adrian.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-51122303533553541</id><published>2008-09-16T13:54:00.007+01:00</published><updated>2008-09-16T16:11:12.435+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Regresso&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de um longo regresso, estou de volta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui novamente a Atenas. Aproveitei para ver o que não pude da outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui ao museu arqueológico. Aí vi salas e salas de vasos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM-tjpAQLvI/AAAAAAAAAAU/fpLsj2UMFbM/s1600-h/vaso+sÃ©c.+VIAC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246602918723858162" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM-tjpAQLvI/AAAAAAAAAAU/fpLsj2UMFbM/s320/vaso+s%C3%A9c.+VIAC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Muitos capacetes e armas (mas curiosamente todos do século VI AC, nenhum posterior, porque será?).&lt;/p&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM-uQT0-fiI/AAAAAAAAAAc/FNgziMJOU3k/s1600-h/capacete+corintio+VIAC.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246603686133530146" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM-uQT0-fiI/AAAAAAAAAAc/FNgziMJOU3k/s320/capacete+corintio+VIAC.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Ainda vi imensas salas de estátuas (inclusivé a da mãe do imperador Alexandre Severo que tinha a cara toda martelada-efeitos de uma damnatio memoria). Mas acabei por encontrar a de Antinoo, o namorado do imperador Adriano (quem leu o livro da Marguerite Yourcenar, sabe de quem estou a falar) e não resisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM_IvDNMroI/AAAAAAAAAAk/Tx1ZtcYF9L0/s1600-h/Img017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246632801549987458" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM_IvDNMroI/AAAAAAAAAAk/Tx1ZtcYF9L0/s320/Img017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Cerca de 3 horas depois de ter entrado no museu, passei pela secção de arte cicládica (onde contava ir ao museu no dia seguinte) e depois fui à secção micénica. Vi então a máscare de Aganemnon. A cor é dourada (é feita de ouro), mas ficou prateada. É que se pode tirar fotos sem flash e como não sei tirar fotografias sem flash, tive de tirar com o telemóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM_JSC3EgII/AAAAAAAAAAs/NQBhZI2eD7o/s1600-h/Img018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246633402752598146" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM_JSC3EgII/AAAAAAAAAAs/NQBhZI2eD7o/s320/Img018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ainda passei distraidamente por outras secções (arte egipcia...), mas já estava cansado e fui-me embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte fui ao museu de arte cicládica. Estava fechado. QUEM É QUE FECHA UM MUSEU À TERÇA FEIRA???? Com uma temperatura de 42 graus voltei para o hotel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos dias seguintes: museu de arte bizantina, museu militar, passeios pela cidade, livrarias. Os melhores livros de língua inglesa sobre a história da grécia encontram-se no reino unido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pormenor: os gregos tem muito mais livros sobre o período bizantino do que sobre a grécia clássica. O período otomano é uma franja. Ainda assim, comprei um livro sobre a população grega clássica que não costuma receber honras de livros: os pequenos agricultores, que formavam o suporte da cidade estado (fornecedo os contingentes de hoplitas), embora não vivessem na cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não se arranjam bons livros de arte (em língua inglesa bem entendido). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagino o que os nossos pobres turistas passarão em Portugal, onde não se arranja nada de jeito em língua inglesa sobre Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-51122303533553541?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/51122303533553541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=51122303533553541&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/51122303533553541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/51122303533553541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/09/regresso-depois-de-um-longo-regresso.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SRFbCACpYxY/SM-tjpAQLvI/AAAAAAAAAAU/fpLsj2UMFbM/s72-c/vaso+s%C3%A9c.+VIAC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4479980097426117169</id><published>2008-05-20T15:12:00.003+01:00</published><updated>2008-05-20T15:22:39.570+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Viagem à Grécia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiz uma viagem à Grécia. Estive lá uma semana, embora com as deslocações só estivesse efectivamente 4 dias. A Grécia não é Roma, mas como os destinos de ambos estão intimamente ligados na antiguidade, vou contar algumas das minhas experiências.&lt;br /&gt;Em Atenas, fui (como não podia deixar de ser) à Acrópole. As fotos que vou colocar não são as que tirei, pois ainda não revelei as minhas.&lt;br /&gt;No caminho, pude observar o teatro mandado construir por Herodes Aticus (um grego do século II). Ainda são feitas representações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a5/Athens_acropolis_theater.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Subindo mais, cheguei ao cimo do monte, à acrópole propriamente dita. A vista para Atenas é magnifica. O partenon nem por isso, pois está cheio de andaimes devido a obras (e quase tudo o que lá está é reconstituição, pois os frisos originais vi-os no museu britânico há uns anos atrás). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/Parthenon_from_west.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Também fotografei à distância o Erictreu e as belas imitações das Cariatides.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6a/Erechtheum1.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apanhei foi uma tremenda desilusão ao saber que o museu da acrópole estava fechado, pois o espólio estava a ser transferido para um novo museu (que ainda não foi aberto ao público).&lt;br /&gt;Passei o resto do dia a passear por Atenas, comi na Plaka, vi Igrejas em estilo bizantino, fui ao parlamento, Biblioteca Nacional e afins (estes em estilo neoclássico monumental). Atenas é uma cidade verdadeiramente cosmopolita. Tem gente de todas as etnias nas ruas, e para além de venderem bugigangas da antiguidade (vasos e pratos imitando originais nos museus), tem imenso trabalho de couro (sandálias, roupas). A comida é fortemente condimentada; as pessoas são extremamente prestáveis mantendo a dignidade. Como todas as cidades mediterrânicas, é extremamente animada, estando as pessoas até tarde na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive então no dia seguinte de partir para Ioanina (constrangimentos familiares). Fui pela Ática, passei por Corinto, subi o Peloponeso, e daí até ao Épiro.&lt;br /&gt;O centro da Grécia acusa muito a influência otomana, quer na música, quer na gastronomia.&lt;br /&gt;A cidade de Ioannina, tendo uma dimensão tão pequena em relação ao Porto, consegue bater aos pontos em vida nocturna. Não são apenas os jovens, são as famílias inteiras que passeiam na rua à noite, ou vão a restaurantes e cafés. O artesanato baseia-se mais no trabalho do metal.&lt;br /&gt;Fui à ilha de Nisa, onde está a casa onde morreu o Paxá Ali (quem leu o Conde de Monte de Cristo sabe quem é), e ao interior da fortaleza de Ioannina onde está o velho bairro.&lt;br /&gt;Aproveitei para dar um salto a Dodoni. É o mais antigo santuário grego (do período do bronze, provavelmente pré-indoeuropeu, dedicado ao culto da deusa mãe). Fica num vale a uma boa meia hora de carro por meio de uma estrada de montanha muito estreita. Mas vale a pena. Dos diversos templos, só ficaram os alicerces (e claro que o carvalho sagrado foi cortado com a proibição dos cultos pagãos), mas o teatro romano é impressionante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.adonishotel.gr/photo/pict22l.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Pronto, dei mais um par de passeios e depois foi o regresso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4479980097426117169?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4479980097426117169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4479980097426117169&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4479980097426117169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4479980097426117169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/05/viagem-grcia-fiz-uma-viagem-grcia.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5017879977104986451</id><published>2008-04-28T15:09:00.003+01:00</published><updated>2008-04-28T15:29:41.275+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Combate&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho tido pouco tempo para actualizar o blog. Entretanto vou colocar aqui uma ideia que me ficou da leitura do livro de Adrian Goldsworthy.&lt;br /&gt;Ele refere que um dos elementos que favorecia o exército romano no período imperial no combate era a própria aparência do exército. Imaginem que são um membro de uma tribo bárbara (celta, germânica, não interessa qual). Aprenderam a lutar desde pequenos e sempre participaram em raids contra os vizinhos, ou outras tribos. Ora um dia, aparece um inimigo externo, os romanos. Vão ter de estar aliados e colaborar com inimigos hereditários (as outras tribos), que odeiam, contra um povo que desconhecem. Chega o dia da batalha. Cada tribo está no seu lugar. Os melhos guerreiros estão à frente a lançar desafios, a tentar impressionar o inimigo e os seus concidadãos. Levam as melhores armas. Atrás ficam os piores equipados, com menos estatuto (nota-se logo pelo equipamento e roupas). Todos gritam&lt;br /&gt;Em frente estão os romanos. Forma quadrados perfeitos. Quando um se mexe, mexem-se todos em simultaneo. Como se fossem um único corpo. Não fazem qualquer ruido, não respondem a provocações, apenas se ouve o barulho do metal. Tem as mesmas roupas, as mesmas caras e equipamentos. Quando os bárbaros atacam, eles lançam subitamente uma chuva de dardos em rápida sucessão e só então, gritam em uníssono e correm para o seu inimigo. Para muitos povos, a primeira batalha deveria representar um tremendo choque mental.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5017879977104986451?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5017879977104986451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5017879977104986451&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5017879977104986451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5017879977104986451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/04/tenho-tido-pouco-tempo-para-actualizar.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2761308066261931010</id><published>2008-02-26T13:58:00.001Z</published><updated>2008-02-26T14:01:03.407Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The complete guide to the roman army-Adrian Goldsworthy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler este livro. E é aquilo que o título indica.&lt;br /&gt;O livro apresenta de forma muito sucinta a história de Roma durante os primeiros séculos (dada a escassez de informação compreende-se), começando o livro a “sério” com as legiões na época das guerras púnicas. É descrito o sistema militar (princeps, hastati, triari e velites e as razões sociais e militares deste sistema), armamento, aliados. Passamos para o final da república com as guerras e transformações (sistema de coortes e exército profissional em vez de milícia de cidadãos). Depois segue-se o império, o sistema de defesa do limes, os auxiliares e depois o baixo império (este um pouco curto). Existem também capítulos sobre o dia-a-dia, a marinha, fortificações/assédios, a religião, a ideologia.&lt;br /&gt;O livro não é um trabalho académico: não está cheio de notas de rodapé (embora tenha uma boa bibliografia no fim de um par de páginas), nem apresenta teorias contraditórias; a linguagem é acessível, sendo de fácil compreensão, e está cheio de ilustrações (fotografias, diagramas, mapas, cronologias, reconstituições e desenhos). Descreve mas não problematiza: o livro tanto pode ser lido por leigos do assunto, como pessoas com conhecimento mais aprofundado do assunto, mas que querem esclarecer uma dúvida de base. Fica mais barato do que comprar os 5 livros sobre o mesmo assunto da Osprey&lt;br /&gt;Pequena desvantagem: é em inglês.&lt;br /&gt;Entretanto no dia 19 fizemos 4 anos, mas por esquecimento não o referi.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2761308066261931010?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2761308066261931010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2761308066261931010&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2761308066261931010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2761308066261931010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/02/complete-guide-to-roman-army-adrian.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2007240734986055281</id><published>2008-02-21T12:31:00.003Z</published><updated>2008-02-21T14:39:02.582Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sites&lt;br /&gt;Não tenho actualizado este blog devido a diversos afazeres. Para me redimir coloco este site, que tem uns magnificos mosaicos (via o roman army talk- &lt;a href="http://www.romanarmy.com/rat/"&gt;http://www.romanarmy.com/rat/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://proyectodigital.com/vv/villa_romana_de_la_olmeda/"&gt;http://proyectodigital.com/vv/villa_romana_de_la_olmeda/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q.F.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2007240734986055281?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2007240734986055281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2007240734986055281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2007240734986055281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2007240734986055281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/02/sites-no-tenho-actualizado-este-blog.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2733194996669988459</id><published>2008-01-02T17:03:00.001Z</published><updated>2008-01-02T17:03:48.896Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os primeiros cristãos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou escrever sobre os cristãos; do período que vai ser desde a destruição do templo de Jerusalém, até o édito de tolerância de Constantino.&lt;br /&gt;Pelo que se sabe, a comunidade cristã de Jerusalém fugira da cidade, nas vésperas da invasão romana; tinham tentado manter-se unidos na medida do possível, mas por um lado a perseguição feita por parte das autoridade judaicas, e sobretudo a iminência da invasão romana levou a que a comunidade se recusasse a sofrer as consequências da guerra (aliás como parte da população). Passada a conquista, voltaram e habitaram a cidade e os judaico-cristãos continuaram a ser fortemente influenciados pelo judaísmo. Fora da Judeia, as coisas passavam-se de forma distinta. Na zona imediatamente ao redor (Samaria, Síria), para além das comunidades “ortodoxas” (se podemos usar este termo), surgiram grupos que revelavam influências de seitas judaicas (como os essénios que aliás parecem ter influenciado os primeiros cristãos) e mais tarde surgiram os gnósticos. Restam-nos alguns evangelhos e documentos que nos permitem ter uma certa ideia do que eles defendiam (embora cada seita, e muitas vezes cada comunidade tivesse as suas próprias particularidades). Acreditavam de forma geral numa criação dual, sendo tudo o que era espiritual (inclusive as almas) era bom e criado por um ser igualmente bom, e tudo o que era material (inclusive os corpos) era mau, sendo criado por um demiurgo.&lt;br /&gt;Fora dessa área, as comunidades dividiam-se entre judaico-cristãos (judeus de origem cristã) e pagãos-cristãos (cristãos de origem pagã), embora o primeiro fosse o mais visível e importante. Os primeiros continuavam a seguir grande parte das tradições judias (circuncisão, jejuns, respeito do sábado, etc), enquanto os outros foram criando os seus próprios hábitos com numerosas influências (e tivessem tido a vantagem de ter tido S. Paulo a orientá-los que os legitimou ); em Roma chegava-se ao ponto dessas comunidades não coexistirem (embora todas do ponto de vista doutrinal e ritual fossem ortodoxas- de acordo com os critérios da época). As polémicas estalavam entre os grupos (aliás o próprio novo-testamento faz eco delas).&lt;br /&gt;Lentamente, à medida que o fluxo de pagãos aumentava e o de judeus estancava os judaico-pagãos foram tornando-se mais importantes ao ponto de absorver em finais do séc. II o primeiro grupo (com excepção da Judeia). Os cristãos sofrendo perseguições episódicas encaravam de forma distinta a sua relação com o estado romano: ora como a legitima autoridade a quem se devia respeito e obediência (S. Paulo) ora como a besta anti-cristo (livro do Apocalipse). A questão da obrigatoriedade do sacrifício ao génio do imperador (uma forma de mostrar a sua fidelidade), veio envenenar a situação, pois os cristãos estavam vedados de o fazer, sendo encarados deste modo como potenciais traidores. A mentalidade de grupo restrito e de cerco foi-se assim prolongando.&lt;br /&gt;Entretanto, no século III a situação modificou-se radicalmente e as questões foram-se alterando. O número de convertidos aumentou drasticamente, mas a qualidade desses convertidos segundo alguns membros teria diminuído. A apostasia em caso de perigo aumentou e acabou por levar à transformação de um sacramento que até então era concedido uma única vez em vida: o da confissão, que poderia ser dado em qualquer ocasião (desde que se considerasse que houvera real arrependimento). Acabou por haver duas formas de encarar a situação: entre os que preferiam uma igreja de “santos”-poucos e bons (como Tertuliano), recusando tudo o que fosse possível do mundo pagão e procurando o martírio, a maioria da hierarquia preferia tentar englobar o máximo de pessoas possível, com uma religião mais acessível.&lt;br /&gt;Do ponto de vista intelectual, o cristianismo foi-se também modificando. Durante os primeiros séculos, os seus autores limitavam a especulação teológica ao mínimo; os que ultrapassavam certos limites, tornavam-se rapidamente heréticos de acordo com a concepção da maioria. A posição ortodoxa era de defesa contra esses grupos e contra os pagãos. Origenes é o primeiro autor de grande plano que desenvolve um sistema teológico amplo. Várias das suas posições seriam consideradas heréticas séculos depois, simplesmente como quase não restam escritos seus, é difícil saber o que ele defendeu efectivamente, e o que foi por outros autores que usaram o seu nome. Sabemos que ele era fortemente influenciado pelo Platonismo (o neo-platonismo iria ser criado por um colega de escola seu, Plotino).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2733194996669988459?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2733194996669988459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2733194996669988459&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2733194996669988459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2733194996669988459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2008/01/os-primeiros-cristos-vou-escrever-sobre.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-5412414154453796348</id><published>2007-12-04T15:25:00.000Z</published><updated>2007-12-04T15:27:16.335Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A família de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eusébio de Cesareia, um hagiógrafo/historiador do séc. IV escreveu entre outras coisas, uma história do cristianismo. Ora embora ele próprio afirme que seja parcial (ao menos era honesto) dizendo que nas fontes que consultava, escolhia o que mais lhe convinha, ele é preciosíssimo, na medida em que teve acesso a fontes anteriores que estão perdidas actualmente. Uma das fontes, são os escritos de Hegesippus, um cristão do séc. II (de que apenas restam fragmentos).&lt;br /&gt;Este Hegesippus descreveu o primeiro século de vida do cristianismo, até ao seu tempo. E uma das coisas que ele conta, é o que sucedeu à família de Jesus. Continuaram a viver na Judeia, fazendo parte do que se convenciona chamar “os judeus-cristãos”: eram cristãos que se mantinham fieis aos costumes tradicionais judaicos, (circuncisão, jejuns, ida ao Templo de Jerusalém, etc), formando a maioria aliás da comunidade cristã. Sabemos que Tiago, “irmão” de Jesus (apenas primo segundo os teólogos católicos, verdadeiro irmão segundo os teólogos protestantes) liderou a primeira comunidade. Os descendentes de Judas, “irmão de Jesus segundo a carne”, teriam segundo Hegesippas continuado a viver em Jerusalém, e vários teriam sido bispos.&lt;br /&gt;Sofreram uma primeira perseguição durante o reinado de Domiciano, e sido mortos pelos judeus durante as revoltas contra os romanos no reinado de Hadriano, por serem considerados maus judeus (o que é curioso, dado que no resto do império, a separação entre os 2 grupos já se efectuara, dado o afluxo de pagãos).&lt;br /&gt;De qualquer modo, farei um post mais alargado sobre os primeiros cristãos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-5412414154453796348?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/5412414154453796348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=5412414154453796348&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5412414154453796348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/5412414154453796348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/12/famlia-de-jesus-eusbio-de-cesareia-um.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6058420869144015943</id><published>2007-11-15T15:36:00.000Z</published><updated>2007-11-15T15:41:11.693Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nouvelle Histoire de l’église de Henri Marrou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma história da Igreja Católica (embora contenha numerosos elementos sobre outras igrejas cristãs. Tenho o segundo volume de uma reedição (que na primeira edição fazia parte do volume I que era maior). O período descrito, vai desde Diocleciano até Gregório Magno.&lt;br /&gt;Além de nos serem apresentados os principais acontecimentos que se deram na história da Igreja “mainstream” nesse período (e tenho dificuldade em usar o singular, dado que cada diocese era uma igreja por si só ou o termo católico, que nem sequer era usado nesse período), pode-se observar a génese dos fundamentos doutrinais da Igreja católica, as polémicas, as heresias, as cisões e reconciliações. É um período em que quase tudo estava ainda por definir; se Jesus era igual ou semelhante a Deus (ou pelo contrário era um ser plenamente subordinado), os limites (ou não) da liberdade dos homens, as origens do pecado, o poder da hierarquia e das comunidades, a fundação do monaquismo. Quando termina este período, de simples congregação de fiéis e descentralizada, a Igreja (católica, ortodoxa, monofisita, ou outra qualquer), passa a uma estrutura fortemente hierarquizada, em que os clérigos detém o monopólio do poder (e do saber), e que tem os seus fundamentos doutrinários bem estabelecidos.&lt;br /&gt;A sua relação com os imperadores, de perseguida a perseguidora, a sua relação com os pagãos, a sua resposta aos problemas novos que se colocam (muitas vezes derivada da influência do neo-platonismo que implicou uma maior especulação teológica mas também preocupação de rigor com o vocabulário) são abordados.&lt;br /&gt;Também vemos a diferença entre os territórios do império do Ocidente Latino (que excepto a Itália e Africa, eram bastante atrasados) com o oriente grego muito mais culto. Observamos o destino das comunidades cristãs fora do império romano (Arménia, Pérsia, Etiópia). E finalmente a lenta cristianização dos bárbaros (pagãos ou arianos).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gosto muito do livro, e sendo de pequenas dimensões faz uma boa síntese do período que ajuda a compreender muito bem esse período fulcral da história da Igreja e da humanidade (só lamento o ton por vezes apologético do autor, mas é uma questão de gosto).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6058420869144015943?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6058420869144015943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6058420869144015943&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6058420869144015943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6058420869144015943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/11/nouvelle-histoire-de-lglise-de-henri.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6752638783489604691</id><published>2007-10-30T13:54:00.000Z</published><updated>2007-10-30T14:08:13.530Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Edis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este cargo foi criado no séc. V a.C.&lt;br /&gt;Tal como era normal em Roma, tinham imensas funções, algumas delas semelhantes às de outros cargos.&lt;br /&gt;Organizavam festas, vigiavam a manutenção dos edificos públicos, asseguravam a qualidade dos alimentos e a sua importação em caso de dificuldade de abastecimento.&lt;br /&gt;Com o império, este cargo foi esvaziado pelo pretor da cidade, até ser extinto&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6752638783489604691?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6752638783489604691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6752638783489604691&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6752638783489604691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6752638783489604691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/10/os-edis-este-cargo-foi-criado-no-sc.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6022874744460215494</id><published>2007-10-18T15:56:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T15:57:36.317+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vexillatio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com Augusto, o número de legiões estabilizara-se nas 25 (mais outro tanto em tropas auxiliares, embora nos séculos seguintes esse número fosse aumentando aos poucos). Ora sendo necessário proteger todo o império, e não podendo as legiões estar em todo o lado ao mesmo tempo, nem sendo possível financeiramente aumentar muito o seu número, recorreu-se a um expediente: sempre que era necessário guardar um território, ou mandar um contingente para ajudar numa campanha, em vez de se desguarnecer o território onde a legião estava, retirava-se um destacamento da legião (à volta de um milhar de homens) e colocava-se no local necessário. Esses destacamentos (a principio provisórios, mas rapidamente definitivos) tinham o nome de Vexillatio (tirado de Vexillum, o emblema que levavam que indicava a que legião pertenciam).&lt;br /&gt;Por volta do séc. III, muitas vexillationes nunca tinham estado em contacto com a legião mãe. Também se começou a chamar Vexillatio às unidades de cavalaria (independentemente da designação oficial). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Constantino fez as suas reformas, o termo Vexillatio ficou reservado à cavalaria, enquanto que muitas das antigas vexillationes de infantaria transformaram-se em legiões (se bem que de tamanho reduzido).&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6022874744460215494?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6022874744460215494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6022874744460215494&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6022874744460215494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6022874744460215494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/10/vexillatio-com-augusto-o-nmero-de.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-1509334425677610827</id><published>2007-10-12T10:20:00.000+01:00</published><updated>2007-10-12T10:21:56.095+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Descoberta de um tesouro romano.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;amp;SubAreaId=23&amp;amp;SubSubAreaId=53&amp;amp;ContentId=221786"&gt;http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;amp;SubAreaId=23&amp;amp;SubSubAreaId=53&amp;amp;ContentId=221786&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&amp;amp;SubAreaId=23&amp;amp;SubSubAreaId=53&amp;amp;ContentId=221786"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-1509334425677610827?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/1509334425677610827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=1509334425677610827&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1509334425677610827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/1509334425677610827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/10/descoberta-de-um-tesouro-romano.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7850482977400333216</id><published>2007-10-02T14:28:00.000+01:00</published><updated>2007-10-02T14:50:15.690+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Joviano &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este imperador teve duração curta (363-364); mas ao contrário do habitual, não foi assassinado.&lt;br /&gt;Oficial do exército romano durante os reinados de Constâncio e Juliano, se não se distinguira particularmente, não deveria ser de algum modo incompetente, pois nenhum desses imperadores o teria tolerado.&lt;br /&gt;Seguiu Juliano na sua campanha contra os persas e quando este morreu (363), acabou por ser eleito imperador pelo exército que estava no oriente (ou numa cabala de oficiais conforme as versões). Estando em pleno território inimigo, numa campanha que estava nitidamente a correr mal, decidiu para poder retirar o exército sem mais perdas, fazer um tratado de paz em que entregava diversas provincias orientais; este tratado foi ora criticado como um acto de cobardia, ora defendido como realismo político (estas atitudes tem mais a ver com as opiniões religiosas dos seus defensores do que propriamente análise das circunstâncias).&lt;br /&gt;Já em segurança, Joviano pouco mais fez. Sendo cristão, abandonou a política de favorecimento do paganismo; é impossivel saber se chegou efectivamente a tomar medidas contra estes, dado que as informações são todas muito posteriores; de qualquer modo, afirmou-se como cristão. Elaborou alguma legislação, mas é difícil de dizer se chegou a aplicá-la.&lt;br /&gt;Finalmente morreu com 32 anos, provavelmente vítima inglória de uma congestão. Seria sucedido por imperadores bem mais energéticos, Valentiano e Valente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7850482977400333216?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7850482977400333216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7850482977400333216&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7850482977400333216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7850482977400333216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/10/joviano-este-imperador-teve-durao-curta.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7036477477404460932</id><published>2007-08-20T12:49:00.000+01:00</published><updated>2007-08-20T12:51:34.070+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;The last legion&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vi um filme com esse nome. Resumindo a história:&lt;br /&gt;No império romano do ocidente, Rómulo Augustulo uma criança, último descendente dos Césares é coroado imperador; o seu pai Orestes tem uma discussão com o chefe dos mercenários Odoacro, recusando-se a entregar 1/3 das terras de Itália a essas tropas. Os mercenários revoltam-se, massacram a guarda imperial, matam Orestes e vão matar o rapaz, quando Odoacro é convencido pelo tutor de Rómulo a manter o rapaz vivo; o rapaz é exilado.&lt;br /&gt;Um comandante da guarda do imperador (aurelius) que sobrevivera ao massacre com alguns amigos e o apoio de um soldado enviado pelo império do oriente (que combate como um ninja e se descobre depois que é uma mulher) salvam o rapaz do exílio (em Capri), encontram a espada mítica de Júlio César e depois de atraiçoados por romanos do ocidente e oriente (que se aliam aos godos), decidem ir para a Bretanha onde está a 9ª legião, a última fiel. Lá descobrem que os membros daa 9ª legião passaram a viver como camponeses (embora ainda mantenham algumas virtudes guerreiras) sonhando com paz mas perante a ameaça de Voltigern (um senhor da guerra local) e de godos vindos atrás do rapaz, dá-se uma grande batalha, em que os romanos vencem.&lt;br /&gt;Vemos no final o tutor de Rómulo a contar a um outro rapaz que Aurelius governou e adoptou o Rómulo que mudou o nome para Pendragon e este gerou um filho chamado Artur (o rapaz que está a conversar com ele), o tutor chama-se obviamente Merlim.&lt;br /&gt;Ok, dito isto, o filme não é assim tão mau como parece; alguém fez pesquisa. Os nomes das personagens estão correctos, a atitude dos generais/senado também, o ataque dos mercenários a Roma é a compactação de 3 acontecimentos reais diferentes (saque dos visigodos, dos vândalos e morte de Orestes), os actores são excelentes e representam muito bem (uma pessoas pergunta-se o que eles fazem ali), a bizantina é lindíssima (uma actriz indiana), os equipamentos todos errados, as batalhas também, as formas de combate são iguais ao filme “herói” (menos a parte de voarem), misturado com o mito arturiano. Se nos esquecermos que supostamente é um filme histórico e pensarmos num filme de aventura/fantasia/wuxia ocidental com actores Shakespearianos está razoável; não nos aborrece muito (já vi filmes de aventuras mais chatos). Mas nunca o iria ver ao cinema; é daqueles que só vale mesmo a pena ver em dvd quando os nossos amigos desmarcaram todos de sair comnosco à última da hora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7036477477404460932?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7036477477404460932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7036477477404460932&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7036477477404460932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7036477477404460932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/08/last-legion-vi-um-filme-com-esse-nome.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3134763488596499599</id><published>2007-08-09T12:09:00.000+01:00</published><updated>2007-08-10T09:38:00.917+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A guarda pretoriana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou escrever não sobre a guarda em sí, mas sobre um livro sobre o assunto: “The praetorian Guard- Rankov, Boris, Osprey Publishing, 1994”.&lt;br /&gt;Este livro está bem feito, mas desilude de algum modo. Explica como foi criada a guarda, a sua história (de fazedores de imperadores até ao infame leilão) e principais campanhas em que participou (sobretudo no Danúbio com Marco Aurélio), detalhes da sua organização, privilégios (salários, redução da duração do alistamento) e dia-a-dia. Concentra-se nos dois primeiros séculos, pouca informação contendo para o séc. III e IV (excepto a derrota final claro), dado que as fontes são muito escassas. As imagens são bastante boas.&lt;br /&gt;No entanto é demasiado clássico, não contendo nada de novo que distinga este de muitos outros livros sobre o assunto sobretudo ao preço que é (sempre superior a 15 euros); digamos que todas as informações fulcrais que ele contém se arranjam facilmente na wikipédia. Vale a pena comprar se não se dispuser nenhuma outra obra sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3134763488596499599?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3134763488596499599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3134763488596499599&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3134763488596499599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3134763488596499599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/08/guarda-pretoriana-vou-escrever-no-sobre.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2876036524842733132</id><published>2007-06-29T14:52:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T14:58:58.158+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Férias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante o mês de Julho vou estar de férias, portanto o blog não deve ser actualizado. Mas deixo um link que pode interessar alguns leitores: o second life (uma espécie de mundo virtual inspirado num livro cyberpunk de que gostei bastante- snow crash) tem de de entre vários mundos, uma réplica da Roma antiga, onde as pessoas podem visitar monumentos e interagir socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://secondlife.com/"&gt;http://secondlife.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2876036524842733132?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2876036524842733132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2876036524842733132&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2876036524842733132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2876036524842733132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/06/frias-durante-o-ms-de-julho-vou-estar.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-9069834923779302702</id><published>2007-06-22T17:19:00.000+01:00</published><updated>2007-06-22T17:24:30.825+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Frases&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando Cipião o africano destruiu Cartago, ao ver a cidade a ser destruída citou uns versos de Homero que depois explicou o seu significado a Políbio: um dia seria Roma.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-9069834923779302702?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/9069834923779302702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=9069834923779302702&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/9069834923779302702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/9069834923779302702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/06/quando-cipio-o-africano-destruiu.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6960707930706054673</id><published>2007-05-31T15:00:00.000+01:00</published><updated>2007-05-31T15:05:32.121+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Barlavento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só agora reparei neste site, que o sertorius teve a amabilidade de enviar; de diversas informações culturais sobre o Algarve, por vezes algumas referem-se a escavações romanas. Independentemente disso, a página vale a pena ser vista.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.barlavento.online.pt/"&gt;http://www.barlavento.online.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o blog tem estado parado, mas assim que tiver tempo retomo os posts.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.barlavento.online.pt/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6960707930706054673?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6960707930706054673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6960707930706054673&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6960707930706054673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6960707930706054673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/05/barlavento-s-agora-reparei-neste-site.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3376785448334667430</id><published>2007-05-18T16:15:00.000+01:00</published><updated>2007-05-18T16:19:31.629+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os jardins de Luculus foram descobertos perto da praça de Espanha em Roma; as escavações já permitiram que mosaicos vissem a luz do dia. Mais informações aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article1800843.ece"&gt;http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article1800843.ece&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3376785448334667430?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3376785448334667430/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3376785448334667430&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3376785448334667430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3376785448334667430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/05/os-jardins-de-luculus-forma-descobertos.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2973245864185326228</id><published>2007-05-09T11:41:00.000+01:00</published><updated>2007-05-09T12:08:35.157+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ok, novidades: foi descoberto o túmulo de Herodes o Grande (o que aparece na Bíblia ordenando a matança de bebés).&lt;br /&gt;Quanto aos vencedores do concurso, não houve um único vencedor: os partos, os hunos, os cartagineses ficaram empatados.&lt;br /&gt;Os partos eram um povo indo-europeu de que pouco se sabe. Estabeleceram um imenso império à custa dos seleucidas que se estendia da mesopotâmia às fronteiras da Índia. Tinham um regime feudal com um grande rei, tendo outros soberanos “menores” que viviam de forma mais ou menos independente só tendo a obrigação de fornecer tropas em caso de guerra. O seu exército era bastante pequeno, constituído por uns poucos milhares de cavaleiros couraçados (catafractes) da alta aristocracia e um número um pouco superior de cavaleiros arqueiros (nobreza de menore recursos), pertencendo ambos ao povo parto; a infantaria era constituída por povos submetidos (normalmente persas) de fraca qualidade. Isso significava que tinham uma enorme mobilidade, mas eram quase incapazes de conquistar cidades. Esmagaram os romanos em Carrhae, mas sofreram imensas derrotas e acabaram por ser derrubados por uma revolta dos seus súbditos persas. Nada resta da sua literatura, mas assimilaram uma mistura de cultura helenística e oriental e viviam das taxas do comércio e rendimentos agrícolas.&lt;br /&gt;Os cartagineses- Povo fenício que se estabeleceu no norte de africa, criaram uma república mercantil. Com os recursos humanos e materiais que o seu “hinterland” lhes fornecia, puderam expandir-se territorialmente ocupando metade da sicília e a sardenha; acabaram por entrar em conflito com os seus aliados romanos e depois de uma intensa guerra marítima perderam as ilhas. Lançaram-se numa segunda guerra liderados por Aníbal (depois de novo período de expansão) e depois de algumas das mais espectaculares vitórias de sempre, foram novamente derrotados e perderam todas as possessões. A terceira guerra foi rápida, brutal e acabou com o seu aniquilamento. Não se sabe muito da sua cultura, tinham uma religião com divindades semelhantes a outros povos semitas (se bem que conservasse o uso dos sacrifícios humanos) e de um sistema político em que uma pequena aristocracia concentrava todos os poderes, de modo que os cidadãos quase não se distinguiam dos povos submetidos (como os líbios) e tinham de recorrer a mercenários.&lt;br /&gt;Os hunos- um povo asiático nómada que se supõe que tenha vindo das fronteiras da china. Eram exímios cavaleiros e conseguiram criar um império com imensos povos submetidos que utilizaram para atacar os impérios romanos sob a direcção de Atila; derrotados pelo Império do Ocidente, e com a morte de Atila o seu império desagregou-se. Diversas tribos continuaram a servir no império do oriente até que foram lentamente absorvidas por outros povos. O pouco que se sabe dos seus costumes foi escrito pelos inimigos e é pouco lisonjeiro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2973245864185326228?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2973245864185326228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2973245864185326228&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2973245864185326228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2973245864185326228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/05/concurso-ok-novidades-foi-descoberto-o.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7894278032855508832</id><published>2007-04-23T16:38:00.000+01:00</published><updated>2007-04-23T16:41:51.987+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Férias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, nas férias (quer dizer, fim-de-semana prolongado) vi mais um episódio de “Roma”. Acho fantástico o duo Agripa/Mecenas que representam o melhor e o pior de Octávio.&lt;br /&gt;Depois li o livro “L’armée romaine sous le Bas-Empire”  de Yann Le Bohec. Eu já tinha lido um livro deste autor sobre o exército dos princípios do império e era um excelente estudo. Este pelo contrário, desiludiu-me. Enquanto na obra anterior fizera um estudos sobre as origens geográficas, étnicas e sociais dos legionários, neste não (claro que o facto dos dados para o baixo império serem escassos não ajuda). Depois nota-se que este não é o seu período de especialidade: ele cita opiniões de outros constantemente (o que é positivo por nos dar a conhecer o que se faz de investigação actualmente) e opta mas nota-se que ele limitou-se a ler os livros e não faz investigação nessa área (a sua especialidade é o alto império), e algumas opiniões são bastante difíceis de aceitar (nomeadamente da irrelevância da divisão entre o exército composto por tropas da fronteira (&lt;em&gt;limitanei&lt;/em&gt;) e tropas móveis (&lt;em&gt;comes&lt;/em&gt;). O papel económico do exército é estudado de forma muito sucinta, assim como as dificuldades económicas do império. E o livro termina na prática em meados do séc. V, falando-se da lenta desagregação do exército por dificuldades financeiras, mas como se a estrutura do exército ainda se mantivesse como na época de Juliano. Ora o estado romano continuou a ter tropas a seu soldo quer no regime tradicional (o autor apresenta alguns exemplos) quer de mercenários quer de &lt;em&gt;foederati&lt;/em&gt;, e estes não são estudados.&lt;br /&gt;O estudo do armamento e da organização militar sendo mais aligeirado que no livro anterior, acaba por se ler bem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7894278032855508832?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7894278032855508832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7894278032855508832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7894278032855508832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7894278032855508832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/04/frias-bem-nas-frias-quer-dizer-fim-de.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2314682268643431089</id><published>2007-04-03T14:13:00.000+01:00</published><updated>2007-04-03T14:17:37.237+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dos oficios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cícero no seu livro dos oficios, refer que alguém perguntara a Catão, qual achava que era a actividade mais lucrativa; Catão respondeu criar gado com muito sucesso. E a seguir? Criar gado com sucesso moderado. E a seguir? Criar gado que satisfizesse as necessidades básicas. E a seguir? Dedicar-se à agricultura.  Perguntaram-lhe então: "e dedicar-se a emprestar dinheiro?" Resposta de Catão:  "E dedicar-se ao homicídio ?"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2314682268643431089?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2314682268643431089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2314682268643431089&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2314682268643431089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2314682268643431089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/04/dos-oficios-ccero-no-seu-livro-dos.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4055880538244606637</id><published>2007-03-29T14:20:00.000+01:00</published><updated>2007-03-29T14:30:31.069+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre a Ira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Séneca no seu livro "Da Ira" descreve que Augusto foi almoçar a casa de um amigo. Um escravo do seu amigo deixou às tantas cair um copo de vidro que se partiu (o vidro era relativamente caro ainda). Como castigo, o o seu dono decidiu que ele fosse atirado a um tanque com moreais para ser devorado vivo; o escravo apavorado atirou-se aos pés de Augusto e implorou que lhe dessem outra morte (não pedia que o poupassem pois o seu amo era rigoroso); Augusto estupefacto com a situação ordenou que o escravo fosse libertado, as moreias mortas e todos os copos de vidro da casa quebrados.&lt;br /&gt;Como podemos ver, um dono de um escravo possuia poder praticamente absoluto sobre a sua propriedade e essa relação rapidamente se transferiu para os imperadores que actuavam sobre os seus súbditos a seu bel-prazer: se o poder discricionário de Augusto não era grave, já com os seus sucessores a coisa mudaria de figura...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4055880538244606637?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4055880538244606637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4055880538244606637&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4055880538244606637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4055880538244606637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/03/sobre-ira-sneca-no-seu-livro-da-ira.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6608314470352222518</id><published>2007-03-22T10:16:00.000Z</published><updated>2007-03-22T10:23:49.577Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Notícias rápidas: um amigo meu "arranjou-me" os 7 primeiro episódios da 2ª série de Roma (não sei quando passarão em Portugal) e já vi os primeiros 4. As vidas das personagens vão dar uma enorme volta. Pullo e Vorenus apesar de alguns problemas mantém-se amigos, Octávio vai tecendo a sua teia para a ascenção ao poder, Marco António continua igual, brutal e básico. As mulheres continuam a ser decisivas nesta segunda série: Actia, Servilia e Octavia com as suas intrigas criam repercussões que em muito as ultrapassam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6608314470352222518?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6608314470352222518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6608314470352222518&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6608314470352222518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6608314470352222518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/03/notcias-rpidas-um-amigo-meu-arranjou-me.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-6896990524357320679</id><published>2007-03-16T10:58:00.000Z</published><updated>2007-03-19T14:48:48.622Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E o vencedor foi a civilização romana.&lt;br /&gt;Hum, esta é complicada. Uma definição que aprendi, é que civilização são todos os elementos quer culturais quer materiais comuns e específicos de um grupo de pessoas; esta definição tem a vantagem (e desvantagem) de ser tão abrangente que engloba todos os grupos humanos (dos eskimós aos ocidentais).&lt;br /&gt;Na civilização romana teríamos de incluir os diferentes elementos que os tornam únicos: a sua religião (politeísta, ritualista e pragmática), as suas instituições políticas (de uma república aristocrática mas que era obrigada a partilhar uma boa fatia do poder com as classes populares) e que devido à existência de vários partidos evitava a estagnação (mesmo que há custa da paz interior e as civilizações ocidentais herdaram isso que acaba por obrigar a um diálogo e uma maior tolerância), o seu direito (que embora duro, continha indicações claras do que se deveria fazer, tentando limitar a arbitrariedade dos juízes e sobretudo graças à mediação do estado evitava o conflito entre privados), a própria noção de que existe uma cultura comum que pode ser disseminada a vários povos e não guardada zelosamente para os que partilham a mesma etnia (como faziam os gregos), fazendo com que independentemente da sua origem étnica, qualquer um que seja educado nessa civilização e partilhe os seus valores, fará parte dessa civilização.&lt;br /&gt;Os que não partilhavam do seu modo de vida (gregos a excepção) ou por terem uma civilização menos sofisticada eram considerados selvagens, ou no caso de não o serem (como os persas e egípcios), eram vistos como tendo uma série de outros defeitos (decadentes, efeminados, etc); mas os romanos não eram racistas, na medida em que os descendentes dessas pessoas poderiam vir a ser romanos de pleno direito (até mesmo filhos de escravos).&lt;br /&gt;Os romanos procuravam construir uma mini-roma onde se estabeleciam; instalavam aí colonos que iriam espalhar o seu modo de vida e construíam uma série de edifícios considerados fundamentais para fazer parte da civilização (teatros, banhos, templos, etc), de modo a educar os indígenas e a incluí-los no seu mundo. É que Roma considerava que tinha uma missão, não se limitando a explorar os recursos do seu império (mesmo que se por necessidade o tivesse de fazer). O ocidente partilhou também desta ideia, e o resultado (concorde-se ou não), é que exceptuando tribos muito isoladas, todos os povos que habitam a terra acabam por ser influenciados pelo ocidente (mesmo os que dizem recusar os seus valores, usam pelo menos tecnologia ocidental, dado que é inevitável).&lt;br /&gt;Sei que este post é um pouco básico, mas teoria da história nunca foi o meu forte…&lt;br /&gt;Para o próximo mês: qual acham que foi o maior inimigo de Roma? Não vale dizer “os próprios romanos” ou “o tempo”, tem de ser um povo estrangeiro concreto que andou em guerra com eles.&lt;br /&gt;Para mim foram os samnitas no sul de itália; entraram em guerra com os romanos ainda no séc. IV A C, e entraram em todas as guerras que houve contra Roma só "desistindo" quando foram aniquilados no séc. I AC (nesta altura já não tinham quaisquer hipóteses) por Sila que andou a arrasar as povoações (e habitantes) e entregar as terras a colonos latinos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adenda:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não fui claro, mas vou ser agora: o concurso só vale para o império romano do ocidente até 476 e o império romano do oriente até 630 com Heráclio (sofreu tantas reformas que perdeu o pouco de latinidade que ainda tinha). Portanto João, os Turcos estão excluídos.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-6896990524357320679?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/6896990524357320679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=6896990524357320679&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6896990524357320679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/6896990524357320679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/03/concurso-e-o-vencedor-foi-civilizao.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-7254443008378236348</id><published>2007-03-08T14:24:00.000Z</published><updated>2007-03-08T14:30:42.550Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Actualização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi feita a transferência do blogger para a nova conta do google e embora desse bastante trabalho, com a ajuda de um amigo meu, o Luís (na realidade foi ele que fez 99% do trabalho!) correu tudo bem. Com um bónus: aprendi a colocar links de outros blogs (os que existiam, tinham sido colocados pelo Filipe). Vou começar a actualizar os links (o que deve demorar uns dias), e se por acaso não virem o vosso, peço que me o indiquem.&lt;br /&gt;Q.F.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-7254443008378236348?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/7254443008378236348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=7254443008378236348&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7254443008378236348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/7254443008378236348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/03/actualizao-foi-feita-transferncia-do.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-4397940104281414852</id><published>2007-03-06T14:09:00.000Z</published><updated>2007-03-06T14:10:09.463Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Portugal Romano e O domínio romano em Portugal (este é uma espécie de versão 2.0) de Jorge Alarcão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conhecer os vestígios arqueológicos do período romano no território Português tem de ler estas obras. Embora elas estejam já um pouco desactualizadas (a primeira remonta aos anos 70, a segunda a finais de 80), devido a prospecções e escavações ulteriores, tem a vantagem de serem compilações, e não haver obras (pelo menos que eu conheça) mais actualizadas. &lt;br /&gt;É-nos apresentada de forma sucinta a conquista romana e a resistência dos indígenas, o processo de romanização e as várias divisões administrativas.&lt;br /&gt;São apresentadas de seguida as listas das cidades e povoados romanos que se conhecem através da documentação/epigrafia. As povoações são divididas entre 3 grandes grupos: as que eram efectivamente cidades (normalmente centros administrativos como Conimbriga) e tinham todos os elementos típicos de uma cidade: basílica, teatros, termas, fórum ; depois vem povoações de média dimensão que tanto podem ser centros administrativos de pequenos territórios, como cidades industriais e comerciais (Setúbal), que também teriam alguns dos elementos de uma cidade romana, e finalmente simples aldeias e villae. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O sul do país possuía uma maior malha urbana, de que ficaram vestígios arqueológicos e registos escritos; o norte tinha mais aldeias (mesmo villae foram descobertas poucas). Muitas das povoações de que se sabe que existiam por informações de obras romanas (ou epigrafia) ainda não foram actualmente encontradas. Aliás, excepto poucos casos, o conhecimento que se tem das cidades romanas do nosso território é bastante fragmentado, pouco se sabendo sobre como seriam as cidades de média dimensão ou as simples aldeias (a sorte é mesmo Conimbriga).&lt;br /&gt;O nosso território estava assim bem enquadrado no ocidente latino: fracamente urbanizado, com cidades médias e pequenas.&lt;br /&gt;Nos capítulos seguintes são listados objectos materiais, túmulos, as actividades económicas mais relevantes (pesca, produção de cerâmica, mineração, etc). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-4397940104281414852?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/4397940104281414852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=4397940104281414852&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4397940104281414852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/4397940104281414852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/03/portugal-romano-e-o-domnio-romano-em.html' title=''/><author><name>quirites</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10671283559644790243</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-3882889039633547754</id><published>2007-02-19T13:48:00.000Z</published><updated>2007-02-19T13:49:59.408Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Aniversário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje 3 anos que o Filipe começou o projecto do Roma antiga.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-3882889039633547754?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/3882889039633547754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=3882889039633547754&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3882889039633547754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/3882889039633547754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/02/aniversrio-faz-hoje-3-anos-que-o-filipe.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2323374407054560318</id><published>2007-02-09T09:55:00.000Z</published><updated>2007-02-09T09:50:10.040Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso de Fevereiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de ver o comentário do Catellius, lembrei-me de uma cena do monty pyton: O que é que os romanos nos trouxeram? Nada! Excepto, os aquedutos, as estradas, a irrigação, etc, etc.&lt;br /&gt;O concurso de fevereiro vai ser sobre o que consideram que é o maior legado de Roma (material, moral, o que quiserem).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2323374407054560318?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2323374407054560318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2323374407054560318&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2323374407054560318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2323374407054560318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/02/concurso-de-fevereiro-depois-de-ver-o.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-9146257427664827161</id><published>2007-02-06T10:45:00.000Z</published><updated>2007-03-21T14:03:04.736Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vencedores de Dezembro/Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, houve dois vencedores: previsivelmente Nero foi um deles, outro foi Cómodo.&lt;br /&gt;Nero Cláudio César Augusto Germânico (37-68) era descendente de Augusto, Marco António, sobrinho de Calígula, e sobrinho-neto de Cláudio (pela mãe); pelo pai era descendente de Lépido (um dos membros do 2º triunvirato) e de Aenobarbo, um dos republicanos que lutou contra César em Farsália; vinha portanto de famílias prestigiadas. O seu pai morreu ainda era novo. Depois de uma série de vicissitudes, a vida do jovem Nero melhorou quando o imperador Cláudio casou com a sua mãe. Rapidamente foi nomeado sucessor em detrimento dos filhos legítimos de Cláudio, e este morreu envenenado pouco tempo depois.&lt;br /&gt;Durante os primeiros anos Nero entregou o poder à mãe e uma série de conselheiros (como Séneca) e a administração do império foi boa. Com o passar do tempo, Nero cansou-se dos conselhos da mãe e ordenou a sua morte, assim como dos irmãos adoptivos, e livrou-se dos seus conselheiros mais moderados em favor de outros que lhe satisfaziam os caprichos. Começou a tornar-se cada vez mais paranóico, executando familiares e pessoas que considerasse que representavam um perigo real ou imaginário. Grande apreciador de música, começou a participar em competições, assim como em corridas de c&lt;br /&gt;arros (que ganhava sempre, mesmo que não chegasse a terminar). Historiadores romanos acusaram-no de ter provocado o grande incêndio de Roma enquanto tocava lira e de ter acusado os cristãos, mas não há forma de comprovar isso (até porque os incêndios em Roma eram muito comuns). Teve o que se pode chamar actualmente preocupações sociais: cortes nos impostos, melhoria das condições de vida da população humilde (não só em Roma, mas também dos provinciais), o que o tornou popular entre a população. De qualquer modo a elite odiava-o, o que aliado aos gastos financeiros e escândalos pessoais acabaram por levar a diferentes revoltas. Teve de se suicidar, deixando o império em plena guerra civil e com diferentes guerras (revolta dos judeus, invasão de tribos bárbaras no Danúbio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Aurélio Cómodo Antonino (161-192)&lt;br /&gt;Filho de um dos melhores imperadores, Marco Aurélio. Foi educado pelos melhores pedagogos da época, para se tornar num modelo. Debalde. Estava numa das intermináveis campanhas no Danúbio com o seu pai, quando este morreu; fez um acordo de paz com as tribos e voltou a Roma, sendo-lhe atribuído um triunfo (que não deveria ter sido celebrado).&lt;br /&gt;Do ponto de vista externo evitou conflitos na medida do possível e manteve os comandos nas mãos de bons generais. De qualquer modo, a população e o exército estavam cansados dos anos seguidos de guerras e de austeridade, e Cómodo foi bastante generoso em doações à população e exército; ao mesmo tempo terminou com as perseguições aos cristãos.&lt;br /&gt;Construiu edifícios para espectáculos (tal como Nero) e participou como gladiador em combates contra sanimais e outros gladiadores. Tendo o ódio da elite, sucederam-se diversas conspirações que o levaram a executar diversos opositores e membros da sua família, mas acabou assassinado. Depois da sua morte, deixou o império na bancarrota e numa nova guerra civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade: ambos ascenderam ao trono jovens e morreram com 31 anos assassinados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-9146257427664827161?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/9146257427664827161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=9146257427664827161&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/9146257427664827161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/9146257427664827161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/02/vencedores-de-dezembrojaneiro-bem-houve.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-2046201529794680546</id><published>2007-01-30T10:20:00.000Z</published><updated>2007-01-30T10:27:09.011Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Resignação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No livro de Bryan, é contada uma história que me chamou à atenção. Um aristocrata romano do séc. IV ia assistir a um combate entre prisioneiros saxões. Ora estes decidiram que em vez de combater até à morte para dar um bom espectáculo, iriam suicididar-se colectivamente. O aristocrata ficou indignado com a atitude dos prisioneiros mas comparou a sua resignação e estoicismo perante a adversidade (ser privado de um bom espectáculo) com a de Séneca quando foi ordenado matar-se por Nero.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-2046201529794680546?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/2046201529794680546/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=2046201529794680546&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2046201529794680546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/2046201529794680546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/01/resignao-no-livro-de-bryan-contada-uma.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116861004492848428</id><published>2007-01-12T13:52:00.000Z</published><updated>2007-01-12T13:54:04.950Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A queda de Roma e o fim da civilização por Bryan Ward-Perkins&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler o livro. Bem, o livro é como o próprio autor admite, uma reacção contra uma série de autores que defendem que a queda do império romano não teve qualquer consequência (eu tive de ler um na faculdade de Henri Pirene que defendia essa tese). Explicando o contexto, se até à segunda guerra mundial, ninguém punha em causa que o império fora destruído  centrando-se a discussão se isso fora porque os romanos eram decadentes/civilizados e os germanos selvagens/robustos (conforme se era pró-latino ou pró-germano), com a união europeia começou-se a colocar de parte essas questões para não ofender os nórdicos. O livro de Peter Brown tinha uma abordagem diferente (que é genial segundo as próprias palavras de Bryan Perkins), procurava observar o lento transformar da sociedade romanas. Começávamos com o ainda principado de Marco Aurélio, seguíamos pela crise do séc. III, a ascensão dos cristãos, a conquista do império pelos bárbaros e a convivência forçada, levando a uma lenta transformação/absorção da aristocracia romana e da sua cultura pelos germanos. Vemos assim o desfilar e de um mundo e de mentalidades, com a aristocracia romana a transmitir a velha cultura, impermeável às mudanças à sua volta. &lt;br /&gt;Este ponto de vista foi imediatamente usado e levado às ultimas consequências, por outros autores que chegavam a propor que ninguém notara a queda do império (ou que até fora benéfico), que os bárbaros se limitaram a instalar-se pois pretendiam melhorar as suas condições de vida sendo rapidamente tolerados pela população local miscigenando-se formando as bases da população da Europa ocidental). A política contemporânea e o reabilitar do multiculturalismo, levou a que muitos considerassem Roma como uma opressora material, social e cultural, impedindo os povos autóctones de se desenvolverem (como os celtas), ao mesmo tempo que o estudo dos clássicos entrou em declínio.&lt;br /&gt;Ora Bryan tem uma opinião radicalmente diferente. Com as diferentes crónicas da época (a começar pelo nosso Idácio), não custa ver que as invasões se fizeram com o habitual cortejo de destruição, roubo e mortes. Os confiscos de terras em proveitos dos vencedores, e na maioria dos casos a religião diferente professada pelos bárbaros eram outros factores contra as potenciais boas relações (além de que ninguém gosta de ver um bando de estrangeiros a entrar pelo seu território dentro).&lt;br /&gt;Bryan sendo um arqueólogo, procurou através dos vestígios materiais, ver se existe alguma modificação no padrão de vida. E a conclusão é que sim. Estudando unicamente a população humilde (e não a aristocracia), pôde observar que o cidadão comum romano quer habitasse na Bretanha (o fim do mundo), quer no norte de africa, tinha acesso a uma série de bens de consumo (sobretudo através dos restos das ânforas que eram utilizadas para armazenar vinho e azeite, pode-se observar que as populações consumiam produtos externos à sua própria terra, não se limitando assim a uma economia de subsistência, embora outras provas sejam dadas), terminando esse consumo no período pós-romano, em que a população se limita a uma economia de subsistência (segunda metade do séc. V). Também o tamanho das cidades diminui muito (ao mesmo tempo que desaparecem aldeias), implicando uma contracção demográfica, que dificilmente se coaduna com uma economia próspera. Isto obviamente no ocidente, pois no oriente, a ausência de invasões não afectou a economia, até que as guerras sucessivas contra árabes, avaros e eslavos arruinou os bizantinos por seu turno (isto no séc. VII).&lt;br /&gt;Também apresentou diversos argumentos para a queda do império do ocidente. Um deles chamou-me a atenção. Quando os bárbaros entraram pelos dois impérios (passando o Reno e Danúbio) no ocidente pararam na península ibérica (logo tinham acesso às 3 ricas províncias de Itália, Gália e Hispânia), tendo de parar aí devido ao mediterrâneo, permitindo que o ocidente tivesse como províncias de reserva a Africa e as ilhas que lhes davam ainda recursos financeiros e humanos para aguentar. Ora, estando a frota romana a proteger os carregamentos de trigo de africa para Roma, não podia estar na península ibérica, e assim que os vândalos conseguiram construir barcos (que não tinham de ser muito ser muito sofisticados) a reserva perdeu-se (o convite do conde Bonifácio não ajudou à situação). No oriente os diferentes povos podiam arrasar tudo nos Balcãs, mas chegando ao mar negro não podiam avançar, e sendo uma zona fundamental, a frota romana oriental estava aí concentrada não os deixando passar; logo as ricas províncias da Anatólia, Síria e Egipto estavam fora do alcance bárbaro, mantendo os cofres cheiros (além de serem zonas muito mais vastas que a africa e as ilhas), que podia continuar a suportar um exército grande (coisa que não sucedeu no ocidente). Isto somado a muita incompetência e azar liquidou o império do ocidente. Um bom argumento&lt;br /&gt;A minha opinião sobre o livro: é um livro cheio de argumentos muito fortes e lúcido (ele aponta possíveis fraquezas dos seus pontos de vista, mas de facto eles são bastante convincentes, mas eu já estava convencido à partida). &lt;br /&gt;A maior falha deste livro, é uma questão de estilo: o livro é de um arqueólogo realista que examina provas e as desmonta, contrapondo (com provas) o que considera correcto. Ora Peter Brown é um erudito, que estuda sobretudo as mentalidades e consegue recriar o mundo romano, levando-nos a empatizar com os pagãos que assistiam à remoção do altar da Vitória em Roma, ou dos aristocratas que na Gália do séc. V ainda se reuniam para fazer jogos literários, enquanto que as cidades eram cercadas pelos bárbaros. Bryan vai ao cérebro, mas Peter Brown ao coração.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116861004492848428?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116861004492848428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116861004492848428&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116861004492848428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116861004492848428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/01/queda-de-roma-e-o-fim-da-civilizao-por.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116801605698375736</id><published>2007-01-05T16:47:00.000Z</published><updated>2007-01-05T16:54:17.000Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Livros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Novo ano e novos artigos.&lt;br /&gt;Muitos dos livros da Osprey tem o mesmo defeito que a comida dos shopings: são caros, maus e de pouco conteúdo, mas muitas vezes tem de se recorrer a eles à falta de melhor. Não é o caso dos 2 livros que vou apresentar (embora sejam caros).&lt;br /&gt;“The Late roman infantryman 236-565” e “The late roman cavalryman 236-565”, colecção warrior, editora osprey. Referem-se ambos ao exército romano dos séc. III-VI. Descrevem as dificuldades que o exército romano sentiu ao ser atacado em frentes tão diversas (Reno, Danúbio, Eufrades) e a necessidade de formar reservas em profundidade caso as tropas da fronteira fossem vencidas e de criar forças de cavalaria de rápida intervenção. É descrito o novo sistema com unidades estáticas (limitanei), e móveis (comitatus, palatina). Se no séc. IV a legião (mesmo que reduzida) ainda é a rainha das batalhas, no séc. VI a cavalaria é a única quase que combate (mas não nos é muito bem explicado como se dá esse processo). É-nos apresentado o recrutamento, o treino, o armamento, e a descrição do que seria uma vida em campanha (sobretudo para o reinado de Juliano e depois em menor grau sobre Justiniano). &lt;br /&gt;O livro contém alguns erros de terminologia de unidades (isto eu li em criticas, porque o meu latim não chega para tanto).  &lt;br /&gt;O livro é bastante magro para o séc. V (mas as fontes não ajudam), de modo que não seguimos a transformação do exército que no séc. VI é bastante diferente do que era antes. &lt;br /&gt;Os livros concentraram-se em determinados aspectos e não vale a pena pensar naquilo que eles deixaram de fora (o tamanho também não ajuda). Embora sejam complementares um do outro, se o leitor tivesse de escolher um, o melhor era o da cavalaria. Ambos contém um pequeno glossário que é bem vindo, para distinguir os equites, clibanarii, scolae e outras tantas unidades. E finalmente desmonta o mito de que o exército do final do império era mau. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116801605698375736?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116801605698375736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116801605698375736&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116801605698375736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116801605698375736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2007/01/livros-novo-ano-e-novos-artigos.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116739525260902089</id><published>2006-12-29T12:14:00.000Z</published><updated>2006-12-29T12:27:32.630Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Música romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post deu muito trabalho a investigar mas é fácil de escrever. Porque não se sabe quase nada da música da Roma Antiga. Podem esquecer os filmes que viram; a série “Roma” tem uma sonoridade que não ficando mal, faz-me lembrar um jogo de computador “Pharaoh”. Qual a dificuldade? É que enquanto dos gregos sobreviveram várias pautas (de forma aleatória o que não garante que fossem de qualidade ou representativas) e numerosos tratados musicais que permitem algumas reconstituições umas &lt;a href="http://www.oeaw.ac.at/kal/sh/index.htm"&gt;melhores&lt;/a&gt; outras outras piores (e algumas soam muito estranho, parecendo dever mais a &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.amazon.ca/Ancient-Greek-Music-Gregorio-Paniagua/dp/B00004TVG7"&gt;Pierre Boulez,&lt;/a&gt; mas afinal é um tipo de música de uma civilização diferente) de Roma não há nada. E no entanto sabemos que a música era importantíssima: era tocada em festas, cerimónias, concertos. Pouco se sabe da evolução da sua música: a música romana (etrusca?) foi rapidamente influenciada pelos gregos e com a expansão do império por outros povos submetidos.&lt;br /&gt;Os instrumentos disponíveis: a lira (com diferentes tamanhos, alguns com sonoridades bem diversas), flauta, uma espécie de alaúde, órgão, tambor, tuba. Existem grupos que se dedicam a interpretar música romana, mas sem uma única pauta, é no mínimo duvidoso... Continuando, a música não possuía harmonias, e muitas vezes deveria apenas acompanhar a voz, no caso de ser declamado um poema. &lt;br /&gt;Mudando de assunto: Bom ano novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116739525260902089?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116739525260902089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116739525260902089&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116739525260902089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116739525260902089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/12/msica-romana-este-post-deu-muito.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116679560104304668</id><published>2006-12-22T13:52:00.000Z</published><updated>2006-12-22T13:53:21.060Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bom Natal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os membros do blog vem desejar um bom natal a todos os leitores!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116679560104304668?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116679560104304668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116679560104304668&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116679560104304668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116679560104304668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/12/bom-natal-os-membros-do-blog-vem.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116662413349484391</id><published>2006-12-20T14:11:00.000Z</published><updated>2006-12-21T13:56:40.656Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Recrutamento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um artigo que li sobre as uniões dos soldados romanos do princípio do império levanta questões interessantes.&lt;br /&gt;Os legionários estavam proibidos durante o período do serviço (+ ou- 25 anos) de casar. Mas por numerosas inscrições, testamentos e outros registos, sabe-se que eles mantinham ligações estáveis com mulheres (que viviam fora do acampamento), só podendo casar com elas depois de ter terminado o serviço (e quaisquer filhos nascidos durante o período de serviço seria considerado ilegítimo, tendo de ser “adoptado” e ter de ser referido expressamente no testamento para herdar o que quer que fosse). Só com Septimo Severo se alterou a situação que legalizou e acabou com a burocracia que permitia os soldados tomarem conta das suas famílias e situações de dificuldade (um jovem que tivesse começado uma ligação e engravidasse a sua companheira, se não fizesse um testamento rapidamente e morresse em combate, deixava a sua família sem nada).&lt;br /&gt;Ora alistando-se os soldados por volta dos 17/20b anos, e ficando colocados nas guarnições da fronteira (pouco ou nada romanizadas), seria de esperar que as mulheres fossem indígenas. Mas a onomástica (utilizando os 3 nomes puramente latinos) dessas mulheres indica aparentemente que elas são todas romanas (à volta de 99%). Dado que é pouco provável que imigrassem dezenas de mulheres romanas (ou romanizadas de longa data) para essas fronteiras, o que é mais provável é que as indígenas mudassem pura e simplesmente de nome; é sinal de que era considerado muito importante que aparentemente os soldados romanos (mesmo que fossem auxiliares) casassem unicamente com romanas. &lt;br /&gt;Em seguida é feita uma breve estatística: de dois em dois anos eram recrutados cerca de 250 homens, sendo no mesmo período licenciados cerca de 120 veteranos (isto em anos normais). Isso significa que entre batalhas, deserções, doenças, cerca de 50% dos efectivos do exército não terminavam o tempo normal de alistamento (numa atricção que deveria ser superior à dos civis). Isso significava que dificilmente o exército conseguiria encontrar nos filhos dos legionários homens suficientes para manter os seus números tendo de recorrer a pessoas de fora; o exército nunca se poderia manter como uma casta fechada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116662413349484391?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116662413349484391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116662413349484391&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116662413349484391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116662413349484391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/12/recrutamento-um-artigo-que-li-sobre-as.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116601181306548101</id><published>2006-12-13T12:00:00.000Z</published><updated>2006-12-13T12:10:13.086Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O monumento vencedor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.stefan-ramseier.ch/images/roemisch/tagesbericht/2004spanien/merida/theater.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.stefan-ramseier.ch/images/roemisch/tagesbericht/2004spanien/merida/theater.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o vencedor do mês de Novembro acabou por ser o teatro de Mérida. &lt;br /&gt;Mérida foi fundada por Augusto e foi povoada inicialmente com veteranos de duas legiões. Tornou-se a capital da província da Lusitânia e teve direito aos edifícios públicos de qualquer cidade de alguma importância: templos, arcos de triunfo, um forum, banhos, um anfiteatro, um teatro, etc. O teatro é ainda impressionante (com uma excelente acústica, ouvi uma pessoa a declamar lá poesia), sendo utilizado em espectáculos actualmente (óperas, teatro, de vez em quando na Rtp2 lá passam os um espectáculos que decorrem). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o mês de Dezembro e Janeio (excepcionalmente vou esticar a votação dado ser período de férias) o concurso vai ser sobre quem consideram o pior governantes de Roma (não tem de ser imperadores). Os motivos podem ser os mais variados: incompetência pura, actos desastrados (mesmo que bem intencionados), negligência, loucura. E sabe Deus que a Roma não faltou nada disto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116601181306548101?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116601181306548101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116601181306548101&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116601181306548101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116601181306548101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/12/o-monumento-vencedor-bem-o-vencedor-do.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116542534310442573</id><published>2006-12-06T17:12:00.000Z</published><updated>2006-12-06T17:15:43.136Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A religião Romana-V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O exército romano dava uma enorme importância à religião: afinal, se os deuses não estivessem satisfeitos, as batalhas seriam perdidas. Deste modo, antes dos combates, os áugures efectuavam sacrifícios para adivinhar/captar o favor dos deuses. Alguns dias do calendário que eram considerados nefastos, eram evitados para travar uma batalha. &lt;br /&gt;Mesmo em período de paz, o culto dos deuses não era negligenciado: era mais um elemento da rotina das legiões, como o treino, a manutenção do material, a disciplina. Em primeiro lugar, vinham os deuses estritamente do Panteão romano (Júpiter, Marte, etc). Em seguida o Génio de Roma (a personificação da cidade) e do Imperador também eram adorados. De modo igual aos civis era prestado culto a uma série de virtudes que eram tratadas como divindades: a coragem, a sorte, a vitória. Os acampamentos romanos possuíam capelas onde era prestado alguns desses cultos (outros eram feitos em altares improvisados) podendo existir mesmo uma imagem (normalmente no caso do imperador). Finalmente o próprio estandarte da legião recebia um culto especial: ele representava a própria legião, e perde-lo representava uma desonra irreparável (no reinado de Cláudio lançou-se uma expedição até à Escandinávia para se recuperar emblemas de legiões destruídas umas décadas antes e Augusto no seu acordo de paz com os Partos teve como prioridade a recuperação das águias perdidas de Crasso).   &lt;br /&gt;A estadia das legiões em áreas tão diversas e o recrutamento de estrangeiros levou a que outras divindades fossem sendo adoradas pelos deuses. Mas do ponto de vista oficial, as novas divindades não recebiam culto regular a menos que associada a uma divindade tradicional (eram os legionários que se quotizavam para construir capelas e efectuar cerimónias). &lt;br /&gt;Até ao séc. IV, o exército continuou a ser um bastião do paganismo (tal como o senado), só se tornando num exército cristão no séc. V (na parte oriental, porque no ocidente deixou de existir exército eficaz).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116542534310442573?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116542534310442573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116542534310442573&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116542534310442573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116542534310442573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/12/religio-romana-v-o-exrcito-romano-dava.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116489701853413998</id><published>2006-11-30T14:29:00.000Z</published><updated>2006-11-30T14:30:18.586Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A religião romana-IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com as conquistas da república, os romanos foram importando deuses novos. Em caso de dificuldades especiais eram capazes de construir um templo em Roma. Também quando os seus exércitos entravam num novo território, eram feitos sacrifícios em favor dos deuses indígenas para não os ofender. &lt;br /&gt;A presença de numerosos estrangeiros, a tolerância do paganismo a outros cultos,  e uma certa moda, levou a que numerosos cultos acabassem por praticados na Roma imperial. Não é que a população romana se afastasse dos deuses tradicionais: Júpiter e Saturno pura e simplesmente nunca tinham sido propriamente deuses queridos da população, que tinha as suas divindades particulares (que continuaram a prestar culto). Nas províncias, as populações continuavam a adorar os seus deuses tradicionais, mais ou menos assimilados a deuses romanos. No entanto, existem diversos elementos importantes na religião romana no período imperial como o culto ao imperador e a religião do exército. Vou começar pelo primeiro.&lt;br /&gt;Quando Júlio César morreu, foram-lhe concedidas honras divinas e considerou-se que ascendera à divindade (embora ele já em vida tomara medidas nesse sentido). A partir daí, tornou-se hábito de divinizar os imperadores quando estes morressem, se fosse considerado um bom imperador, mas sendo o senado que decretava essa honra (sob indicação do imperador reinante obviamente). Na primeira dinastia foram divinizados Augusto e Cláudio, sendo excluídos Tibério, Calígula e Nero (o reverso era a “danatio memoria”). Mas rapidamente as províncias orientais começaram a “voluntariar-se” a prestar culto aos imperadores ainda em vida (de que já existia uma longa tradição). Na Judeia, o assunto serviu para envenenar ainda mais as relações entre romanos e judeus (ainda por cima com o talento diplomático de Calígula!). Na própria Roma (e em parte nas províncias ocidentais), a ideia de um imperador ser mais do que um ser humano era também considerada ridícula. Com o tempo, a ideia foi-se instalando, e ridículo ou não, começou-se a exigir às populações que sacrificassem ao génio do imperador (que já era considerado uma divindade). Os judeus eram dispensados desse sacrifício, mas os cristãos não, com o resultado conhecido. &lt;br /&gt;Vários imperadores, decidiram associar-se a outros deuses por filiação divina (Augusto dera o exemplo, fora o filho do divino César), ou mesmo considerando-se a encarnação de um deus (em vez de serem um deus próprio), como Cómodo que achava que era Hércules. &lt;br /&gt;Com a tetrarquia, Diocleciano associa-se a Júpiter e o seu colega a Hércules; mas o sistema já estava quase no fim, e com Constantino, os imperadores abandonam a ideia de ser um deus (para passar a ser o seus representante máximo na terra).&lt;br /&gt;Claro que esta necessidade de serem considerados deuses não era mera questão de ego de alguns imperadores megalómanos; a existência de um deus reconhecido por todos daria uma maior consistência a um império com tantas culturas e línguas diferentes, ajudando à consolidação do poder dos imperadores (era basicamente um método de propaganda, o que não significa que não fosse levado a sério e visto de forma cínica).&lt;br /&gt; O culto imperial era praticado em templos construídos para o efeito, com sacerdotes e cerimónias próprias. Algumas imperatrizes também foram divinizadas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116489701853413998?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116489701853413998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116489701853413998&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116489701853413998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116489701853413998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/11/religio-romana-iv-com-as-conquistas-da.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116421543845488043</id><published>2006-11-22T17:09:00.000Z</published><updated>2006-11-22T17:10:38.476Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Messalina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por lapso esqueci-me de incluir Messalina; aqui fica o meu pedido de desculpas ao leitor Joaquim Baptista e o post. &lt;br /&gt;Messalina (nasceu algures na década de 20, morreu em 48 d.C.)&lt;br /&gt;Era descendente da irmã de Augusto. Pouco se sabe dela até se casar com Cláudio. Quando este se tornou imperador (segundo Tácito), ela aproveitou a confiança do seu marido para fazer a vida que queria. O que significava sexo em elevadas doses. Num episódio, é referido que ela e uma prostituta decidiram fazer à noite um concurso de sexo; ao nascer do sol, a prostituta desistiu, Messalina continuou pela manhã dentro (pergunto-me como é que Cláudio desconheceria todas essas histórias, ou se não se limitaria a fazer vista grossa à mãe dos seus filhos). Intrigava para favorecer/liquidar quem lhe agradava/desagradava, mas ao contrário de Agripina não parece ter tido qualquer acção benéfica para o império (mas claro, que estamos dependentes de fontes que lhe são claramente desfavoráveis). Casou com outro homem em 48, estando Cláudio ainda vivo, mas um liberto de Cláudio denunciou a conspiração e Messalina foi executada. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116421543845488043?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116421543845488043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116421543845488043&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116421543845488043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116421543845488043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/11/messalina-por-lapso-esqueci-me-de.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116360402007342001</id><published>2006-11-15T15:19:00.000Z</published><updated>2006-11-15T15:20:20.096Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mulheres vencedoras de Roma-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pompeia&lt;br /&gt;Apesar do nome era neta de Sila (o ditador). Pouco se sabe dela, para além de ter tido casada com César. Ficou conhecida por ter um pretendente que tentou entrar em casa, provocando um escândalo (apesar de ela nada ter haver com isso), e que levou a que César dissesse que não bastava que a mulher de César fosse honesta, era necessário que o parecesse também.&lt;br /&gt;Agripina a nova&lt;br /&gt;O seu pedigree era excepcional. Descendente de Augusto e de Marco António. Era também irmã do imperador Calígula (e seu amante), sobrinha do imperador Cláudio (e seu marido), ficou na história por direito próprio. Viu os irmãos serem assassinados, mas também se tornou uma mestre de intriga, eliminando vários rivais. Conseguiu que o seu filho Nero (nascido de um anterior casamento) fosse nomeado herdeiro do imperador em detrimento do herdeiro legítimo, Britânico. Provavelmente matou o seu marido, permitindo que o seu filho ascendesse. Em seu favor, pode-se dizer que os anos em que Nero deixou a mãe governar foram os melhores anos: ela rodeou-se de sábios administradores. Com o tempo Nero fartou-se e fez aquilo que nem Tibério apesar dos seus defeitos fizera e depois de várias tentativas falhadas, ordenou que soldados a matassem. A história (sobretudo a romana) sempre foi terrivelmente critica: o seu comportamento não era o que se esperava de uma mulher (e mesmo de um homem…). Ambiciosa, sem escrúpulos, inteligente. &lt;br /&gt;Livia&lt;br /&gt;A mulher de Augusto. A sua família sempre tivera o dom de estar no lado errado das guerras civis (contra César e Augusto). Augusto quando a conheceu obrigou-a a divorciar-se do seu marido (apesar de ela já ter dois filhos) e casou-se com ela pouco tempo depois. No entanto nunca tiveram um filho comum. Ela exerceu uma enorme influência sobre Augusto, recebendo numerosas honras. Os descendentes masculinos de Augusto foram todos sucessivamente morrendo (alguns de forma suspeita), só ficando os que eram casados com os descendentes de Livia. Augusto acabou por nomear sucessor Tibério, um dos filhos de Livia. Com o tempo a influência de Livia sobre o seu filho foi desaparecendo. É a antepassada inclusive de Calígula, Cláudio e Agripina a nova.&lt;br /&gt;Arria&lt;br /&gt;A única referência que encontrei foi que ela se teria suicidado no reinado de Nero, nas circunstâncias já descritas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116360402007342001?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116360402007342001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116360402007342001&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116360402007342001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116360402007342001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/11/mulheres-vencedoras-de-roma-ii-pompeia.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116316985834956758</id><published>2006-11-10T14:40:00.001Z</published><updated>2006-11-10T14:44:18.353Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mulheres vencedoras de Roma-I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Helena (finais do séc. III, princípios do séc. IV)&lt;br /&gt;Foi mãe de Constantino o grande. E pouco mais se sabe de concreto. Viveu com Constâncio Cloro (pai de Constantino), que era César na tetrarquia inventada por Diocleciano (um sistema com 2 imperadores “seniores”-os augustos- e 2 “júniores”- os Césares). Constâncio teve de se separar dela por motivos políticos para casar com a filha de um dos Augustos.. Helena ao contrário do ex-amante/marido era cristã, e passou anos a coleccionar relíquias (a mais célebre seria a da verdadeira cruz que ela teria encontrado numa escavação em Jerusalém). Se não educou o filho para ser cristão, pelo menos, este ficou com uma visão favorável do cristianismo. Quando Constantino se tornou imperador e legalizou o cristianismo, ela passou a viver na corte como Augusta.&lt;br /&gt;Clódia (séc. I AC)&lt;br /&gt;Dela sabemos o que um amante e um inimigo político deixaram. Nascida de uma família patrícia, casou duas vezes, era acusada de ter imensos amantes (de todas as classes sócias, de patrícios a escravos), de ser jogadora, incestuosa e bêbada (palavras de Cícero). Catulo escreveu poemas a uma mulher que chamava “Lésbia”, e que geralmente é identificada com Clódia. Tem poemas em que a ama ternamente, outros em que parece odiá-la. Basicamente, fazia tudo o que um homem fazia e que era impensável a uma mulher. &lt;br /&gt;Gala Placídia (390-450). Era filha de Teodósio I, o último imperador de todo o império romano e tinha bastante mais energia que os irmãos. Quando Alarico rei dos visigodos saqueou Roma (410), levou-a como refém. Casou com o irmão de Alarico, Ataulfo, quando este morreu, foi devolvida a Roma. O imperador de Roma Honório (seu irmão) casou-a com o seu melhor general (Constâncio em 417) e ela teve um filho (o futuro incapaz Valentiano III, que saiu ao tio em vez do pai ou da mãe). Viúva novamente, fugiu para Constantinopla. Quando Honório morreu, um usurpador (João), tentou ficar com o império do ocidente. Mas foi derrotado e morto por tropas leais ao legítimo imperador Valentiano III (425). Tudo parecia estar posto em causa quando um seguidor de João (Aecio) apareceu com um exército de reforço, mas Placídia acabou por fazer um acordo com ele, nomeando-o Magister Militum (o mais importante cargo militar), em troca da submissão ao imperador. Morreu em 450, disputando ainda a influência do filho com Aecio. &lt;br /&gt;Sabinas&lt;br /&gt;Elas pertenciam ao povo… sabino. Viviam na Itália central (inclusive no lácio). Falavam uma língua vagamente aparentada ao latim. Apesar da primitiva Roma ter habitantes sabinos (que manteriam a sua identidade dentro da cidade por algum tempo), isso não os impediu de entrar em guerra como romanos contra latinos ou outras tribos sabinas. Quanto à mitologia das sabinas, a história é conhecida: Rómulo e os seus companheiros precisavam de mulheres e então inventam uma festa a que convidam os vizinhos sabinos. Estes levam as mulheres, que são raptadas pelos romanos. Quando vai dar-se a guerra, as mulheres intervém, e é feito um acordo de paz, fundindo-se os 2 povos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116316985834956758?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116316985834956758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116316985834956758&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116316985834956758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116316985834956758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/11/mulheres-vencedoras-de-roma-i-helena_10.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116289356672342547</id><published>2006-11-07T09:51:00.000Z</published><updated>2006-11-07T09:59:26.740Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, os resultado para o mês de Outubro foram repartidos. Portanto irei fazer um post em que escreverei uma curta biografia de todas as mulheres referidas. &lt;br /&gt;Entretanto para o mês de novembro: qual o monumento romano em que estiveram que mais vos impressionou?&lt;br /&gt;Eu posso dizer já: o teatro de Mérida. Já tinha ido a Roma e a Pompeia (que são impressionantes), mas foi aí que tive consciência de que a civilização romana era para todo o império e não para a população que vivia na capital. Romanizar significava que mesmo os habitantes das provincias mais recônditas tinham acesso à cultura e ao modo de vida romano. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116289356672342547?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116289356672342547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116289356672342547&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116289356672342547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116289356672342547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/11/concurso-bem-os-resultado-para-o-ms-de.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116221200345111267</id><published>2006-10-30T12:38:00.000Z</published><updated>2006-10-30T12:40:03.490Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A religião Romana-III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros sacerdotes eram obviamente os reis. A sua posição como mediadores entre os homens e deuses dava-lhes um carácter sagrado. Com a sua expulsão, foi criado um sacerdote (o rei dos sacrifícios) que herdava as suas atribuições religiosas, mas unicamente essas, dado o pavor que os romanos tinham de adquirir um novo rei. Entre a monarquia e os primeiros tempos da república foram sendo criados uma série de sacerdócios, dado que os romanos consideravam ser função do estado assegurar uma boa relação com os deuses O colégio das vestais era um dos mais famosos. Consagradas à deusa Vesta (uma deusa da terra), tinham de assegurar a manutenção de uma chama sagrada, e manter-se virgens durante o exercício do sacerdócio (o falhanço de uma destas condições, quaisquer que fossem os motivos dava pena de morte). Tinham imensos privilégios (doações, capacidade de perdoar condenados à morte, inviolabilidade das pessoas), e tinham uma independência pouco comum para as mulheres. A princípio, as vestais eram escolhidas unicamente nas famílias patrícias, mas com o tempo, o recrutamento estendeu-se aos plebeus.&lt;br /&gt;Existia também um colégio de sacerdotes (os flâmines) que asseguravam o culto dos deuses oficiais (eram a princípio unicamente patrícios, sendo depois escolhidos também plebeus). Devido a um imenso conservadorismo, mesmo que as divindades deixassem de ser importantes para o estado era mantido o seu culto, sendo acrescentado um novo sacerdotes para novas divindades.   &lt;br /&gt;Os augures eram sacerdotes que adivinhavam o futuro através de uma série de sinais (quem se lembra de Astérix e o adivinho?), sendo escolhidos até ao princípio do império de entre famílias de origem etrusca. Todos estes sacerdotes faziam parte do colégio dos pontífices. E o cargo mais importante era claro o de Pontífice máximo (que era eleito até Augusto, e depois tornou-se apanágio dos imperadores, até estes renunciarem ao cargo, que passou a ser utilizado pelos Papas). Todos estes sacerdócios terminaram com a abolição do Paganismo por Teodósio em 391&lt;br /&gt;O rei de Nemora é um caso: era um sacerdote de um templo de Diana que ascendia ao cargo assassinando o seu antecessor e colhendo. Mas o meu favorito é um sacerdote dos princípios da república. Cada vez que Roma queria entrar em guerra com um vizinho, enviava esse sacerdote com uma série de exigências (apresentadas como reparações pelas injustiças feitas ao povo romano) justas e que dizia que se não o fossem justas que a fúria dos deuses caísse sobre ele. Deste modo era provada a veracidade e boa fé dos romanos (e desculpado o derramamento de sangue na batalha), e autorizava as medidas mais severas contras os adversários depois da batalha (leia-se a pilhagem, massacre e violações). Mas isto dava um carácter sagrado e justo às guerras romanas, e era muito importante do ponto de vista psicológico para os soldados e a população, e tornava intolerável a possibilidade de negociações que não fossem em condições de vantagem por parte de Roma.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116221200345111267?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116221200345111267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116221200345111267&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116221200345111267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116221200345111267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/10/religio-romana-iii-os-primeiros.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-116057198013348032</id><published>2006-10-11T14:05:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T14:06:20.150+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Religião Romana-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para além destes deuses oficiais do estado, os romanos tinham deuses (“espíritos” seria um termo mais correcto) para os comuns cidadãos. Os manes (antepassados da família) e os penates protegiam os lares e os membros da família. Cada membro da família tinha um génio (um espírito protector). Era dever dos membros da família honrar todos esses espíritos (com orações, libações e sacrifício de alimentos). Como era típico em Roma, a relação era mutuamente benéfica: o cumprimento dos rituais, deixava os espíritos satisfeitos (assegurando que não acontecesse nenhuma desgraça, assegurando prosperidade e saúde); se os homens se esquecessem da sua parte, os espíritos iriam vingar-se. Todo o lar deveria ter um pequeno altar (para os manes) ou estátua (dedicado ao génio). Em determinados locais, existiam também pequenos altares, onde poderiam ser efectuadas ofertas (em encruzilhadas, no campo, etc). Em vários episódios da série Roma, podem-se ver personagens a fazer pedidos a esses espíritos mais próximos dos homens do que os deuses oficiais. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-116057198013348032?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/116057198013348032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=116057198013348032&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116057198013348032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/116057198013348032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/10/religio-romana-ii-para-alm-destes.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115996559063624000</id><published>2006-10-04T13:37:00.000+01:00</published><updated>2006-10-04T13:39:50.673+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso de outubro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para o mês de Outubro, o tema será a mulher romana que consideram mais fascinante (as regras são as mesmas do outro mês: dizem a preferência e porquê).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115996559063624000?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115996559063624000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115996559063624000&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115996559063624000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115996559063624000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/10/concurso-de-outubro-para-o-ms-de.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115987026543365185</id><published>2006-10-03T11:05:00.000+01:00</published><updated>2006-10-03T11:11:05.456+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Vencedor do concurso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, pode-se considerar que ganhou o imperador Juliano. Creio que a obra “Juliano” de Gore Vidal e uma certa aura romântica por ter tentado impor o paganismo foram factores decisivos (pelo menos para mim).&lt;br /&gt;E cá vai o post sobre ele.&lt;br /&gt;Juliano era sobrinho de Constantino o grande e nasceu em 331. Este decidiu dividir o império quando morresse pelos filhos e sobrinhos. Ora os filhos de Constantino tinham outras ideias e massacraram parte da família, só deixando Juliano e o meio-irmão Galo vivos (que foram poupados por serem crianças). Entretanto os filhos de Constantino foram morrendo: Constantino II às mãos do irmão Constante e este por sua vez por um usurpador, que acabou morto por Constâncio II. Várias tribos germânicas (nomeadamente os francos) aproveitaram a confusão para atacar a Gália e começaram a ocupar partes, enquanto lançavam expedições para mais longe.&lt;br /&gt;Entretanto Juliano e o irmão estavam exilados, iam sendo sucessivamente educados por diferentes tutores na religião ariana no, que conseguira ilegalizar o credo de Niceia. Simplesmente para Juliano o que lhe sucedera na família, a presença de tutores pouco inspirados e a leitura dos clássicos acabaram por torná-lo impermeável à educação cristã (convertendo-o ao paganismo).&lt;br /&gt;Constâncio II começou a sentir necessidade de colaboradores para governar porções do império e decidiu utilizar Galo como “César” no oriente (o que o tornava um subordinado de Constâncio que era “Augusto”, segundo o esquema criado por Diocleciano) casou-o com uma irmã e depois de um governo despótico, Constâncio livrou-se dele (354). Entretanto Juliano gozava de alguma liberdade e andava a viajar como estudante, seguindo mestres de filosofia (o neo-platonismo tinha várias variantes, desde filosofia pura e dura, até correntes místicas). Esse período terminou pois Constâncio chamou-o e nomeou-o César do Ocidente, com o controle da Gália (que estava um caos) e casou-o com outra irmã (355). Juliano passou o tempo em campanha a livrar-se das tribos germânicas e a tentar restabelecer o domínio romano. Embora a reunião de fundos fosse um problema (a Gália estivera anos a sofrer incursões bárbaras), tinha a vantagem das tropas locais serem aguerridas (quer os recrutas galo-romanos, quer os voluntários germânicos). Acabou por conseguir vencer sucessivas batalhas que restabeleceram a situação. Mas entretanto, Constâncio II que ia lançar-se numas expedição contra a Pérsia, exigiu as tropas de Juliano; as tropas deste revoltaram-se e aclamaram-no imperador. Juliano lançou-se para o oriente a toda a pressa para tentar vencer o primo antes que este conseguisse reunir tropas em número suficiente; mas a morte de Constâncio II (que o nomeara sucessor no seu testamento) impediu mais uma guerra civil (361). &lt;br /&gt;Tornado imperador único, Juliano revelou-se imperador enérgico no pouco tempo que governou. Reduziu o pessoal assim como o aparato da corte. Mas o que tornou mais famoso, foram os ataques ao cristianismo. Este que se tornara praticamente a religião oficial, obtivera imensos privilégios (igrejas e sacerdotes isentos de impostos, donativos, etc), enquanto que os pagãos iam vendo a sua vida dificultada. Juliano cortou com os privilégios dos cristãos (mas garantindo a liberdade de culto a todos os grupos, niceianos e arianos), e começou a subsidiar novamente os pagãos. &lt;br /&gt;Em 363 retoma a ideia de uma campanha contra os persas (a nemésis romana). A expedição a princípio correu bem, e venceu diversas batalhas. Mas as enormes distâncias envolvidas, e o falhanço na tentativa de conquistar a capital, Ctesiphonte (próximo de Bagdad), levou-o a decidir pela retirada. Num combate de retaguarda, acabou por ser ferido de morte. Com a sua morte terminava praticamente a dinastia fundada por Constâncio Cloro (dado que só sobrou uma filha de Constâncio II que casou com o imperador Graciano mas não deixou herdeiros). O império ficou também em sérias dificuldades, pois além das perdas de efectivos, material e dinheiro que a campanha implicou o seu sucessor Joviano teve de ceder diversas províncias para conseguir escapar com o que restava do exército. Também as medidas de Juliano no campo religioso foram abolidas (sem no entanto voltar-se ao rigor dos tempos dos filhos de Constantino durante uns tempos), e o cristianismo saído de Niceia iria progressivamente endurecer afirmar-se com a religião única. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115987026543365185?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115987026543365185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115987026543365185&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115987026543365185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115987026543365185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/10/vencedor-do-concurso-bem-pode-se.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115926098781201992</id><published>2006-09-26T09:55:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T09:56:27.830+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A guerra dos Judeus-III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A parte final é apenas constituída pelo relato do cerco. Ora o comportamento das legiões em combate deixa muito a desejar. Por várias vezes os judeus fazem surtidas, conseguem atrapalhar as máquinas romanas que lhes lançavam projectos e chegam mesmo a atacar o próprio acampamento romano sem que estes se apercebam até estar a combater nas próprias paliçadas do acampamento; por vezes são as unidades romanas que se lançam em ataques sem ser ordenados e perseguindo até se colocarem em situações muito perigosas (claro que Tito o general romano aparece sempre para salvar a situação no último minuto). As tropas auxiliares ainda se portam de forma pior (e os aliados são os piores: o episódio dos esventramentos dos prisioneiros judeus por ter corrido o boato de que estes tinham engolido ouro). Ora tudo isto está muito longe da conhecida eficiência e disciplina romana. O exército romano não é uma máquina cega às ordens dos seus oficiais: sem chegar aos exageros das revoltas militares dos séc. II e III, vemos que o controle acaba por ser muito frouxo em situação de campanha prolongada e de dificuldades, a menos que o comandante tenha um imenso carisma e anos de convívio com as tropas (e mesmo aí…).  &lt;br /&gt; As tentativas de golpes de mão pelos romanos acabam só por funcionar quando as defesas judaicas estão demasiado enfraquecidas pela mistura de combate contínuo (provocando perdas e cansaço dos homens que não são substituídos) e bombardeamento pelas máquinas de assédio que destroem os sucessivos troços das várias cinturas de muralhas de Jerusalém. &lt;br /&gt;Finalmente os romanos apoderam-se do templo e este é saqueado e queimado num acidente (?). &lt;br /&gt;Algumas notas finais: o original foi escrito em grego (sem o dominar, Josefo conhecia essa língua). Ora o tradutor da edição francesa que li tentou ser o mais fiel ao original, o que significa que na maioria das vezes deparamos com termos gregos em vez de latinos (por ex. falange quando se refere a legiões), &lt;br /&gt;Josefo está constantemente a referir-se às populações gregas no reino de Herodes (que eram uma boa metade). Ora duvido que o número de colonos de origem grega fosse tão elevada, devendo por isso referir-se a todos os não judeus (sinónimo portanto de pagão).&lt;br /&gt;O seu livro é também bastante parcial: tenta mostrar o povo judeu como pacífico e favorável aos romanos com apenas alguns radicais que se impuseram pelo terror à população conduzindo ao desastre (além de passarem o tempo a guerrear-se entre si só se unindo contra os romanos quando já era bastante tarde, mas ainda assim aproveitando cada momento para atacar as facções rivais). Mas não deixa de apresentar a incompetência e corrupção de vários governantes romanos. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115926098781201992?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115926098781201992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115926098781201992&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115926098781201992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115926098781201992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/09/guerra-dos-judeus-iii-parte-final.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115884198087387562</id><published>2006-09-21T13:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T13:33:53.630+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A religião romana-I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É um assunto muito complexo, pois a religião romana modificou-se muito ao longo dos séculos, sofreu diversas influências e existem imensas lacunas no seu conhecimento, mas tentarei fazer uma apresentação.&lt;br /&gt;Normalmente a religião romana costuma ser vista como uma mera cópia da grega (com nomes diferentes) acrescentados de alguns deuses orientais. Ora isso é confundir uma moda literária do final da república com a realidade.&lt;br /&gt;Sendo os latinos um povo indo-europeu a sua religião tem imensas características comuns a outros povos desse grupo (celtas, persas, gregos, germanos). Só que muito cedo sofreu uma influência decisiva: a dos etruscos. Os romanos tinham no seu panteão uma tríade (Júpiter- deus supremo, Marte-deus da agricultura, e Quirino, um deus de que não se conhecem bem as atribuições), o que é comum aos povos indo-europeus. Ora Quirino era quase de certeza um deus de origem etrusca e Marte era-o também provavelmente (a menos que tivessem sido os etruscos a ser influenciados). Mais tarde por influência dos gregos, esta tríade foi substituída por Júpiter, Juno e Minerva (as últimas duas parecem ser de origem indo-europeia). Estes deuses oficiais (e numerosos outros como Jano, Neptuno, Plutão, Vesta) não tinham mitos como os gregos mas exerciam funções e deviam ser respeitados através do culto. Existiam diversos colégios de sacerdotes (os flâmines e as vestais eram os mais importantes) que existiam para assegurar esse culto que manteria os deuses satisfeitos e impediria que eles lançassem calamidades à cidade. Os deuses romanos eram bastante distantes por comparação aos deuses gregos com as virtudes e defeitos que os tornavam tão humanos: os de Roma cumpriam funções e eram de algum modo “pagos” para se manterem satisfeitos. &lt;br /&gt;Ora esse carácter, faz com que os deuses romanos nunca tivessem sido “populares” na população (que tinham os génios, manes, e outros de que falarei mais tarde), o que a tornava alvo fácil a outros deuses. Mesmo assim, como era função do estado, o culto dos velhos deus romanos manteve-se até à proibição por Teodósio em 391. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115884198087387562?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115884198087387562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115884198087387562&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115884198087387562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115884198087387562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/09/religio-romana-i-um-assunto-muito.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115815269032753759</id><published>2006-09-13T14:00:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T14:04:50.356+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Armas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para quem gosta de equipamento militar existe um livro imprescindível: Roman military equipment : from the Punic Wars to the fall of Rome de M. C. Bishop and J.C.N. Coulston. Como o título indica vai desde as guerras púnicas (quando surgem os primeiros registos credíveis) até ao séc. V (se bem que para este período o livro é um pouco “magro”). Com esta obra qualquer pessoa consegue detectar os erros que aparecem nos filmes (desde equipamentos errados no período a pura e simplesmente completamente inventados). O problema é que se torna um pouco técnico, reservado aos fãs de história militar e arqueologia (é bastante denso).&lt;br /&gt;São utilizadas 3 fontes: iconográficas, textuais e arqueológicas. Todas têm vantagens e inconvenientes. &lt;br /&gt;As iconográficas são as mais acessíveis: qualquer pessoa pode ver as representações de tropas (ou pelo menos em livros) na coluna de Marco Aurélio. O problema é que muitas vezes as imagens são estilizadas ou idealizadas por artistas que nada sabiam de equipamento e que representavam “a olho” a realidade ou então de acordo com a mitologia (por ex: vestindo os generais como se fossem heróis das lendas gregas).&lt;br /&gt;As textuais têm outros problemas: a da utilização de vocabulário que raramente é preciso (pelos autores da antiguidade). Um exemplo: supostamente os gládios (espadas curtas) foram substituídos pelas spathas (mais compridas) no baixo-império. O problema é que muitos autores antigos utilizam os 2 termos de forma indistinta ao longo de todo o império, ignorando-se o que é que eles se referem exactamente (uma vez que ambas as armas foram continuamente utilizadas).&lt;br /&gt;Finalmente as arqueológicas. Estas têm a vantagem de ser peças reais. O problema é que são poucas e muitas vezes difíceis de datar. E muitas vezes uma determinada peça que não era muito utilizada pode dar-nos a ideia de ter tido uma importância maior do que teve na realidade por terem sido encontrados um número significativo devido a acontecimentos fortuitos (boa preservação num depósito). Claro que no caso de as fontes arqueológicas contradizerem as outras, dá-se a preferência às arqueológicas. Um exemplo: Vegetius (autor do séc. V) dizia que no seu tempo, as armaduras tinham deixado de ser utilizadas (os soldados não gostavam de ter o trabalho de andar com elas), e a iconografia assim o parecia indicar (de maneira que até nos jogos de computador as tropas do baixo império apareciam como sem armaduras). Ora na década de 70, algumas descobertas arqueológicas contrariaram essa ideia (parece que a ideia dos textos era mostrar as desvantagens das tropas romanas frente aos bárbaros, uma espécie de desculpa para os fracassos do presente, mostrando os soldados preguiçosos e desprotegidos). Se as armaduras foram encontradas (ou melhor, fragmentos), não se pode fingir que não existem. &lt;br /&gt;De resto o livro é bastante completo: abarca uniformes (materiais, formato, cor), armas (de defesa, ataque e até armas de assédio), equipamentos (cintos, sandálias botins e meias). &lt;br /&gt;Uma última nota: a versão que tenho é velhinha, mas saiu uma nova edição este ano com as descobertas mais recentes. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115815269032753759?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115815269032753759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115815269032753759&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115815269032753759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115815269032753759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/09/armas-para-quem-gosta-de-equipamento.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115747221094082526</id><published>2006-09-05T16:58:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T17:03:30.960+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Concurso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tive a ideia de fazer um concurso sobre figuras romanas. As pessoas votarão e depois indicarei o resultado escrevendo um post sobre a figura mais votada.&lt;br /&gt;Para o mês de Setembro, a votação será sobre o imperador favorito dos leitores as (pessoas deverão deixar o seu voto na caixa de comentários). Agradecia também que deixassem um curto comentário sobre porquê da preferência.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115747221094082526?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115747221094082526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115747221094082526&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115747221094082526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115747221094082526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/09/concurso-tive-ideia-de-fazer-um.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115684312747428001</id><published>2006-08-29T09:41:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T10:24:26.376+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Espectáculos provinciais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os grandes espectáculos de Roma no Circo Máximo (ou de qualquer grande cidade como Antioquia) são sobejamente conhecidos. Mas a que teria acesso um habitante de uma pequena cidade como conimbriga ou Lutecia (moderna Paris) durante o império? &lt;br /&gt;Partindo do princípio que tinha um anfiteatro (de madeira ou pedra), nos dias consagrados (não havia jogos todos os dias), poderia assistir de manhã a um combate entre gladiadores (que deveriam ser em princípio condenados à morte desarmados, mas podiam ser também profissionais armados) contra feras ou combate de animais contra animais, ou combate entre condenados à morte (se os houvesse em número suficiente). Os animais variavam conforme as facilidades de os arranjar, e os recursos dos patrocinadores que eram normalmente notáveis da cidade: tigres, leões, panteras, ou mais modestamente lobos e ursos. &lt;br /&gt;Durante o meio do dia assistiria a execuções de condenados à morte (mesmo que não fossem da provincia, poderiam ser sempre trazidos de outras áreas).&lt;br /&gt;À tarde vinha o grande espectáculo: combates de gladiadores profissionais. Existiam grupos itinerantes, que andavam de cidade em cidade (só as grandes cidades mantinham grupos permanentes de gladiadores), evitando-se os combates até à morte (nem os gladiadores nem os lanistas tinham interesse nisso), procurando-se fazer combates o mais espectacular possível e demonstrando técnica.&lt;br /&gt;Muitas das cidades também tinham teatros onde eram representadas peças e ouvida música (dificilmente teriam um odeon exclusivamente para ouvir música).&lt;br /&gt;Poucas cidades construíriam um circo especificamente para corridas de carros: se estas fossem organizadas (o que normalmente apenas acontecia nas maiore cidades), aproveitava-se um terreno livre.&lt;br /&gt;Finalmente para o dia-a-dia existia sempre a possibilidade de ir ao forum e aos banhos públicos (onde se podia assistir por vezes a combates de pugilato, ler, jogar a dados ou outros jogos de sociedade, praticar desporto e claro tomar banho). Acabava por ser tudo muito semelhante a Roma, só que com menos variedade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115684312747428001?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115684312747428001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115684312747428001&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115684312747428001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115684312747428001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/08/espectculos-provinciais-os-grandes.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115642216112771553</id><published>2006-08-24T13:22:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T13:22:41.150+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A guerra dos Judeus-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Josefo faz uma boa descrição das diferentes zonas de Israel (Judeia, Samaria, Galileia) e apresenta os grupos ideológicos mais importantes: os fariseus (a casta sacerdotal), os saduceus (um grupo sacerdotal rival mais aristocrático com pontos de vista religiosos diferentes), os essénios (uma espécie de seita que vivia num rigoroso ascetismo), os zelotas (grupo nacionalista hostil aos romanos) e os sicários (ultra-nacionalistas partidários do assassinato).&lt;br /&gt;O procurador de origem oriental detesta os judeus, e para cúmulo as suas tropas são sírias (que também odeiam os judeus). Entre tributos extras, confiscos e repressão (com mortos), os judeus passam de um período de semi-insurreição, para a revolta aberta. Uma legião é derrotada, e Nero é obrigado a enviar Vespasiano com várias legiões e ainda unidades auxiliares. Embora Vespasiano seja apontado como um modelo de virtudes, a verdade é que ele estava retirado do activo há algum tempo. Depois de ter ordenado a execução de Córbulo o melhor e mais popular general de Roma, Nero não tinha muito por onde se virar e nomeou Vespasiano como comandante. &lt;br /&gt; As cidades com populações maioritariamente “estrangeiras” acolhem bem os romanos; as com judeus resistem e tem de ser conquistadas. Sendo a maioria das povoações poucas fortificações, os romanos tomam-nas sem grande dificuldade, mas a grande área em causa (Galileia, Samaria, Judeia), obriga a uma certa dispersão dos efectivos e a tomar cada povoação. Ora se os judeus tinham nomeado chefes para as diferentes províncias, cada um desses chefes apenas tratava da sua zona, ignorando (ou por razões pessoais) ou sabotando mesmo os seus colegas. Josefo descreve pormenorizadamente a resistência de Iotapata (onde ele estava como chefe), e aí os romanos perdem um mês e meio (antes de vencer e provocar o massacre do costume); os romanos têm os meios e os números, os judeus tem o desespero e uma enorme inventividade que lhes permite opor-se às máquinas romanas. Depois é descrita a caricata rendição de Josefo e a sua relação com Vespasiano (nomeadamente a sua previsão de Vespasiano como imperador). Este deixa as suas tropas repousar e depois prepara-se para o assalto a Jerusalém, enquanto diversos legados vão tropas continuar a “pacificação” das várias províncias.    &lt;br /&gt;Entretanto vemos um conflito estalar em Jerusalém: os adeptos de uma reconciliação com Roma (sobretudo os notáveis e o clero) são rapidamente vencidos pelos partidários da luta contra Roma como os zelotas e sicários. Estes tomam a cidade separadamente e efectuam um massacre na cidade contra os adeptos da paz, enquanto se vão disputando o poder.&lt;br /&gt;Entretanto em Roma, Nero suicida-se, Galba o é assassinado, Otão suicida-se, Vitélio é aclamado imperador mas sendo impopular e considerado incompetente, Vespasiano é aclamado por sua vez: vemos assim que este apesar da forte concentração de tropas só é considerado elegível depois da morte das figuras mais importantes do regime anterior (apesar de terem consideravelmente menos tropas). Vários generais favoráveis a Vespasiano de outras frentes vencem Vitélio e Vespasiano deixa a Judeia e limita-se a entrar em Roma (deixando ao cargo do seu filho Tito a missão de acabar a conquista de Jerusalém). Tito deixa uma parte das suas tropas a continuar a submeter o país e parte para Jerusalém. Ordena a construção de obras de cerco à cidade que sofrem as investidas dos judeus (que se tinham posto momentaneamente de acordo para a defesa). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115642216112771553?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115642216112771553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115642216112771553&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115642216112771553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115642216112771553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/08/guerra-dos-judeus-ii-josefo-faz-uma.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115573103077999884</id><published>2006-08-16T13:22:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T13:24:49.133+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A guerra dos Judeus-I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artlex.com/ArtLex/a/images/arch_titus.relief.lg.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.artlex.com/ArtLex/a/images/arch_titus.relief.lg.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, ao ler a guerra dos judeus de Flávio Josefo, compreende-se muito melhor as constantes revoltas dos judeus sob o domínio romano. &lt;br /&gt;A obra começa com a revolta dos macabeus (que aparece descrita no Antigo Testamento). Vemos lentamente os Asmoneus passarem de zelosos e austeros judeus (com uma liderança carismática) a uma monarquia em tudo semelhante às helenísticas: exércitos de mercenários com forte componente de falange, uma vasta corte cheia de intrigas e assassínios dentro da família. Até os nomes mudam: passam de Judas e Simão para Alexandre e Antígono em apenas um século. E surgem os romanos. &lt;br /&gt;Intervindo a princípio a favor dos judeus contra os seleucidas, Roma tenta manter-se à parte dos conflitos internos. Mas no séc. I A.C. a coisa muda de figura: com os vários candidatos ao trono a apelar ao arbítrio, o senado não resiste. O pior é que o nível de corrupção que atingira Roma, atrapalhava-lhe a política: os generais enviados deixam-se corromper por todos os candidatos, cedendo o trono ao último licitante (depois de embolsar o dinheiro dos anteriores) e para cúmulo tratavam o país como se fosse terra conquistada deixando as tropas pilhar à vontade. Depois de algumas décadas de desgoverno, Antipatro (um estrangeiro, que se foi apoderando das rédeas do governo) e sobretudo o seu filho Herodes o grande (o que aparece na Bíblia como tendo ordenado a matança dos inocentes), instauram a ordem. O reinado de Herodes coincide com o de Augusto o que significa que a Judeia se torna um protectorado de Roma, embora mantendo a sua autonomia. Mas a morte de Herodes vai pôr tudo em causa: os sucessores não se entendem, os sucessivos imperadores vão dividir o território pelos vários descendentes e por prefeitos romanos. Os descendentes de Herodes controlavam com dificuldade os seus súbditos depois da pacificação forçada; os romanos não se iriam sair melhor, pois os judeus recordavam-se do seu triste papel no final da república. Vários prefeitos mais ou menos incompetentes sobre Cláudio e sobretudo Nero agravaram a hostilidade de uma população já de si hostil até à revolta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115573103077999884?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115573103077999884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115573103077999884&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115573103077999884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115573103077999884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/08/guerra-dos-judeus-i-bem-ao-ler-guerra.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115495089522893467</id><published>2006-08-07T12:40:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T12:41:35.276+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O fim do mundo clássico.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Peter Brown escreveu um livro que é fundamental para quem aprecia o baixo-império/alta idade média. Contrariando as teses de um império decadente à espera de ser conquistado, estudou as alterações que se deram nesse período. &lt;br /&gt;Começando com o reinado de Marco Aurélio, vemos todas as dificuldades políticas que se dão (invasões bárbaras, guerras civis) na chamada crise do séc. III as reacções que provocaram, a busca de soluções materiais e espirituais (florescimento do neo-platonismo, de numerosas religiões, reformas económicas que levam ao abandono de um certo liberalismo do principado). Constantino apodera-se do poder, completa as reformas de Diocleciano terminando as transformações do principado para o que será em tudo o império bizantino. Enquanto a cultura laica vai estiolando (limitando-se a copiar as fórmulas do passado), a cultura religiosa desenvolve-se. A cultura helénica que sempre fora preponderante, eclipsa completamente a latina quanto ao prestígio. &lt;br /&gt;O ocidente latino vai tornar-se mais inculto (perdendo o conhecimento do grego), enquanto o latim vai evoluindo lentamente nas línguas neo-latinas. O ocidente mantém-se maioritariamente pagão ou indiferente ao cristianismo; os éditos, encerramento dos templos pagãos e perseguições mudam a situação parcialmente, embora os exércitos e o senado se mantenham maioritariamente pagãos até princípios do séc. V&lt;br /&gt;A separação política consuma a separação cultural. O império do ocidente desaparece e a elite romana servindo os reis bárbaros vai rapidamente ser absorvida e barbarizar-se. Só a Igreja mantém ainda restos da cultura latina. As disputas teológicas estão muito abaixo do que se passa no oriente: os problemas eram mais práticos. O empobrecimento do ocidente (que sempre estivera em desvantagem em relação ao oriente) e diminuição das cidades é gradual, acelerado pelas conquistas muçulmanas. Quando Carlos Magno é coroado imperador, o seu império de romano tem muito pouco. &lt;br /&gt;No oriente o império romano sobrevive à pressão bárbara (que empurra para ocidente) e expande-se um pouco, mantendo uma forte cultura urbana, mas a sua pouca latinidade vai rapidamente desaparecer, tornando-se um império helénico cristão (mesmo que sempre se tivessem considerado romanos). O embate terrível é com os árabes que cortam ao império algumas das províncias mais importantes: norte de africa, Egipto, síria, vingando assim os persas (que conquistados pelos árabes, não tardaram a impor-lhes a sua cultura). Mas Bizâncio sobrevive, e terá mais tarde uma nova idade de ouro. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115495089522893467?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115495089522893467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115495089522893467&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115495089522893467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115495089522893467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/08/o-fim-do-mundo-clssico.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115460121755395876</id><published>2006-08-03T11:32:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T11:33:37.573+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Regresso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Voltei de férias. Fui à praia, li, vi filmes, e descansei.&lt;br /&gt;Sobre Roma só li uma coisa: uma revista que continha toda a ordem de batalha do exército romano em 69/70, no período da guerra civil. A maior parte é uma mera enumeração de legiões, auxiliares e procuradores por províncias e descreve algumas batalhas. O mais fascinante para mim é a descrição do cerco de Jerusalém por Tito. Este experimentou todos os estratagemas possíveis e imaginários contra uma defesa a princípio caótica mas que aprendia rapidamente com os seus erros e sobretudo que sabia que nada tinha a perder. Foi uma campanha cruel, longa, em que ninguém dava nem recebia tréguas. O clímax dá-se na conquista do templo em que é efectuado (mais um) um terrível massacre. E fica-se a saber que a tradição ordenava que se a cidade se rendesse pacificamente, o saque era dos oficiais (era mais uma operação de cobrança extraordinária de impostos), se fosse conquistada pela espada, os soldados obtinham o saque (e mais os extras de uma conquista) e total liberdade de acção. Ora vemos que grupos de centuriões e legionários tentam no cerco por sua conta e risco várias operações de “comando” de assalto súbito, tentando escalar as muralhas de noite, ou outros truques assim (foi deste modo que conquistaram a cidade). Fiquei com curiosidade e vou começar a ler “A guerra dos Judeus”.  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115460121755395876?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115460121755395876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115460121755395876&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115460121755395876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115460121755395876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/08/regresso-voltei-de-frias.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115141810430662138</id><published>2006-06-27T15:16:00.000+01:00</published><updated>2006-06-27T15:21:44.320+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império-VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Marcial- Poeta da 2ª metade do séc. I. Escrevia epigramas escarnecendo as pessoas que detestava e troçava da sociedade em geral, e louvava os seus patronos.&lt;br /&gt;Juvenal- Viveu no mesmo período. Também os seus escritos satirizam os romanos.&lt;br /&gt;Tácito (56-117). Historiador romano que escreveu sobre os reinados dos imperadores a partir de Tibério e a vida de Agrícola, o general que conquistou a Bretanha. Infelizmente a maior parte da sua obra perdeu-se (só ficou parte de Tibério, Cláudio e Nero). Enquanto Suetónio toma claramente partido e preocupa-se com pormenores pitorescos e escabrosos, Tácito tenta ser mais imparcial apresentando o bom e o mau, mas sem ter grandes ilusões sobre várias das personagens (a defesa que faz sobre dos povos bárbaros que lutam pela sua liberdade enquanto que os civilizados vegetam numa servidão aos príncipes é notável). &lt;br /&gt;A partir daqui a literatura romana tradicional perde vigor. Nenhum autor se destaca (Marco Aurélio escreveu em grego e diversos autores mesmo do ocidente vão escrever nessa língua) se exceptuarmos Tertuliano. O latim vai curiosamente recuperar importância literária só com os odiados cristãos no período do baixo império.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Entretanto notícias do mundo real: vou partir de férias, o que significa que até ao final do mês de Julho não poderei escrever nada (mas talvez o Filipe possa?). Portanto, desejo uma continuação de um bom trabalho/bons exames a quem a estiver nessa situação e boas férias para os restantes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115141810430662138?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115141810430662138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115141810430662138&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115141810430662138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115141810430662138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/06/literatura-latina-do-final-da_27.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115072873673196391</id><published>2006-06-19T15:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-19T15:52:16.756+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O recrutamento-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lentamente observa-se outra transformação. Para os habitantes do império que quisessem obter a cidadania (não a tendo pelo nascimento), existia o recurso de se alistarem nas coortes auxiliares, marinha, ou outra unidade do género; cumpriam 25 anos e recebiam a cidadania; os seus filhos seriam automaticamente cidadãos romanos (podendo entrar nas legiões se quisessem). Ora os auxiliares tinham o hábito de incorporar no seu nome de família o nome do imperador de quem tinham recebido a cidadania, passando o nome para os descendentes. Assim sabemos que legionários do séc. II e III com nomes de família imperiais (como Claudius, Flavius, Ulpius), são descendentes de indígenas que foram auxiliares; se não tem nomes de imperadores, é porque descendem de colonos romanos (ou receberam a cidadania no período republicano, mas isso fora há muito tempo). O que vemos é que no séc. I a esmagadora maioria dos legionários tem nomes comuns, alguns poucos a partir do séc. II tem nomes imperiais e sobretudo no séc. III mais de metade tem nomes imperiais (o édito de Caracala ajudou), o que mostra que para além dos descendentes dos colonos, os indígenas mais ou menos romanizados vão entrando nas legiões (os velhos testes de conhecimento de latim continuavam a aplicar-se). Mas em compensação, a qualidade do seu latim vai-se degradando, tornando-se num verdadeiro latim de caserna, acusado de ser incompreensível para os restantes cidadãos (presume-se para os cidadãos cultos). &lt;br /&gt;Outro ponto importante da onomástica, é que no ocidente, os legionários mesmo que de origem indígena, adoptavam nomes completamente latinos, abandonando os velhos nomes. No oriente, adoptavam uma mistura de nomes latinos com gregos e semitas. &lt;br /&gt;Outro ponto importante: apesar de tudo o que disse, os romanos eram muito flexíveis de acordo com as necessidades. Quando Varro “perdeu” as suas legiões, Augusto comprou escravos, deu-lhes a cidadania e formou legiões com eles (Marco Aurélio fez o mesmo mais tarde). Podiam ser utilizados em caso de necessidade escravos, libertos e estrangeiros como legionários (embora respeitando as formas legais). Mas nunca egípcios. Augusto tinha um enorme preconceito contra eles (nem para auxiliares os aceitava), e o máximo que lhes concedia era que depois de servirem na marinha (a arma com menos prestigio), durante 25 anos de serviço (a remar) recebessem o direito latino (que lhes permitia ir para os auxiliares, embora fossem já velhos). Mais um par de gerações a servir em várias unidades e lá conseguiriam tornar-se cidadãos. Ora mesmo um reles liberto ex-escravo de qualquer outra etnia que tivesse servido na marinha recebia a cidadania no final do serviço. Esta situação demorou algum tempo a mudar. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115072873673196391?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115072873673196391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115072873673196391&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115072873673196391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115072873673196391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/06/o-recrutamento-ii-lentamente-observa.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-115029336276447504</id><published>2006-06-14T14:55:00.000+01:00</published><updated>2006-06-14T14:56:02.796+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O recrutamento-I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando se pensa no exército romano pensa-se nos legionários vindo de Roma. Mas com o império as coisas foram-se modificando. Quando Augusto venceu Marco António (31 A.C.), as suas legiões eram esmagadoramente constituídas por italianos. Ou seja, gauleses do norte de Itália, samnitas, oscos e gregos do sul, latinos do lácio (com alguns romanos no meio) e etruscos do centro. Mas tinham a cidadania romana e já estavam razoavelmente romanizados. &lt;br /&gt;Com o tempo eles foram sendo desmobilizados e receberam terras em Itália, na Península Ibérica e na Gália (onde foram um foco de romanização). O prémio ao completar o serviço era terras e o equivalente a 10 anos de salário (mais o que tinham amealhado à força, dado que parte do salário era guardado pelo estado que só lhes entregava no final do serviço). Essas tropas foram sendo substituídas por outras italianas, e lentamente pelos descendentes dos veteranos estabelecidos nas colónias. Quando chegamos a Nero (54-64 D.C.), os italianos são só metade, o resto vem das colónias (descendentes de veteranos romanos); chegados a Trajano (98-117 D.C.), os italianos já não dão tropas para as legiões das fronteiras, apenas para a guarda pretoriana e mais algumas unidades especiais.   &lt;br /&gt;As colónias como já disse eram as províncias ocidentais: Gália, Península Ibérica (muitos lusitanos, e alguns da Galécia), Germânia, Africa. Os recrutas tinham de ter a cidadania romana (nem escravos, nem libertos, nem estrangeiros), saberem latim (muitos sabiam escrever, e conheciam alguma coisa da literatura latina), ter uma altura superior a 1.65, não terem cometido crimes (adultério, roubo, etc). Embora fossem oriundos da plebe, os critérios de selecção eram rigorosos de modo a garantir que só os melhores fossem escolhidos (o que se poderia chamar o “estrato superior” do povo). Ora o recrutamento nas legiões do oriente é mais complicado, dado que se ignora como era efectuado. Se alguns defendem que os recrutas fossem filhos de veteranos que viviam no campo (o que era ilegal, mas dada a dificuldade de arranjar numa zona helénica recrutas latinos, levaria as autoridades a fechar os olhos), outros dizem que as tropas seriam orientais a quem era concedida imediatamente a cidadania antes de entrar na legião para cumprir o requisito legal. Isso justificaria o facto das legiões do oriente serem normalmente consideradas mais “moles” que as ocidentais (e não só por viverem num clima melhor com boas cidades). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-115029336276447504?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/115029336276447504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=115029336276447504&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115029336276447504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/115029336276447504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/06/o-recrutamento-i-quando-se-pensa-no.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114976090046615325</id><published>2006-06-08T11:00:00.000+01:00</published><updated>2006-06-08T11:14:33.906+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império-V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Plínio o antigo (23-79)- Exerceu diferentes funções quer militares, quer civis. Escreveu um livro sobre as tribos germânicas, diversas obras sobre retórica e história. O que nos sobreviveu foi uma “história natural”: basicamente incluía todo o tipo de conhecimento (geologia, geografia, astronomia, biologia animal e vegetal, farmacopeia, etc). Faleceu na erupção do Vesúvio.&lt;br /&gt;Plínio o jovem (63-113)- Sobrinho do anterior. Teve uma carreira militar e administrativa também. Escreveu poemas, numerosas cartas sobre vários temas. Uma dessas cartas asseguraria a Trajano um lugar único na idade média: ao responder a Pliínio que os cristãos não deveriam ser perseguidos por tal, mas unicamente se violassem as leis romanas.&lt;br /&gt;Suetónio- Escreveu provavelmente o livro de história mais conhecido (juntamente com a guerra das gálias) da antiguidade: os 12 Césares. Descreve as vidas dos imperadores de Júlio César a Dominiciano, tanto pelo lado positivo, como principalmente o lado negro (com muitos detalhes). A ideia dos imperadores romanos serem um bando de loucos depravados que passavam o tempo todo em orgias e a matar por prazer é-lhe muito devida. Tibério um velho debochado, Calígula um louco que tornou nomeou o seu cavalo consul, Cláudio a ser constantemente a ser enganado pelas suas mulheres, Nero o incendiário progressivamente mais desiquilibrado. Mesmo os melhores como Augusto não escapam à sua critica (os banquetes organizados em períodos de fome). Outras personagens: Lívia que eliminava quem quer que fosse para o seu filho Tibério ascender ao trono, manipulando um fraco Augusto, Agripina a moça fazendo o mesmo pelo seu filho, tendo-se sujeitado antes a todos os caprichos de Calígula. Suetónio era definitivamente um conservador que detestava a monarquia e desejava um retorno à república do senado. A sua parcialidade é mais que notória (se o compararmo com Tácito), mas a fácil leitura faz esquecer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114976090046615325?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114976090046615325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114976090046615325&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114976090046615325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114976090046615325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/06/literatura-latina-do-final-da.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114839301723046385</id><published>2006-05-23T15:02:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T15:03:37.250+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A civilização romana de Pierre Grimmal &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de manual básico sobre Roma. Contém um resumo da sua história desde Rómulo e Remo até à vitória de Constantino, passando pela cultura, arte, religião, exército, passatempos, urbanismos, Roma e as províncias. Vemos assim a cidade passar de pequeno burgo a capital imperial, passando a representar uma civilização, vemos a influência que as várias culturas conquistadas tiveram sobre Roma, a sua crueldade (guerras impiedosas e combates de gladiadores), mas também o espalhar de uma cultura e linguagem comuns criando um sentimento de unidade que não passava só pela força das legiões. &lt;br /&gt;No final existe um glossário com algumas palavras latinas importantes e principais figuras da história romana. É conciso mas tem tudo o que é essencial sobre Roma; é um bom ponto de partida para outras leituras (e já agora, livro de leitura obrigatório nalgumas faculdades).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114839301723046385?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114839301723046385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114839301723046385&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114839301723046385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114839301723046385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/05/civilizao-romana-de-pierre-grimmal-uma.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114802793696854953</id><published>2006-05-19T09:37:00.000+01:00</published><updated>2006-05-19T09:38:56.983+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Triunfos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A nomenclatura dos imperadores era bastante importante a nível de prestígio. Augusto ao procurar arranjar um título que lhe evitasse o uso de “rex” que era odioso aos romanos usou o “Imperator” (atribuído aos generais vitoriosos no período republicano), mais uma série de outros títulos e cargos (cônsul, Príncipe, Augusto, etc) que camuflava de forma legal a sua posição. Rapidamente, os triunfos (desfiles efectuados pelo general vitorioso com as suas tropas em Roma com o cortejo dos vencidos) e o uso de um nome geográfico (indicativo de quem tinham vencido- por exemplo Germanicus significava que a pessoa em questão vencera um povo germanico) ficaram limitados ao imperador (dado que os generais actuavam em seu nome). &lt;br /&gt;Para ser celebrado um triunfo de forma “válida”, algumas condições eram exigidas: travar uma campanha de conquista bem sucedida, ou pelo menos levar um inimigo a implorar a paz depois de sofrer várias derrotas (pagando tributo e reconhecendo a superioridade romana), e o mesmo era para o nome.&lt;br /&gt;No entanto vários imperadores pela necessidade de prestígio celebravam triunfos sem ligar a essas regras. Calígula mandou que fossem festejados triunfos sem ter travado qualquer guerra. Cláudio celebrou vários triunfos por uma única campanha, a da Bretanha (o que não era válido, só o deveria ter feito uma vez); também manteve o título de Germanicus a que outros membros da sua família tinham tido direito. Dominiciano celebrou um triunfo pela vitória contra os Dácios, embora na realidade fosse obrigado a abandonar a guerra (que estivera a correr muito bem) devido a uma série de invasões e revoltas e foi obrigado a pagar um tributo aos dácios para não aumentar o número de frentes a combater; depois de conseguir derrotar uma tribo germânica adoptou o título de germanicus (que era bastante discutível). Claro que nestas situações, o uso de títulos imerecidos levava ao esvaziamento da sua importância.&lt;br /&gt;Pelo contrário, outros imperadores tinham a preocupação dos títulos respeitarem a tradição: Trajano tornou-se Dacicus (pela submissão da Dácia), Germanicus (pela pacificação das fronteiras com a Germânia) e Parthicus (pelas derrotas humilhantes que infligiu aos partas chegando mesmo ao saque da capital). Os imperadores seguintes iriam multiplicar os seus títulos acrescidos de Maximus, por qualquer campanha em que participassem, o que levava à repetição dos títulos quando participavam em várias campanhas contra um povo (o que não era conforme a tradição, pois anteriormente como disse, só quando esse povo ficava de joelhos é que o imperador adoptava o título, e não por qualquer vitória). Mas a partir de meados do séc. III os imperadores abandonam esses títulos: tendo reinados de 3 ou 4 anos, passados constantemente em combate contra bárbaros ou romanos rivais, os imperadores deixam de se preocupar com esses títulos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114802793696854953?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114802793696854953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114802793696854953&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114802793696854953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114802793696854953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/05/triunfos-nomenclatura-dos-imperadores.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114743851910847624</id><published>2006-05-12T13:53:00.000+01:00</published><updated>2006-05-12T13:56:16.390+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império-IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passada a época áurea de Augusto, com os reinados de Tibério, Calígula e Cláudio não surgiu nenhum escritor que se tivesse notabilizado por aí além (o próprio Cláudio escreveu livros de história mas não sobreviveram). Ora a partir de Nero as coisas modificam-se e surge durante meio século uma nova geração de escritores talentosos em diferentes domínios (normalmente não são tão considerados como os da época de Augusto mas pessoalmente considero que dentro deles estão alguns dos melhores de Roma).&lt;br /&gt;Séneca- Nascido na península ibérica, estabeleceu-se em Roma. Sendo exilado, foi chamado por Agripina para servir de tutor ao seu filho Nero. Depois de uns anos iniciais de bom governo, Nero autonomizou-se levando-o a ter a reputação que adquiriu e ordenou que o seu ex-tutor abrisse as veias. Séneca escreveu livros de filosofia (fortemente influenciados pela corrente estóica), tragédias e cartas sobre diferentes assuntos.&lt;br /&gt;Petrónio- Pensa-se habitualmente que este Petrónio foi um cortesão de Nero (aparece no livro Quo Vadis) que lhe escreveu uma carta extremamente trocista antes de se suicidar. Resta uma obra que lhe é atribuída, o Satyricon. Relata as aventuras (alguma delas bastante escabrosas) de dois jovens e de uma espécie de mestre no sul de Itália (nas colónias gregas) que se vão disputando os mútuos favores, num tom corrosivo mas bem disposto (o livro lê-se bastante bem). O banquete de Trimalquião é uma das cenas melhores conseguidas. Infelizmente a obra chegou-nos incompleta (e a edição que eu tenho, pré-25 de Abril ainda o é mais). Outro elemento original: descreve uma trama completamente inventada com personagens ficcionadas coisa que não existia até então.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114743851910847624?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114743851910847624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114743851910847624&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114743851910847624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114743851910847624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/05/literatura-latina-do-final-da.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114623875782519448</id><published>2006-04-28T16:38:00.000+01:00</published><updated>2006-04-28T16:39:17.840+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rome and the enemy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou a ler este livro, pela historiadora Susan Mattern. Embora tenha algumas opiniões controversas ou dificilmente comprováveis, serve para reflectir; vou apresentar um exemplo.&lt;br /&gt;Em várias ocasiões, imperadores romanos tomam decisões que eram justificadas (positivamente ou negativamente) pelos cronistas da época, mas que são recusadas pelos historiadores actuais em favor de outras mais racionais. Quando Cómodo decidiu interromper a guerra contra os Germanos, a justificação que foi apresentada por Herodiano, é de que Cómodo preferia voltar aos luxos da capital e tinha medo de por ter subido recentemente ao trono, um qualquer general que tentasse obter a púrpura. Esta versão é normalmente rejeitada pelos historiadores contemporâneos (que dizem que Cómodo tinha suficiente experiência de combate para não ser um molengão, além de que a guerra estava a ser ruinosa não trazendo qualquer proveito, tendo a paz sido alcançada de forma bastante favorável: argumentos perfeitamente válidos para a nossa mentalidade), que rejeitam como artifícios literários. Ora, isto é esquecer que na elite da época não havia especialistas em vários assuntos (economia, política). Sendo escolhidos dentro da classe aristocrática, a sua educação era generalista versando um pouco de direito, muita retórica, literatura e mais alguns conhecimentos gerais dados sob forma literária (geografia, história). Um governador de uma determinada zona quando era nomeado de nada percebia da sua nova província (nem língua, nem cultura, e muito menos economia). Boa parte dessa elite além de exercer cargos, escrevia livros variados (César relatou as suas campanhas, Marco Aurélio escreveu filosofia). &lt;br /&gt;Ora, a importância dada às obras clássicas era tal, que muitas vezes os autores de novas obras ao terem de escolher entre livros antigos e desfasados da realidade e outros mais recentes, preferiam aqueles. Ainda mais estranho era a descrição feita por autores que viajavam. Ammianus Marcelinnus quando descreveu as campanhas do imperador Juliano no séc. IV (em participou), descreveu a Gália copiando o livro de César, como se os gauleses ainda estivessem divididos em tribos independentes em guerra, quando na realidade, pertenciam à romanidade há uns bons 300 anos e ele ao viajar pela Gália não poderia deixar de se ter apercebido disso; sem dúvida para demonstrar que era uma pessoa culta, e para dar referências conhecidas aos seus leitores, preferiu descrever o mundo dos livros à realidade à sua volta (e Ammianus é um dos melhores historiadores do final do império). As descrições dos germanos pelos historiadores da época, corresponde ainda à descrição de Tácito também 300 anos anteriores.&lt;br /&gt;Deste modo, Susan pretende mostrar, que se era possível que Cómodo e o pessoal à sua volta (ou outros governantes) tomassem em conta factores estratégicos, económicos, políticos nas suas tomadas de decisão, é bem mais provável que dado o quadro mental em que viviam, os factores apresentados pelos autores antigos correspondessem (normalmente) à verdade (claro que dito assim parece bastante óbvio: mesmo os políticos actuais embora tenham formações mais especializadas, agem de acordo com os preconceitos do seu tempo e não de forma friamente racional).  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114623875782519448?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114623875782519448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114623875782519448&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114623875782519448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114623875782519448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/04/rome-and-enemy-estou-ler-este-livro.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114588610948868717</id><published>2006-04-24T14:28:00.000+01:00</published><updated>2006-04-26T12:00:05.966+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império-III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cícero (106-43 AC)- Político e orador romano, ocupou vários cargos públicos (embora plebeu, conseguiu tornar-se cônsul), bastante conservador  (apoiou sempre o partido senatorial) e acabou assassinado nas proscrições do 2º triunvirato. Escreveu discursos abordando todo o tipo de temáticas (sob propostas de leis, defesa judicial de pessoas) e livros (sobre a amizade, o destino, etc) de que sobreviveu uma boa quantidade.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Catulo (84-54 AC.)- Um poeta que escrevia um pouco de tudo, mas que se celebrizou por poemas eróticos (para ambos os sexos) e insultuosos a quem o desagradava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito Lívio (59 AC, 17 DC)- Considerado o grande historiador de Roma, embora não tenha sobrevivido toda a sua obra (uma história de Roma desde a fundação). E ao contrário dos grandes historiadores gregos (Plutarco, Thucydides), que tinham tido vidas politicamente e militarmente activas que os levavam a compreender bem o que descreviam e tinham mentalidade critica em relação a fontes, Tito Lívio que sempre teve uma vida sedentária e escrevia uma história gloriosa da cidade escolhida pelos deuses, não tinha essa experiência, levando a que escrevesse (sobretudo nas componentes militares) sobre assuntos de que não compreendia, tornando bastante discutível partes da sua obra; em relação aos primeiros séculos de Roma, dada a inexcistencia de fontes, a história confunde-se com mitologia. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114588610948868717?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114588610948868717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114588610948868717&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114588610948868717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114588610948868717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/04/literatura-latina-do-final-da_24.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114552187064538263</id><published>2006-04-20T09:30:00.000+01:00</published><updated>2006-04-20T09:31:10.663+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império-II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ovidio (43 -17 AC)- Um dos grandes poetas do período áureo da literatura romana. As suas obras mais conhecidas são as metamorfoses e a arte de amar (li este e os seus conselhos servem perfeitamente para os dias de hoje com pequenas adaptações do género, substituir “evitar levar uma mulher a um combate de gladiadores” por “evitar levar uma mulher a um combate de boxe”). &lt;br /&gt;Foi exilado por ordem de Augusto (provavelmente pelo escândalo que provou a arte de amar) e morreu longe de Roma. &lt;br /&gt;Virgílio (70-19 AC)- Outro dos grandes poetas. Escreveu as éclogas, as Geórgicas e a Eneida (a sua obra provavelmente mais conhecida), que conta as aventuras de Eneias que foge de Tróia no momento da conquista, e depois de navegar pelo mediterrâneo chega a Itália onde se estabelece, criando a linhagem que dará origem a Rómulo e Remo. &lt;br /&gt;Virgílio foi apoiado financeiramente por Mecenas, e depois pelo próprio Augusto, conseguindo tornar-se famoso sucesso (embora a Eneida só fosse publicada depois da sua morte).&lt;br /&gt;Horácio (65-8 AC)- Outro grande poeta (não li nada dele). Fez parte do círculo de escritores patrocinados por Mecenas. Escreveu inúmeros poemas, mas é conhecido do grande público moderno por uma frase que fez sucesso num filme dos anos 80 “O clube dos poetas mortos”: Carpe Diem.  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114552187064538263?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114552187064538263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114552187064538263&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114552187064538263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114552187064538263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/04/literatura-latina-do-final-da_20.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114476904428347244</id><published>2006-04-11T16:21:00.000+01:00</published><updated>2006-04-11T16:24:04.296+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;História da Vida Privada&lt;/strong&gt;, dir. de Philippe Arriès e de Georges Duby. &lt;br /&gt;São 5 volumes, o primeiro tendo vários capítulos sobre Roma. As partes dedicadas à vida privada são excelentes (do final da república ao princípio do império): o nascimento, a educação, casamento, sexualidades (e aqui muitas surpresas para quem tem a ideia de que os romanos eram um bando de decadentes que se dedicava a orgias), a morte, os vários grupos sociais (patrícios, plebeus, libertos, escravos), a visão da mulher. Tudo isto com imensas passagens e citações de obras literárias, históricas  e anedotas, de preferências dos autores com histórias mais escabrosas como Petrónio e Suetónio (o marketing é uma coisa óptima para vender produtos, mesmo que culturais). Ficamos a saber que Catão (creio que o de Utica) divorciou-se da sua mulher (de que tivera muitos filhos) e “emprestou-a” (com o consentimento dela) para ela casar com o seu melhor amigo para ela dar descendência ao seu amigo que não tinha herdeiros; cumpriu o seu papel, e assim que o amigo morreu, ela voltou para Catão, dado que cumprira o seu dever (o gosto pessoal não interessava para nada, só o dever para com a cidade e a família). Ficamos a saber o que é que os romanos consideravam devassidão (muito diferente do que é agora). Vemos a carreira de um romano ao longo da vida e a sua necessidade de ser recordado depois da morte no seu túmulo com uma inscrição.  &lt;br /&gt;Pena não terem dedicado nada ao final do império. &lt;br /&gt;Existe uma outra parte do livro dedicado a descobertas arqueológicas que se fizeram no norte de africa, mas cujo interesse é reservado aos apaixonados da arqueologia pura e dura. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114476904428347244?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114476904428347244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114476904428347244&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114476904428347244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114476904428347244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/04/histria-da-vida-privada-dir.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114416414903569798</id><published>2006-04-04T16:13:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T16:22:29.110+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A literatura Latina do Final da República/Princípio do Império&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou durante alguns tempos falar de autores latinos do final da república e início do império; já tinha abordado o assunto para o baixo-império, agora vou para a época de apogeu da literatura latina. Vou começar com César, não só por razões temporais mas pessoais: não li autores latinos anteriores a César.&lt;br /&gt;Se sabemos tanta coisa das suas campanhas, deve-se em parte porque ele as relatou. “Da guerra Gálica” é a sua obra mais conhecida, descrevendo os vários anos das suas campanhas contra os gauleses. Descreve os povos que encontra (que fogem um pouco, mas não demasiado do estereótipo de bárbaros cabeludos) com alguns costumes, a política e geografia. É um livro no entanto sobretudo militar, descrevendo as batalhas de hordas inumeráveis de bárbaros contra punhados de romanos que aguentando o primeiro embate sempre terrível, vencem a batalha numa carnificina (há um livro de um historiador alemão- Hans Delbruck -que desmistifica esses valores, pois seria impossível existir tanta gente com o tipo de economia da época). &lt;br /&gt;Menos conhecido, mas igualmente importante, é a sua obra sobre a guerra civil (descreve os acontecimentos que aparecem na série “Roma” contra Pompeu, onde vemos (apesar de ser parcial) o seu génio militar a funcionar (e a sua capacidade de improvisação). Depois, existem outras obras que descrevem as suas restantes campanhas (no Egipto, Africa, Península Ibérica), que variam entre algumas que foram escritas por si, outras retocadas por colaboradores até serem escritas por outros autores em seu nome. &lt;br /&gt;Os seus livros são excelentes fontes primárias (à falta de livros dos seus adversários ou outras contemporâneas), que se lêem bem (confesso que só li os dois primeiros livros), embora sejam também obras de propaganda e auto-glorificação com uma agenda política (às vezes bastantye óbvia, outras mais camuflada). &lt;br /&gt;Os críticos dizem que usa um latim absolutamente correcto mas acessível e fácil com um bom domínio da língua sem ser rebuscado. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114416414903569798?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114416414903569798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114416414903569798&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114416414903569798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114416414903569798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/04/literatura-latina-do-final-da.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114347274421605486</id><published>2006-03-27T16:14:00.000+01:00</published><updated>2006-03-27T16:19:04.230+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Roman Armies da Osprey&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou falar por “atacado” de 5 livros sobre o exército romano da editora Osprey (coleção, Men-At-Arms). &lt;br /&gt;O primeiro chama-se Early Roman Army. Trata como o título indica dos primeiros séculos do exército romanos, até às guerras pírricas. O autor utiliza 2 tipos de fontes, as escritas e as arqueológicas. O problema é que elas são todas muito problemáticas. Como não existem fontes romanas arqueológicas desse período, o autor socorre-se de achados dos vizinhos dos romanos (etruscos, samnitas, etc) para tentar mostrar como seria o equipamento romano. Pode funcionar, ou não. Para as escritas, a questão é ainda mais problemática: os historiadores romanos que se debruçaram sobre o assunto (Tito Lívio por exemplo), são muito posteriores, copiaram outras fontes mais antigas (que não sobreviveram) seleccionando o que lhes parecia mais conveniente. Tentaram criar uma história coerente a partir de numerosas lendas e histórias desconexas dando-lhes uma aparência de lógica e condensando tudo. Ora se o autor do livro tenta ser o mais honesto possível, a realidade é que ele próprio reconhece que tudo não passa de suposições. É um livro quase inútil por isso (e que não vale o seu alto preço)&lt;br /&gt;O segundo volume chama-se “The Carthaginians Wars”. Deveria antes chamar-se a segunda guerra púnica, dado que mais de metade do livro dedica-se aos exércitos de ambos os beligerantes nesse conflito (podemos ver o exército de Aníbal em toda a sua diversidade com os seus líbios, iberos, celtas, númidas, etc e os romanos com a sua homogeneidade de equipamentos e treino apesar de mais de metade dos seus efectivos serem de aliados). Ainda temos direito a um breve resumo das campanhas, é portanto uma boa introdução ao tema (se bem que ler Políbio é melhor).&lt;br /&gt;O 3º livro chama-se “The republican Roman armies 200-104 AC” (supostamente sucede ao primeiro volume sendo as guerras púnicas um interlúdio). Vemos aqui o exército republicano romano que venceu as monarquias helenísticas, com a explicação do que eram os hastati, princeps, triari, velites, a disciplina treino, etc. Mas o que é melhor no livro, é mesmo a explicação final das razões que levaram às vitórias de Roma: a sua vontade de vencer e o recrutamento ininterrupto de novos exércitos. Não importava que os cônsules fossem incompetentes e perdessem batalhas atrás de batalhas, que o senado podia sempre recrutar um novo exército e lançá-lo para a frente, dado a legitimidade que dispunha por ser uma república e ter verdadeiros acordos e alianças com os seus aliados que beneficiavam ambas as partes: um soberano helenístico que perdesse duas batalhas veria imediatamente o seu reino revoltar-se ou pelo menos os seus irmãos, irmãs, primos e eunucos a tentar assassiná-lo. Também o legionário tinha uma boa motivação: combatia por patriotismo, para enriquecer e fazer legalmente todas as coisas que não podia fazer em casa (matar, violar, ficar com os bens de outros). Com belas imagens, vemos o equipamento romano dos vários tipos de tropas. &lt;br /&gt;O 4º volume chama-se “The roman army from Caesar to Trajan”. Ou seja, saltam-se as reformas de Mário. É o exército das guerras civis e do princípio do império. Mostra-se a sua organização, as legiões, as forças auxiliares, algumas campanhas. Podemos ver as famosas “lorica segmentata” (as armaduras que os soldados romanos usam nos livros de Astérix e que é incorrecto, dado que só apareceram 1 século depois), que são um dos tipos de armaduras usados pelos romanos (nunca houve completa uniformização de equipamentos nas diferentes legiões, ao contrário do que habitualmente se julga). Acabam os vários tipos de tropas que antes existiam (princep, hastati, etc), que tinham origem na idade/fortuna, para se criar um regime de coortes com equipamento similar dentro de uma legião. O período de Adriano de relativa paz, implicou alterações de organização e de equipamento que ficariam para o volume seguinte (uma boa opção na minha opinião). &lt;br /&gt;O 5º volume é uma fraude. Este livro chama-se “The roman army from Trajan to Constantine”. O volume faria sentido, dado que se deram alterações de organização e de equipamentos, para responder aos novos desafios (partos/sassanidas a oriente, guerras de escaramuças com os bárbaros a ocidente), só ficando à superfície na mesma. Só que o autor considera que neste período não houve alterações de monta, que tudo já foi descrito no volume anterior, e decide apresentar o sistema de fortificações romanas e as tropas de fronteira (o limes). Ao acaso, decide apresentar a muralha de Adriano (que por acaso, é o que o autor estuda). Ou seja temos um volume dedicado a um tema completamente diferente do que é apresentado na capa. Vemos os tipos de tropas, e sobretudo os restos de equipamentos descobertos em campanhas arqueológicas que estavam na muralha. &lt;br /&gt;O volume seguinte (o 6ª) “The Romano-Byzantines armies from the IV to IX century”, nem sequer me dei ao trabalho de o ver: um volume sobre 500 anos de evolução de 2 estados diferentes (mesmo que o exército de um tivesse a origem noutro)?  &lt;br /&gt;Concluindo, sabendo que os livros da Osprey são caros, metades destes livros são bastante maus. Se o 3º, 4º e 5º dão uma boa panorâmica e introdução ao tema (sobretudo para não tem tempo para ler livros muito mais grossos sobre o tema de historiadores mais sérios, dado que pelo dinheiro o gasto é quase o mesmo), os outros são para esquecer. &lt;br /&gt;Uma última nota: esta editora tem outros livros (mesmo dedicados aos exércitos romanos) bastante bons (irei apresentá-los mais tarde). Obviamente, todos os livros são em inglês&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114347274421605486?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114347274421605486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114347274421605486&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114347274421605486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114347274421605486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/03/roman-armies-da-osprey-vou-falar-por.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114252471592553585</id><published>2006-03-16T15:56:00.000Z</published><updated>2006-03-16T15:58:35.943Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Línguas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando estava na faculdade, um professor disse-me algo que foi na altura uma surpresa: a maioria das populações da Europa ocidental não se tinham latinizado (do ponto de vista linguístico) durante o domínio do império romano, só o fazendo na Alta Idade Média. Parece-me um bom assunto para tratar.&lt;br /&gt;O primeiro território que foi romanizado foi a Itália. O latim (em diferentes variantes) era falado no Lácio, existindo numerosas línguas e dialectos no resto da península itálica (alguns vagamente aparentados como os dialectos oscos, outras completamente distintas como o etrusco); com a incorporação de soldados de outras zonas de Itália nos exércitos romanos, a fundação de colónias romanas, e a expulsão de habitantes devido às guerras e a imposição de uma administração comum, o latim foi-se lentamente impondo como língua única. Quando Augusto criou o império as diferentes línguas em Itália estavam mortas ou faladas por comunidades que não tardariam a desaparecer (com uma única excepção, o grego, que se manteve até agora). Ora curiosamente no período em que os últimos falantes de outras línguas italianas estavam a morrer, o próprio latim nas zonas recém-conquistadas estava a evoluir. Alguns imperadores do séc. II já tinham sotaques regionais (Septimo Severo, Trajano). Os soldados quer das legiões, quer das unidades auxiliares (compostos por não cidadãos que faziam o serviço militar e depois recebiam a cidadania) eram depois recompensados sendo colocados em determinadas zonas recebendo muitas vezes terras, tornando-se focos de romanização. As populações das cidades tornavam-se facilmente bilingues, no seu contacto com mercadores e funcionários, de modo que o sue processo de romanização deu-se de forma rápida (mesmo que ainda continuassem a saber falar a língua indígena, ou pelo menos alguns rudimentos). Mas os noventa e tal por cento que viviam no campo, no seu dia-dia não precisavam de saber a língua latina: bastava que alguém na aldeia o soubesse para lidar com os cobradores de impostos e proprietários. Para a Gália, existem várias referências do séc. IV de funcionários e eclesiásticos que se queixam das populações falarem muito mal o latim, dado que ainda falam gaulês. Ora lentamente nos séculos seguintes, a igreja além de evangelizar as populações ainda pagãs, iria ensinando o latim vulgar que já era falado nas cidades (e que estava a transformar-se nas várias línguas latinas que hoje se falam), substituir as línguas indígenas. &lt;br /&gt;Na Africa do séc. VI, os textos mostram a lenta transformação do latim (interrompido pela conquista árabe). Na península ibérica ignoro o processo, mas imagino que tenha sucedido algo semelhante à Gália, de modo que quando as populações germânicas se instalaram, aprenderam o latim vulgar. &lt;br /&gt;Na Dácia (o equivalente de algum modo à Roménia), o processo foi curioso: a província foi abandonada pelas autoridades romanos em finais do séc. III, saindo os soldados e administradores. A população que ficou teve de se governar sozinha, e os dácios latinizados acabaram por contagiar os dácios do norte que aprenderam o latim. &lt;br /&gt;Na Inglaterra ignora-se em grande parte o que sucedeu: deu-se o abandono do território pelos romanos em 410 e respectiva estrutura administrativa, mas manteve-se a estrutura eclesiástica, e os clérigos mantinham o latim (ignora-se o que sucedeu à população romanizada, se ela foi-se progressivamente celticizando). Pelo menos até meados do séc. VI os nomes mantêm-se em grande parte romanos. Com a destruição dos reinos bretões pelos anglos e saxões, estes ocupam o território substituindo seja o que for que se falasse, pelos dialectos germânicos; os sobreviventes bretões fugiriam para a actual Gales e Bretanha ficando o latim apenas como língua eclesiástica (e alterando a onomástica).   &lt;br /&gt;Um pormenor: as minhas leituras são de livros que já tem alguns anos, por isso não ficaria surpreendido se entretanto se tivessem efectuado descobertas que alterassem substancialmente o que escrevi.  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114252471592553585?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114252471592553585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114252471592553585&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114252471592553585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114252471592553585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/03/lnguas-quando-estava-na-faculdade-um.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114235255810166275</id><published>2006-03-14T16:08:00.001Z</published><updated>2006-03-14T16:11:12.696Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gibbon&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de ver um post do Filipe sobre o Gibbon, pareceu-me boa ideia começar a escrever sobre livros referentes a Roma. E para começar, “A história do declínio e queda do império romano”, parece-me uma boa ideia. &lt;br /&gt;A obra já tem mais de 200 anos (foi escrita em meados do séc. XVIII), mas continua a ser imprescindível para quem gostar de Roma. Está dividida em 2 partes: uma primeira, sobre os últimos séculos do império romano unificado e depois sobre o Ocidente até 476, e uma segunda sobre o império do Oriente até 1453. Escrevendo de forma viva e agradável, ficamos a conhecer a história factual, para além de ser feita uma análise do que se passou. Ganha-se familiaridade com a terminologia dessa nova realidade (acabam-se os cônsules e pretorianos para dar lugar aos magister militum e scolae) e toda uma nomenclatura barroca (o meu cargo favorito é de conde das sagradas liberalidades ou comes sacrarum largitionum, o equivalente a um ministro das finanças). São apresentados episódios caricatos como anedotas, embora normalmente tenham um objectivo, e não pelo amor da frivolidade. O autor tem as suas preferências e os seus ódios de estimação (basicamente qualquer personagem que levasse uma vida que ele considerasse imoral), embora admirando os governantes que cumpriam o seu dever e lutavam contra a adversidade, tentando retardar o (para ele) inevitável. Gibbon é também muito critico em relação ao cristianismo oficial que se formara em Constantinopla e Ravena, com bispos cortesãos vivendo de prebendas e sem nunca por os pés nas suas dioceses. &lt;br /&gt;Quem lê a obra de Gibbon fica com um excelente estudo sobre o baixo-império (bastam mais algumas leituras suplementares de obras contemporâneas que completarão essa visão, graças aos necessários avanços que se deram na historiografia graças à critica e à arqueologia). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114235255810166275?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114235255810166275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114235255810166275&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114235255810166275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114235255810166275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/03/gibbon-depois-de-ver-um-post-do-filipe.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114191709725208506</id><published>2006-03-09T15:08:00.000Z</published><updated>2006-03-09T15:11:37.266Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Roma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente consegui ver a série Roma. Arranjaram-me os episódios, e vi os 2 primeiros. Gostei bastante. Além de haver uma preocupação com os aspectos materiais (os equipamentos militares parecem retirados de uma imagem da editora Osprey) podemos ver o mundo dos grandes e dos pequenos. A sociedade romana está bem descrita: as pessoas casam-se e divorciam-se de acordo com os interesses da família e da gens não interessando os sentimentos individuais (embora a maneira como elas gozam o tempo livre, dependa da sua astúcia e discrição). &lt;br /&gt;Existe a preocupação não só de descrever acontecimentos, mas também de apresentar a vida material (roupas, alimentação), os costumes e passatempos. &lt;br /&gt;É interessante a forma como são caracterizadas algumas personagens. Brutus já não é o Hamlet dividido entre a amizade e a república. Octávio é frio e ainda é cruel, embora a sua argúcia o vá lentamente obrigar a controlar-se. A existência de uma mãe daquelas explicaria o domínio que a sua futura esposa teria sobre ele. Marco António, bem é Marco António (não admira que tivesse perdido em Actium e já antes contra os Partos de forma tão miserável): soldado corajoso mas brutal, impulsivo, faltando-lhe o mínimo auto-controle. As personagens são orgulhosas, e tem um sentimento de superioridade por pertencerem à raça conquistadora: pouco importa que outros sejam mais cultos (os gregos), ou mais fortes (os germanos): eles tem a mistura certa que os tornou os senhores do mundo.&lt;br /&gt;A série é de facto violenta: as pessoas crucificadas no primeiro episódio não tem a serena resignação que vemos habitualmente limitando-se a gemer, mas aqui gritam de dores; aparece nudez integral, o que não é muito vulgar em séries para o grande público. A trepanação mostra o que de melhor se podia fazer de acordo com a ciência médica na altura, sem nunca esquecer os deuses que são um complemento fulcral (e a religião romana era bem utilitarista: Pullo pede para ser libertado, estipulando o que pagará de promessa e alternativas caso não tenha possibilidades financeiras de pagar o elevado encargo).&lt;br /&gt;O exército romano é apresentado como uma máquina eficaz, mas vemos que para isso era preciso disciplina, e a disciplina era severa, mesmo (ou principalmente) num exército de um general tão popular como César.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QFM&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114191709725208506?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114191709725208506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114191709725208506&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114191709725208506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114191709725208506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/03/roma-finalmente-consegui-ver-srie-roma.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6504431.post-114139766066229689</id><published>2006-03-03T14:53:00.000Z</published><updated>2006-03-03T14:54:20.676Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.nndb.com/people/122/000097828/stilicho-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.nndb.com/people/122/000097828/stilicho-1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estilicão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de várias mensagens, decidi escrever um post sobre… Estilicão&lt;br /&gt;Era (segundo uma expressão curiosa que li uma vez) um semi-vândalo, filho de um vândalo e de uma romana, nascido em meados do séc. IV. Entrou para o exército como muitos outros bárbaros e subiu rapidamente. Combateu e teve missões diplomáticas; o imperador Teodósio acabou por casar uma filha adoptiva sua com ele. Quando o imperador morreu (395), deixou-lhe a guarda do seu filho Honório (ainda e sempre criança), o cargo de Magister Militum e na prática o controle de metade do império (do ocidente). Passou os anos seguintes a combater as várias tribos bárbaras na fronteira do Reno, para tentar aguentar a integridade do império que lhe fora confiado, vencendo várias batalhas, embora os visigodos acabassem por passar a fronteira. As suas relações com o seu colega do oriente (aí era Rufino, o prefeito do pretório que controlava o imperador) eram no mínimo más, dado que cada tentava governar a sua parte, tentando reunificar pela intriga o império.&lt;br /&gt;Apesar de tudo o que fez, vários factores levaram à sua queda: as suas origens bárbaras e a sua religião ariana, somado às intrigas constantes que se dão numa corte, levaram a que o imperador ordenasse o seu assassínio (ou pelo menos fosse conivente). O motivo apresentado foi a sua ambição de obter a púrpura; o seu filho também foi assassinado. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Q.F.M.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6504431-114139766066229689?l=roma-antiga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://roma-antiga.blogspot.com/feeds/114139766066229689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6504431&amp;postID=114139766066229689&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114139766066229689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6504431/posts/default/114139766066229689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://roma-antiga.blogspot.com/2006/03/estilico-depois-de-vrias-mensagens.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
